sábado, 20 de abril de 2013

As raparigas também gostam de subir paredes de escalada, mas só o fazem sem rapazes por perto

Abigail Norfleet James, no "Público" de hoje

Actualmente, em Portugal as escolas que existem de ensino diferenciado estão ligadas a uma instituição da Igreja Católica, a Opus Dei, e às Forças Armadas, quer comentar?



Eu gostaria que existissem outras que não tivessem qualquer ligação, mas já é um bom começo. As escolas são diferenciadas não porque pertençam a uma religião ou às Forças Armadas mas porque essas instituições tradicionalmente tinham esse tipo de escolas. No resto do mundo, conheço escolas mistas que pertencem a congregações religiões ou são escolas militares.


Excerto da entrevista do "Público" a Abigail Norfleet James, que defende a educação separada de rapazes e raparigas. Vale a pena ler, aqui. Há várias modalidades e a coisa dá que pensar.

4 comentários:

Anónimo disse...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...

Uma Igreja sem paredes nem livros.
Uma Igreja sem estátuas nem hierarquia.
Uma Igreja do coração, uma Igreja à medida das aspirações das pessoas do mundo de hoje.
Uma Igreja sem teólogos e estudiosos.
Uma Igreja de pessoas amadas por Jesus e o próximo...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja onde as pessoas estão em sintonia com a verdade e a caridade.
Uma Igreja sem vigilância nem ditames.
Uma Igreja sem dogmas nem teorias alheias à
Bíblia.
Uma Igreja onde as mulheres e os homens são iguais em tudo.
Uma Igreja sem pó nem poeira...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja onde cada pessoa pode fazer doutrina.
Uma Igreja onde ninguém é herético nem excomungado.
Uma Igreja onde não há crentes nem não-crentes.
Uma Igreja onde o sonhar é viver e o viver é sonhar.
Uma Igreja onde se lêem os melhores poetas a par das esclerosadas leituras bíblicas...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja de Santos não canonizados.
Uma Igreja de puros sem pureza.
Uma Igreja de fieis sem fé.
Uma Igreja de caridade sem caridade.
Uma Igreja de esperança sem esperança...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja de verdes prados.
Uma Igreja de doces praias.
Uma Igreja de montanhas escarpadas.
Uma Igreja de vales profundos.
Uma Igreja de árvores e passarinhos...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja sem livros de teologia.
Uma Igreja sem catecismos.
Uma Igreja sem missas.
Uma Igreja sem catequeses.
Uma Igreja sem organização...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja sem dinheiro.
Uma Igreja sem universidades.
Uma Igreja sem jornais ou editoras.
Uma Igreja sem centros sociais.
Uma Igreja sem instituições de solidariedade social...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...
Uma Igreja em que Deus é à minha imagem e semelhança.
Uma Igreja em que Deus faz a minha vontade.
Uma Igreja em que Deus é a minha vontade.
Uma Igreja em que Deus é salvo por mim.
Uma Igreja em que Deus não precisa de existir...

Como sonho com uma Igreja meramente espiritual...

Jorge Pires Ferreira disse...

Penso que já percebemos o seu sonho. Não faz sentido continuar a reproduzir o texto.

Peter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Peter disse...

Ò meu caro poeta, vá lá, cuide ao menos da sua saúde, saia ao menos um pouco desses ambientes da sacristia e vá apanhar ar puro… esse consumo exagerado de incensos não lhe está a fazer nada bem, é que já se tornam preocupante tais delírios sonhadores! Mas para despistagem, sim, acho melhor procurar um bom divã freudiano! Ou também foi daqueles alunos que fez a escola só numa sala de rapazes mas nunca conseguiu “saltar o muro”…! Olhe, eu também fiz toda a primaria numa dessas ilhotas de clausura mas lá consegui algumas gloriosas fugas para o reino das mademoiselles, não havia régua nem cana nem castigo mais duro que fosse que desmotivasse os saltos daquele muro que separava aqui a tribo dos moçoilos das moçoilas… o que vale é que aquilo foram só olhares, senão, lá se tinha ido a vocação religiosa de um dos nossos robins dos cigarrillos, hoje é sacerdote missionário, aqui o el matador de galináceos, el Frei Peter Tuck ficou-se apenas pelos tachos e de sentinela aos nacos de pão dos pobres não vá um tal xerife de Nottigham, poeta excelentíssimo, resolver taxar tal poesia com o IVAC, esse malfadado imposto de valor acrescentado celestial que serviu de inspiração a um tal Gaspar, parece que era descendente do príncipe João! Fisga neles ó João pequeno bento domingues, e a fugir antes que…! Bom, fugir nunca, um robin dos cigarillos nunca foge, quando muito, dá meia volta e segue em frente fiel ao seu passo doble de tango ritmado ao som de tal poesia Nottighaneana…!

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