domingo, 12 de janeiro de 2014

Papa batiza filhos de pais em situação irregular


O Papa batizou o filho de uma mãe solteira e a filha de um casal casado "só" pelo civil. Imagino que muita gente, principalmente responsáveis paroquiais, deve ficar desorientada com estas práticas, tendo em conta os costumes prevalecentes na maior parte das paróquias, principalmente em relação ao segundo caso. Nunca se negou o batismo - não se pode negá-lo - mas a "pedagogia pastoral" ia no sentido de aconselhar o adiamento do batismo até os pais terem a situação regularizada, quando possível. Por outro lado, algumas paróquias, bem recentemente, liberalizaram a prática batismal, deixando de fazer exigências no caso dos pais em "situação irregular" e dos padrinhos. Anteciparam-se a Francisco? Teriam ordens superiores motivadas pelo que o Papa já havia dito?

Por outro lado, outra vez, há aqui uma leitura teológica que tem de ser feita, não sobre o batismo de bebés - do qual sou crítico, como já por cá manifestei (basicamente: como aceitar que é uma adesão pessoal a Jesus Cristo, se a decisão é tomada por outros?) -, mas quanto à prioridade e importância do batismo sobre o matrimónio enquanto sacramentos. Sem dúvida que o primeiro é mais importante, evangélica, histórica (só se chegou à afirmação cabal da sacramentalidade do matrimónio no séc. XII) e ecumenicamente. Por isso não deve ser condicionado.

Notícia do batismo papal e foto no Público.

E disse o Papa, inovando:

“Hoje o coro vai cantar, mas o coro mais belo é aquele das crianças, algumas delas quererão chorar porque têm fome ou porque não estão confortáveis. Estejam à vontade mamãs, se elas tiverem fome deem-lhes de comer, porque elas são as pessoas mais importantes aqui”.

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