quarta-feira, 18 de abril de 2012

Humor de Georg Ratzinger


Cardeal Faulhaber

A leitura de “Meu irmão, o Papa”, de Georg Ratzinger e Michael Hesemann proporcionou-me uns dias muito agradáveis. Hei de apontar aqui os pontos que mais apreciei neste livro (e um ligeiro desgosto).

Georg, nos seus 84 anos, fala com grande bonomia e espantosa memória. A idade, que será certamente causa de uma qualidade, pelos vistos não afetou a outra.

Nota-se em todas as páginas que tem um grande amor pelo irmão. Parece, até, que é um amor, uma dependência, maior que o do irmão por ele.

Uma ou outra vez há humor no livro. Boa disposição há muita mais. Um caso de humor:

Um dia, o cardeal Faulhaber (o cardeal que crismou e ordenou os Ratzinger; anti-Hitler, foi o principal redator da encíclica “Mit brennender Sorge”, em que Pio XI condenou o nazismo, e várias vezes defendeu os judeus, sendo apelidado de “juden-kardinal”) foi visitar o seminário onde estudavam os irmãos Ratzinger. Conta Georg: “Uma vez, o porteiro, que também servia as refeições, entornou-lhe molho na batina. Quando o cardeal o fixou repreensivamente, o porteiro, Sr. Bartl, titubeou: “Eminência, não faz mal, temos mais molho na cozinha” (pág. 154).

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