quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Eclesialmente estamos em 1812, no tempo de Pio VII

Na "Visão" desta quinta-feira.

A entrevista em questão, pode ser lida em português aqui na íntegra.

A Igreja ficou 200 anos para trás. Como é possível que ela não se sacuda? Temos medo? Medo ao invés de coragem? No entanto, a fé é o fundamento da Igreja. A fé, a confiança, a coragem. Eu sou velho e doente e dependo da ajuda dos outros. As pessoas boas ao meu redor me fazem sentir o amor. Esse amor é mais forte do que o sentimento de desconfiança que às vezes eu percebo com relação à Igreja na Europa. Só o amor vence o cansaço. Deus é Amor. Eu ainda tenho uma pergunta para você: o que você pode fazer pela Igreja?

9 comentários:

Anónimo disse...

Palhaçadas...

"The problem for Martini, as for the left in general, is that he was well able to present a critique of the Church’s problems but not to offer any realistic solutions, unless criticism itself can be deemed a solution. The posthumously published interview is hyperbolic, in the “something must be done” style but there actually no answers or solutions. In areas of the admission of the “some” divorced people to Holy Communion, of the perception of those outside the Church to its teaching on sex and sexuality, practically everyone with a heart would agree that there is problem, Pope Benedict himself has often spoken on such issues. The problem is dealing with these particular and personal problems through the general and universal law of the Church; difficult cases do not make for good law. On evangelisation, on the involvement of the laity in diocesan government or diocesan bishops in the universal Church are issues that Pope Benedict has addressed. Solving the problems are a little more difficult than merely identifying that there is a problem"

Anónimo disse...

"There are many contradictions in Martini’s thought, on the one hand he speaks about the “loss of future generations of Catholics”, he seems to mean cultural Catholics and yet he demands a radical following of the Gospel. He seems unable to understand that the radical break with traditional Catholicism also breaks the connection of cultural Catholics."

Anónimo disse...

"There is a Marxist sense of cultural struggle, or even low level war, in Martini’s writings, which marks out the left (left in bot the theological and political sense). There is need to attack, an attempt to destroy “the institution” of presenting the “institutional” Church in opposition to the Church of the masses. Once those things which are attacked are destroyed, they are replaced by another left leaning institution that is far more tyrannical than that which went before. In classic Marxist terms there is a continuous process of purification that goes on until such time as perfection is achieved. In the case of the Church of course, until such time as the institutional Church is destroyed and replaced by a perfect human society, which of course will be something quite contrary to Church of the Gospel or Revelation."

Jorge Pires Ferreira disse...

Obrigado pelos textos. Boas palhaçadas, indeed.

Anónimo disse...

Quando não se quer ver a verdade, as palhaçadas são vistas como verdade e a verdade como palhaçada. Tadinho do Martini.

Anónimo disse...

“Idolising Martini is a means of destroying his “prophetic” force”... sem dúvida, mas a subtiliza desta análise deve passar ao lado do autor deste blog.

Jorge Pires Ferreira disse...

Se você o diz, caro sem rosto das 8:55, é capaz de ser isso mesmo. Só pode.

Jorge Pires Ferreira disse...

Quero pedir desculpas pelas minhas reações quente. Os argumentos são para ler e ponderar.

De qualquer forma, concordo com Bento XVI, que disse que Martini esteve “atento a todas as situações”, em particular “as mais difíceis”, e agiu com “espírito de caridade pastoral profunda”.

Quem assim procede, como Martini, nunca está isento de críticas e contradições. Só quem nada diz e nada faz é que é absolutamente coerente com... a nulidade.

Tratando-se de uma última entrevista, de alguém que sabe que a morte está próxima, é importante ver o que diz sobre algo que nos é querido a todos, a Igreja.

Neste blogue não há qualquer idolatria a Martini nem a Ratzinger (mais abordado, afinal)nem a quem quer que seja, vivo ou morto.

Curiosamente, o primeiro excerto diz que os problemas que Martini levanta também têm sido abordados por Bento XVI - e ambos sem proporem soluções.

Acontece que Martini foi, de facto, mais longe do que Bento XVI. No Sínodo de 2000, com um bispo português ao lado, propôs um espaço alargado em que se debatessem as questões da mulheres, dos leigos, do poder, da sexualidade. Se se trata de encontrar soluções para estes problemas, de facto o espaço de decisão tem de ser amplo - caso contrário algumas vozes criticam sempre que é "particular". Perspicaz, o italiano.

Não sei quem escreveu o texto, um americano, certamente, católico conservador, tipo George Weigel, em que tudo o que é sociológico é logo marxista. Podia ser marxiano em vez de marxista como alguns preferem. De resto, duvido que Martini seja de esquerda. Contra a visão dicotómica que o autor apresenta agiu precisamente Martini,lançando pontes, cátedras, encontros.

Jorge Pires Ferreira disse...

Fui à procura do autor do texto em inglês. Imaginava-o do outro lado do Atlântico, mas não.

http://marymagdalen.blogspot.pt/2012/09/martini-and-left.html

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