sexta-feira, 13 de abril de 2012

O verdadeiro cálice de Jesus. Mais um



O arcebispo de Valência foi a Jerusalém entregar uma cópia do Santo Cálice da Última Ceia do Senhor (na imagem). Li aqui.

É sempre muito engraçado este folclore à volta de objetos lendários que de certeza não são nada do que anunciam ser. A seriedade, a celebração, a comitiva, o orgulho, o vidro de proteção… E ninguém se ri pelo meio?

Se Indiana Jones e Dan Brown soubessem que o Graal estava em Valência, como ficava empobrecida a nossa cultura pop...

Ainda que estes objetos falsos possam ser um meio de promoção de fins cristãos, como o apreço pela Eucaristia, os fins não justificam os meios. Prefiro pensar que em matéria de relíquias, todos podemos ter uma que pertenceu a Jesus: a pedra que ele não teve para reclinar a cabeça (na realidade, já houve um medieval a gloriar-se de a possuir).

4 comentários:

Anónimo disse...

Pois é. O humor ao redor destas relíquias é lendário. Apenas um exemplo que conheci, se bem me lembro, no "O Nome da Rosa" de Eco: a Catedral de Colónia tem o crânio de João Baptista quando este tinha 12 anos de idade. Mas há mais: a metade da coluna onde Jesus foi flagelado, e que está em Roma, tem metade do diâmetro da outra metade que está, se bem me lembro, em Jerusalém.

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

À igreja católica o que não faltam é mentiras ridículas... INFELIZMENTE!

Fernando Martins disse...

Mas como é que este arcebispo tem tempo para estas coisas? Porquê perder tempo com crendices ridículas?

Fernando Martins

Anónimo disse...

O mais ridículo e triste, é que há muito boa gente que vai nessa conversa. Gente que se vê nas igrejas a benzer-se com o pó das imagens expostas, gente que enche garrafas com água benta para levar para casa... Enfim, muitos ainda estão na Idade Média.

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