sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O diabo detesta o Halloween



Com a americanice cada vez mais difundida, é difícil não dar com o dia das bruxas. Ao almoço fui servido por uma senhora cheia de teias de aranha. Literalmente. Mas suponho que as teias não eram literais. O café estava cheio de motivos halloweenescos.

E quem tem filhos sabe que é impossível ignorar a data. Pelos vistos, pelas minhas constatações diárias em dois infantários, é das ocasiões preferidas para os educadores motivarem os mais pequenos (há dias, um dos meus filhos: “Não te esqueças de me dizer que é o dia das bruxas logo que eu acordar”), mudarem a decoração, testarem pinturas faciais, pedirem a colaboração dos pais.

Ora – e é por isso que escrevo – ontem dei com um louvor católico do dia das bruxas. Cá está (Why the Devil Hates Halloween). O autor, “expert” em catolicismo (e católico, como se pode ler e por outros textos sobre novenas e afins), diz que o diabo detesta o Halloween. E dá seis razões, que até estão bem vistas. E que se aplicam como uma luva ao nosso “pão por Deus”, coisa em que nunca participei, nem sei se há no centro do país, mas da qual ouvia falar as minhas colegas de trabalho na meia década que vivi em Lisboa. Eram saloias-no-bom-e-verdadeiro-sentido (eram de Mafra) e gostavam muito do “pão por Deus”.

1 comentário:

Euro2cent disse...

"Despair is the clay in which the Devil works; laughter washes despair away"

Uma boa frase.

Há uma tradição sobre a noite do ano em que a separação entre este mundo e o outro é mais ténue, e as sombras (no sentido clássico) podem visitar os vivos que as queiram vislumbrar.

Por referências literárias, julgo que os mexicanos tinham uma celebração particularmente vibrante, com caveiras de açucar incluídas.

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