domingo, 19 de maio de 2013

Bento Domingues: "Celebrar a subversão"

Dois parágrafos do texto de Bento Domingues no "Público" de hoje:

No campo católico, a reforma litúrgica do Vaticano II, sem perder o sentido plural da ritualidade, tentou vencer a doença da obsessão ritualista. O fundamentalismo de uns, a incultura de outros, a preguiça e a mediocridade geral têm dificultado os caminhos de uma genuína criatividade. Em nome da ortodoxia e da piedade, está a ressurgir, em alguns grupos e paróquias, a mentalidade restauracionista.
...
O mundo não parou em 1965. Para se tornar católica, a Igreja no seu devir na história humana tem de rever, continuamente, as suas posições. Não pode dizer que não há alternativas. As configurações actuais dos ministérios ordenados já não correspondem ao que deles se deve exigir, para estarem abertos às surpresas do Espírito de Cristo, que não é exclusivo dos homens. A exigência desta mudança e da reforma da Cúria estão interligadas.
Esta é uma das prosas admiráveis do dominicano. E irritante para alguns dos leitores deste blogue. Amanhã estará cá o texto todo.

12 comentários:

Anónimo disse...

"O fundamentalismo de uns, a incultura de outros, a preguiça e a mediocridade geral têm dificultado os caminhos de uma genuína criatividade". Se isto não é um ataque e um chorrilho de insultos, não sei o que serão. Clar que para cá virão os defensores de Frei Bento atacar quem denúncia este facto, mas o que seria se alguém dissesse que Frei Bento é "fundamentalista", "inculto", "preguiçoso" e "medíocre"? Ainda não vêem? Então eu continuo dizendo que ele é tudo isso e mais: mentiroso, cobarde, parvo, estúpido, etc.

Jorge Curcucho

Anónimo disse...

"O mundo não parou em 1965. Para se tornar católica, a Igreja no seu devir na história humana tem de rever, continuamente, as suas posições". Exactamente Frei Bento. Troque as suas fraldas mentais e descubra que o seu "maio de 65" é uma ilusão que só existe na sua cabeça. A Igreja evolui e não precisa de estar atada ao Vaticano II e as suas posições ultrapassadas? Muito menos precisa de estar atada às interpretações impotentes e frustradas que o Frei Bento e os seus "tovarischs" fizeram de tal Concílio. Homem: deixe de viver congelado! Olhe para a Igreja de hoje e reconheça que as aspirações de "68" já não colhem simpatias. Não será isso, também, fruto da acção do Espírito? Ou Este só sopra quando sopra para o lado que o Frei Bento gosta?

Jorge Curcucho

Peter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Peter disse...

Evolução ou retrocessos!!!…!
Bom, entre estar congelado ou estar pedrado numa qualquer estação racional dos “paleolíticos” espirituais, também não vejo grande diferença, ou então o nosso Irmão Francisco anda mesmo equivocado sobre o tema:

“Depois de 50 anos, fizemos tudo o que o Espírito Santo nos pediu em relação ao Concílio, nessa continuidade do crescimento da Igreja que foi o Concílio?”
“Comemoramos – disse o Papa – este aniversário, erguemos um monumento, mas desde que não incomode. Nós não queremos mudar. Mais: há algumas vozes que querem voltar atrás. Isto é ser teimoso, isto significa querer domesticar o Espírito Santo, isto é ser tolo e lento de coração”. “O mesmo acontece – indicou o Pontífice – inclusive na nossa vida pessoal”: de fato, “o Espírito nos impulsiona a tomar um caminho mais evangélico”, mas nós resistimos. É por isso que o Papa Francisco lançou a seguinte exortação: “Não oponhamos resistência ao Espírito Santo. É o Espírito que nos torna livres, com essa liberdade de Jesus, com essa liberdade de filhos de Deus!”.
(Papa Francisco, discurso de 20 de Dez de 2005 à Cúria Romana)

Bem dizia Hans Küng “… muitas vezes, aqueles que são mais agressivos em matéria religiosa, são aqueles que não estão muito seguros da sua fé.” (Diálogo entre Hans Küng e Paul Ricoeur …As religiões, a violência e a paz. Para uma ética planetária)

…e atenção, aqui o Papa só chamou de “tolo, teimoso, e lento de coração” que me parecem “adjectivos” que estão ainda muito longe dos que aqui foram atirados ao Irmão Frei Bento! Realmente, nem os tais "tovarischs" se atreveriam a tanto…!

Peter disse...

E ainda só está aqui um pedaço da crónica... imagino quando for colocado o texto completo, porque a verificar pela temperatura das "irritâncias", nem uma camião de ”pedras” chegarão para calcetar os caminhos das iras tudo por causa de uma opinião, como se as "cerejas" não coubessem também junto a outras espécies de frutas na mesa das partilhas!

Anónimo disse...

Peter, o seu ódio ao Papa Bento XVI é tanto que o vai apagar da história?

É que um discurso à cúria do Papa Francisco em dezembro de 2005 dá para desconfiar.

Não será antes uma homilia (em Santa Marta) recente?

HD disse...

Esgrimir epítetos de “mentiroso, cobarde, parvo, estúpido, etc” a uma pessoa concreta,pela calada da semiescuridão de um blogue fica sempre bem a um bom católico de gema ! Espantosa praxis de quem se assume de Cristo!
HDias

Peter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Peter disse...

Anónimo (5:30PM)…se um erro de “dados” que aconteceram apenas por lapso, já lhe serve para me acusar de ódios a um Irmão então não sei mesmo se estou a perder tempo a dialogar consigo! Acho que ficou claro o conteúdo do meu comentário!

Fico agora na dúvida se o caro não está a tentar desviar os “alvos” quem sabe, talvez tentando assim mudar o olhar dos que visitam este blog, aos ódios que residem dos lados de quem aqui os exprimiu claramente (eles estão à vista de todos) em direcção a Frei Bento .. (não era a Bento XVI e nem era dele que estávamos a falar embora o Papa Irmão Francisco o “usasse” no contexto da sua homilia em Santa Marta) de onde parte uma dessas perguntas que lancei no meu comentário anterior e que pode ficar esclarecido completamente, deixo apenas um excerto para nos situarmos agora:

” “Depois de 50 anos, fizemos tudo o que o Espírito Santo nos pediu em relação ao Concílio, nessa continuidade do crescimento da Igreja que foi o Concílio?”….Quem se fez estas perguntas foi o Papa Francisco, que usou o termo “continuidade” referindo-se à interpretação de Bento XVI (que expressou durante o importante discurso de 20 de dezembro de 2005 à Cúria Romana), segundo a qual a hermenêutica da continuidade se contrapõe à da ruptura, teorizada pela Escola de Bolonha. O novo Pontífice responde: “não”, o Concílio permaneceu sem ser aplicado.”

Fontes: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/519379-nao-ha-retrocesso-francisco-e-o-concilio-vaticano-ii

Anónimo, eu percebo e reconheço o meu erro ao não situar claramente essa pergunta no seu contexto devido apenas a um lapso de transcrição de dados, e peço desculpa por esse erro, mas entre tal erro e o vir aqui acusar-me de “ódios” e de querer “apagar” um Irmão, é obra…!

Anónimo disse...

Peter, acusei ou fiz, com ironia é certo, uma pergunta?

Vi logo que se te tratava de um erro, tendo até apontado logo a ocasião correcta.

Veja bem o espaço que V. Ex.ª ocupa para corrigir um "dado" e atribuir-me uma "agenda".

Foi uma provocação nem tanto a si mas a todos os que querem apagar Bento XVI com esta papolatria mediática ao Papa Francisco.

Não o quis ofender e peço desculpa se não percebeu a ironia.

Anónimo disse...

”Peter, o seu ódio ao Papa Bento XVI é tanto que o vai apagar da história?”

Vaya ironia….! Se ele é “o seu ódio” já pressupõe à partida esse sentimento em mim…! Quem não usa linguagens directas e não chama “as coisas pelo seu nome” escudando-se em “ironias” deve pelo menos tentar entender que do outro lado está um ser humano, não alguém “omnisciente”…!Quanto às economias de espaço, lamento mas não tenho o dom de sintetizar… e “ficar na dúvida” não tem nada a ver com “atribuir agendas”… é apenas dúvida e só isso…!

Sobre as “papolatrias”, o Irmão Ratzinguer assim como o Irmão Bergoglio são meus Irmãos na Fé, seres humanos como eu a quem foi entregue a responsabilidade de conduzir e dirigir o povo de Deus onde me incluo também… eles são pastores não o PASTOR… amo os dois com a mesma intensidade e misericórdia, e dou graças a Deus pela vida de ambos…! E a minha única “idolatria” é a do AMOR…!

Por fim, só quis esclarecer diálogos sobretudo em momentos em que parece que o que importa é o insulto e ataques à dignidade do outro só porque ele expressou um pensamento que não na linha do nosso...!

Peter

Anónimo disse...

...só porque ele expressou um pensamento que não vai na linha do nosso e do que acolhemos como certo e seguro...!

Peter

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