quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Liberdade

A liberdade deve ser de um valor incomensurável para que o Eterno tenha assumido o risco de no-la conceder! Sem ela seríamos autómatos. Tomai cuidado! Com ela temos a capacidade de amar. Ou de recusarmos a amar. Ele arrisca nisso a sua glória...

Abbé Pierre, 1965

9 comentários:

Peter disse...

Acho “arrojado” a um ser humano colocar ou “insinuar” “dependências” a Deus e ainda por cima sustentadas sob uma resposta do “ser” criado! E ainda mais perplexo fico quando se tenta nessa “sentença” “penhorar” a própria “glória” de Deus!

Anónimo disse...

Quando o ignorante fala, não sabendo o que é a glória divina (pois se soubesse não escrevia o que escreveu), os dislates não são de admirar. Isto não é fugir ao tema: é ir directamente ao mesmo. É chorar perante a ignorância teológica que se faz voz de sábio.

Peter disse...

Anónimo das 5:26 p.m.

Deixando de lado os “mimos” que me oferta aqui nessa marca muito pessoal das suas dialécticas, confesso que desconhecia que Deus já tinha convidado o Anónimo, um ser como eu limitado e corrompido pelo pecado, para falar consigo numa espécie de revelação privada da sua Glória, e também para lhe dar umas “tábuas” com a informação sobre os princípios que ali gravou determinando entre muitas outras coisas, os passos que o homem tem que dar na questão do livre-arbitrio! (…os outros 3 também tiveram aquela oportunidade única de verem a Glória, mas aquela das tendas arrumou a questão, os pobres acabaram por ficar a ver apenas nuvens! Querem ver que a ideia de montar as tais faculdades de teologia nasceu ali!)

Anónimo, gostava de entender porque é que, se Deus dá o livre arbítrio a cada um individualmente, tendo que ser o próprio a ter que decidir, haja depois tanta gente a orar pela conversão do outro! Mas a decisão de acolher o livre arbítrio e as “consequências” não são sempre pessoais sem possibilidades de interferências de nenhuma espécie! Não é isso que significa a tal “liberdade” que escreveu ali esse homem extraordinário que foi o Abbé Pierre!

Já agora, se Deus é Omnisciente, portanto já sabe qual será a decisão daquele a quem vai oferecer o livre arbítrio, e também sabe quem será salvo e quem se “perde”, ainda assim oferece-nos tal opção! Então, Deus quer salvar todos ou não quer!

Anónimo disse...

Peter, Peter, por que motivo te enterras mais? Qual o problema de admitires que és ignorante em vez de te enterrares no poço sem fim dos teus considerandos? Acerca da glória: não preciso, como você diz ter tido, de revelações privadas de qualquer espécie para saber o que é a "glória" divina. O relevante, antes de mais, é saber o que o Abbé Pierre entende pela mesma e não há dúvida alguma que ele a entenderá dentro da teologia biblico-cristã. Se o Peter conhecesse o sentido desta, não tinha escrito «E ainda mais perplexo fico quando se tenta nessa “sentença” “penhorar” a própria “glória” de Deus!». Escrevendo, mostrou a sua ignorância. É livre de o ser e mostrar, mas poupe-nos ao sofrimento de ter que a aturar a qualquer post deste blog. O resto que escreve é apenas um desviar da atenção do que referi. Chama-se, em inglês, "Red Herring". Só para saber, ok? A questão é a glória de Deus, ok? Consegue manter-se no tópico, ou isso é-lhe difícil? Há medicamentos para isso. De qualquer modo apenas lhe digo que "liberdade" e "livre-arbítrio" não são a mesma coisa, nem que a presciência é a predeterminação. Se tem problemas com isto, olhe, tem uma solução: vá estudar teologia e deixe-se da filosofia, ok?

Peter disse...

Anónimo das 9:24 a.m.

Tem a coragem de afirmar que eu no meu 1º comentário não abordei a questão do Abbé Pierre e não coloquei tal afirmação em causa na tentativa de “descodificar” o “absurdo” de tal constatação feita por esse irmão! Ou só porque e o Abbé Pierre é também infalível a sua visão e afirmação das cosias do divino! Pois… já entendi! O melhor é desviar atenções para questões meramente linguísticas ainda por cima escritas com a tinta do insulto, não respondendo directamente às questões que levantei em linha com o conteúdo do post, porque o Anónimo sabe perfeitamente como eu que essa tão orgulhosamente humana denominada “teologia biblico-cristã” é tão fácil de desmontar como um motor de um carro, e nem é preciso carregar sacos de filosofias às costas!
Onde está ou e necessário aqui a“filosofia” a intrometer-se naquilo que até um adolescente do 9ºano consegue ler e interpretar nas palavra bem claras que Abbé Pierre deixou: ”Eterno tenha assumido o risco…” e ”Ele arrisca nisso a sua glória…”

Então o que significa “assumir riscos”’…. já se viu em algum lado um Deus a assumir riscos ou a colocar como “penhor” a sua própria Glória! Mas afinal onde se “encaixa” aqui o “livre arbítrio e a Graça”! Se calhar deve estar a falar na mesma linha daquela doutrina teológica tão insana da questão do ”Limbo”,que depois de séculos a fazer sofrer tantos pais dessas crianças pela insegurança de saberem os que amavam numa espécie de suspensão da Graça, e que acabaram por corrigir! Essa é que é a verdade, que se constata há muito tempo nesses bisturis orgulhosos que se entretêm a fazer mais danos à fé das pessoas do que ajudá-las a conhecerem melhor Deus! Quer mais exemplos desses absurdos… areia teológica é o que não falta amigo Anónimo!

Valha-nos para a saúde da Fé que os Discípulos, salvo raras excepções, nunca andaram numa faculdade teológica e ainda assim não foram poucos os “puxões de orelhas” que Jesus teve que lhes dar! Até Paulo que tinha formação “judaico-teológica” mesmo esse teve a honestidade de assumir a sua limitação e num daqueles momentos de pura Graça exclama: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.“Filipenses 4,8

Mas nem pensar - dirão vocês, senhores da lei e do templo - as coisas não são bem assim, mesmo sendo Paulo a escrever tais palavras! Ainda assim, temos que ir analisar e fazer a triagem para classificar o que é “honesto-justo-puro-amável-boa fama”... e “se há alguma virtude, e se há algum louvor”, não é a vós mosquitos que nem sonham com o que é a teologia, que vos compete pensar e decidir, cá estamos nós os teólogos para decidir e declará-lo com o Nihil obstat das nossas doutrinas! Haja rios de paciência! Realmente fazia-vos muito bem, voltar a ler o que Mateus escreve no cap. 15, 1-14 sobre tais insanidades humanas! “Mas em terra de “cegos”, quem tem olho é rei”, nem que veja apenas só de um olho, não porque o outro outr esteja cego, mas é mais fácil colocar ali uma pala quando as coisas não correm bem para o nosso lado, não é amigo Anónimo! Olhe, tente entender ao menos um pedacito essa metáfora da “pedreira e a catedral” que o Jorge partilhou agora! Chega mesmo no momento certo! O ES tem destas coisas!

Helena V. disse...

Caro Anónimo, desculpe (por não ser nada comigo directamente), mas quem se dirige ao outro como o senhor o faz, perde a autoridade, seja qual for a "verdade" do que diz. O que pretende, afinal? O que o atormenta?
O foco da 'discussão' tem que se deslocar para essa sua incomodidade perante o outro e para a incomodidade que suscita (em mim, pelo menos). E, como "o outro é sempre metade de mim", condição para o diálogo, é a pergunta que lhe deixo - 'metade de si' que sou, metade de mim que o senhor me é - para meditar: O que o atormenta?

Peter disse...
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Peter disse...
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Peter disse...

Bom, espero não ser motivo para palavras mais “duras” entre irmãos! O que me traz aqui é apenas fazer caminho, expor-partilhar e também escutar para crescer na Fé, só isso! Por isso vou tentar ser “fiel” às “Sete exigências da…”, sobretudo o nº 2 que pede que sejamos claros e rigorosos na apresentação de ideias, para explicar-me “melhor” naquilo que me levou a questionar a afirmação de Abbé Pierre!

Conheço bem a profissão de fé de Santo Irineu: “A glória de Deus é o homem vivo” «Do Tratado contra as heresias, de Santo Irineu, bispo (Lib. 4,20,5-7:Sch 100, 640-642.644-648) (Séc.I) » Deduzo pois que seja sob tal base que Abbé Pierre assenta a sua visão expressa nessa afirmação embora aquela afirmação no post seja difusa, por isso gostava de deixar aqui um “retalho desse mesmo tratado para depois esclarecer algo!

” Deus, que realiza tudo em todos, é inacessível e inefável, quanto ao seu poder e à sua grandeza, para os seres por ele criados. Mas não é de modo algum desconhecido, pois todos sabemos, por meio do seu Verbo, que há um só Deus Pai que contém todas as coisas e dá existência a todas elas, como está escrito no Evangelho: «A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigénito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer» (Jo 1,18).

O que me faz “confusão” é o Abbé Pierre dizer que o “Eterno tenha assumido o risco de no-la conceder! “, e que na nossa resposta estava em “jogo” a sua glória! “ Ele arrisca nisso a sua glória...”…!

Vamos lá a ver, Santo Irineu diz que: “Deus, que realiza tudo em todos, é inacessível e inefável, quanto ao seu poder e à sua grandeza, para os seres por ele criados.”… e depois remata e bem a sua afirmação com as palavras do Apóstolo João na Revelação que Deus nos faz através do Filho! Ora, se Ele é inacessível e inefável, quanto ao seu poder e à sua grandeza” é arrojado como disse fazer certas afirmações, mesmo conhecendo já muito sobre Jesus! Bom, muito não é ainda o TODO!

Será que Abbé Pierre quis significar-referir-se àquela glória que aponta a imagem do homem (“o homem vivo é a glória de Deus”), na mesma linha de S.Irineu e que vai na mesma direcção do relato da criação que afirma o homem sendo feito: "…à imagem e à semelhança de Deus" (Gn 1,27).e que é essa mesma glória que está em “risco” perante a RESPOSTA ao AMOR pelo homem, que certamente fará a diferença ao acolher ou rejeitar, na tal “liberdade” que lhe dá o “livre arbítrio” que também depende dessa mesma liberdade para se tornar PROPOSTA e não imposição! (livre arbítrio e liberdade são conceitos distintos eu sei…)!

Se for nessa linha que falava Abbé Pierre, então fica claro para mim, porque é certamente no Amor que tudo se resume! E como diz e bem a Igreja: “Uma vez que estamos mortos, ou pelo menos feridos pelo pecado, o primeiro efeito do dom do Amor é a remissão dos nossos pecados. E é a comunhão do Espírito Santo (2 Cor 13, 13) que, na Igreja, restitui aos baptizados a semelhança divina perdida pelo pecado.” (734) Catecismo da I.C.

Sim, no Amor resume-se tudo porque Deus é Amor e por isso a sua glória será certamente também Amor! Também na Cruz, foi por Amor que Deus correu o risco da morte, mas também ali ela foi vencida definitivamente!

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