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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Anticlericalismo dos santos

Abbé Pierre como figura dos "Les Guignols de l'Info"

Na véspera da minha ordenação, quando me confessei ao padre Lubac, na encosta de Fourvière, tinha acabado de ser publicado o seu magnífico livro Catholicisme. Ofereceu-mo. Pedi-lhe que escrevesse qualquer coisa. E escreveu: "Amanhã, quando estiveres estendido sobre as lajes da capela para a ordenação, faz apenas um pedido ao Espírito Santo. Pede-lhe que te conceda o anticlericalismo dos santos".
Tentei aproveitar a lição...

Abbé Pierre, 1966

quarta-feira, 23 de maio de 2012

M. de Maio e de Maria

Se portanto falarmos de símbolo, não diremos que a Virgem Maria é o símbolo acabado do Eterno Femino. Diremos antes que este Eterno Feminino deve ser entendido, na sua essência pura, como o símbolo da Virgem Maria.


Henri de Lubac

quinta-feira, 15 de março de 2012

Adivinhe quem disse (2)

Quem escreveu isto?


"Se o fiel pode realizar a sua fé sobre o oceano do nada, da tentação e da dúvida, sendo o oceano das incertezas o único lugar possível da sua fé, devemos admitir, dialeticamente, que o descrente, por outro lado, também não pode ser visto simplesmente como um ateu".


a) Joseph Ratzinger
b) Hans Kung
c) Olegario Cardedal
d) Henri de Lubac


Veja a resposta aqui (selecione): Joseph Ratzinger, na página 31 de "Introdução ao Cristianismo", ed. Principia, 2006.

domingo, 26 de junho de 2011

Deus e deuses

Os deuses alimentam-se em segredo da ideia de Deus para impedir que o verdadeiro Deus apareça.


Henri de Lubac

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sinceridade sem reticência na Igreja


Hans Kung recebeu há dias um doutoramento honoris causa em Espanha – facto que foi interpretado como a reparação de uma injustiça, já que tem no currículo 17 doutoramentos do género, nenhum em Espanha, tendo em conta o que tem feito pela causa do conhecimento e diálogo entre religiões e pela promoção da ética comum para a paz. Por outros caminhos e afazeres, dei com este trecho de Kung que não resisto a citar:

«O que é o cristianismo»? Um tal pergunta requer uma sinceridade sem reticência. Semelhante sinceridade não deixarei que ma proíbam, nem sequer Henri de Lubac, apesar de toda a estima pessoa que lhe dedico, pois após a minha conferência sobre «a sinceridade na Igreja», por ocasião do Concílio Vaticano II, disse-me ele em São Pedro de Roma: «Não se fala assim da Igreja. De qualquer modo, é nossa mãe!» Mas Eugen Drewermann. Entre outros, procedeu desde então a uma análise radical do complexo da mãe em numerosos clérigos. E três decénios depois do concílio, o que é feito de tantos belos «sonhos» de Igreja? Contudo, tanto quanto a sinceridade, devemos igualmente justiça e honestidade face à Igreja e ao cristianismo.
Hans Kung na pág. 18-19 de “O Cristianismo. Essência e História” (Circulo de Leitores, 2002).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lubac versus Bernanos

O encontro furtivo de um santo chega para atestar Deus.
Henri de Lubac (1896-1991)


Deus nos preserve dos santos!
George Bernanos (1888-1948)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ronrom

Deus impede-nos de alguma vez confundirmos o ronrom dos nossos hábitos mentais com a sua verdade.

Henri de Lubac (1896-1991)

domingo, 15 de agosto de 2010

Teólogo critica silêncios e condenações da hierarquia católica

“Silêncios ominosos sobre pessoas sanguinárias, ideologias totalitárias e ditaduras militares com as mãos manchadas de sangue. Condenações imisericordiosas contra homens e mulheres de mãos limpas, de honestidade inatacável, de vida exemplar”. As palavras são de Juan José Tamayo, no “El País” de 14 de Agosto de 2010, sobre a hierarquia da Igreja católica dos últimos 70 anos.

O teólogo espanhol refere-se ao silêncio relativamente a ditaduras e a líderes religiosos imorais (o exemplo é Marcial Marcel, fundador dos Legionários de Cristo) e à condenação de teólogos como Lubac, Rahner, Congar, e Schillebeeckx, que tentaram o diálogo com a modernidade.

Para ler em espanhol aqui e aqui em português.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Clássicos 8: "O coração do mundo", de Hans Urs von Balthasar


(Primeiro parágrafo:) “Oh! Como vive encarcerado todo o ser finito! O homem também nasce num cárcere. Alma, corpo, ideias, aspirações, esforços; tudo nele tem fronteiras; é tudo, já de si, uma fronteira palpável, tudo um isto, um aquilo, separado, apartado do resto. Pelas grades dos sentidos cada qual olha para fora de si mesmo, para o que lhe é estranho, para aquilo de que nunca fará parte; e, embora o seu espírito percorra voando – como as aves – os espaços do mundo, nunca ele será esse espaço; o seu rasto desaparece, não deixa vestígios duradoiros. Que distância não vai dum ser a outro! E, ainda mesmo quando se amam, quando de ilha para ilha, procuram entender-se e iludir o seu isolamento como uma unidade aparente, logo os surpreende – quão mais dolorsa! – a desilusão, ao esbarrarem, como pássaros engaiolados, contra os varões invisíveis duma gélida e transparente muralha. Não conseguem evadir-se. Nenhum deles sabe quem o outro é. Às apalpadelas, por conjecturas, abeira-se o homem da mulher, a criança do adulto, pouco menos misteriosos, uns para osoutros, do que o são, para os homens, os animais”.

O coração do mundo | Título original: Das herz der welt | Hans Urs von Balthasar | Porto, 1959, 284 páginas

“O coração do mundo” é uma longa e apaixonada meditação sobre o amor de Deus concretizado na doação de Cristo na cruz, que é o verdadeiro coração do mundo. Hans Urs von Balthasar (12 de Agosto de 1905 – 26 de Junho de 1988), doutorado em Literatura, foi o grande ausente do II Concílio do Vaticano. Fundou com Ratzinger e Henri de Lubac a “Communio”, Revista Internacional Católica (foi dele a ideia). João Paulo II nomeou-o cardeal (sem direito de voto em eleições pontifícias), mas von Balthasar morreu dois dias antes da cerimónia.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...