quinta-feira, 18 de abril de 2013

O que faz o Papa a tanta camisola de futebol?


No "Público" de hoje. Mais camisolas aqui e aqui.

21 comentários:

Anónimo disse...

Como lésbica que sou, tenho uma grande esperança no Papa Francisco. Acredito que ele vai ouvir a voz do Nós Somos Igreja e finalmente a Igreja vai ter um lugar de destaque para os gays, as lésbicas e os transformistas! Se calhar as igrejas até serão bons lugares para nos encontrarmos... quem sabe? Em moral sexual ninguém segue a Igreja mas se a Igreja seguir tudo o que as pessoas querem fazer ninguém ficará excluído, pelo contrário, tudo fica resolvido. Espero poder celebrar missa em breve, depois de casar na igreja com a minha amiga Rute. E tenho uma série de amigas fufas que encherão os seminários que andam vazios, pois a Igreja não tem aceitado os novos tempos. Mas agora, agora sim, será diferente.


Marlene

Anónimo disse...

Será que ficará assim tão diferente?

No que toca a abertura dos seminários a todos, independentemente da sua orientação sexual, ainda poderá ser. Mas no que toca ao matrimónio gay... Por princípio, estará fora de questão. Deus fez-nos homem e mulher: "crescei e multiplicai-vos". Entre dois seres do mesmo género não é possível haver multiplicação sem recurso a terceiras intervenções e pode considerar-se contra natura. É algo que se vê e sempre se viu, mas não é por isso que deve ser "atestado" como união matrimonial. A Igreja somos todos nós, mas os atos em sociedade não tem, necessáriamente, que psssar pelo "atestado" da Igreja.
O Reino de Deus não é o reino terrestre, está para além disso. Deus, que tudo vê e tudo sabe, olha por todos. Essa é a única certeza.

Jorge Pires Ferreira disse...

Ó amigo das 9h20, evidentemente que a Marlene pensa exatamente o contrário do que escreveu. Fez-se passar por membro do Nós Somos Igreja precisamente para criticar esse movimento, como se o NSI defendesse o que Marlene afirma (eu não faço parte do NSI, mas conheço algo do que eles afirmam e pedem).

Ela (ou ele) detesta o NSI. Talvez odeie mesmo, não tendo ainda percebido que a liberdade de pensamento é um dom de Deus.

Anónimo disse...


Os "trols" regressam de novo...engraçado que em regra acabam sempre por se demonstrar com as suas atitudes de espirito de cruzada onde tudo vale,como adoram as técnicas do "demo" da maledicencia....e não ficam preocupados ,pois no fundo são tal e qual os talibans, o que significa matar o próximo em nome da causa, se no final terei acesso ao Paraiso ...Triste ignorancia.

Anónimo disse...


Não sei muito sobre o movimento NSI , mas há uma coisa que eu acho espantosa: a frequência com que Deus fala com familiares do Raúl Solnado. Depois de comunicar diariamente com a filha, Deus pede o sacerdócio à viúva do homem. Genial. Deus não falou nunca em sacerdócio a Santa Catarina de Siena, Santa Teresa de Lisieux , Santa Teresa de Ávila ou a Teresa de Calcutá, mas suscitou a questão em Leonor Xavier e Maria João Sande Lemos, esses monstros da ascese. Insondáveis caminhos, sem dúvida.

Rui Jardim

Jorge Pires Ferreira disse...

Rui Jardim,

tem a certeza em relação a Santa Teresa de Lisieux? Informe-se e pode ser que tenha alguma surpresa.

Anónimo disse...

Jorge,

tem alguma coisa de concreto a dizer ou repete-se a imprecisa mistificação progressista?

Rui J.

Anónimo disse...



Jorge,

pode provar que Teresa de Lisieux pediu alguma vez o sacerdócio ou se sentiu chamada a tal??

É um boato? É que conheço quase todos os textos deixados por esta santa e não consta tal chamamento ou vontade.


A sua resposta é uma fuga?

Saudações,
Rui Jardim

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro Rui Jardim,

Eu não percebo nada de Santa Teresinha. Como o Rui parece saber tudo, pedi-lhe que se informasse e nos informasse. Chamou ao que eu disse “imprecisa mistificação progressista”.

Portanto, já tinha ouvido falar do assunto.

Em todo o caso, eu digo o que sei sobre Teresa, que é pouco, como já disse. Mas do que eu li, sei que ela queria ser apóstolo e missionária até ao fim do mundo. Com certeza que era apóstolo e missionária sem ordenação. Teresa, vanguardista na teologia laical. Só pode. Isto eu li nos textos dela. Está em qualquer antologia.

Também li, via indireta, que ela queria ser sacerdote. Tive oportunidade de perguntar a uma teresiana francesa, Dominique Menvielle, e ela respondeu: “As suas palavras sobre o ser padre – os seus pais queriam muito um filho padre e só tiveram filhas – devem ser vistas como desejo de participação na redenção do mundo e não como feminismo”.

Em suma, sobre tal chamamento ou vontade, a resposta é sim, existia em Teresa de Lisieux. Claro que, para quem não quer a ordenação de mulheres, o que ela disse nunca quererá dizer que queria a ordenação para si própria, mulher.

Mas em relação às Teresas todas e a Catarina, não percebo a pertinência de Deus ter falado ou não sobre o assunto. Deus não falou de tanta coisa. As costas largas de Deus dão para tudo.

Peter disse...

Uma ajuda sobre o tema de Teresa de Lisieux....

(Cta 201 Al P. Roulland /Carmelo de Lisieux 1 de noviembre de 1896) fim da pág.214-215 pdf …

“Permítame confiarle un secreto que acaba de revelarme la hoja en que me escribió las fechas más memorables de su vida. El 8 de septiembre de 1890, su vocación misionera fue salvada por María, la Reina de los apóstoles y los mártires2; ese mismo día una humilde carmelita se convertia en esposa del Rey de los cielos. Al dar al mundo un eterno adiós, su único objetivo
era el de salvar almas, sobre todo almas de apóstoles. Y pidió muy especialmente a Jesús, su Esposo divino, un alma apostólica: al no poder ser ella sacerdote, queria que, en su lugar, un sacerdote recibiese las gracias del Señor, que tuviese las mismas aspiraciones y los mismos deseos que ella... Hermano mío, usted conoce a la indigna carmelita que hizo esta oración. ¿No piensa usted, igual que yo, que nuestra unión, confirmada el día de su ordenación sacerdotal, comenzó el día 8 de septiembre...?”

.........


(Cta 189 Al P. Roulland/23 de junio de 1896) pág 198 pdf)

….nuestro adorable Jesús; pero como la obediencia me confía esta dulce tarea2, estoy segura de que mi celestial Esposo suplirá mis pobres méritos (sobre los que no me apoyo lo más mínimo) y de que escuchará los deseos de mi corazón, fecundando su apostolado. Me sentiré verdaderamente feliz de trabajar con usted por la salvación de las almas. Para eso me hice carmelita: al no poder ser misionera por la acción, quise serlo por el amor y la penitencia como santa Teresa, mi seráfica Madre... Le ruego, Reverendo Padre, que pida para mí a Jesús, el día en que se digne bajar del cielo por vez primera al conjuro de su voz, que le pida que me abrase con el fuego
de su amor para

--------------------


…deixo aqui as cartas em castellano para quem desejar:

https://docs.google.com/file/d/0B9NYHdRmfMfZWk1sNkh2ZldhUUE/edit

Anónimo disse...

Bom agora já com uma sopa quente vamos lá a colocar a razão e o coração a trabalhar:

A 1ª pista encontro-a aqui: ”…al no poder ser ella sacerdote, queria que, en su lugar…”….

Esse “ella” penso que estamos de acordo que é a própria pessoa que escreve a carta, Teresa… Bom, já lá vão uns anos em que estudei e li St. Teresa na sua língua materna por força das circunstancias … e tb estudei castellano uns tempos em que estive lá por terras de D.Quijote… parece-me pois que nesta frase de Teresa está bem explicito um desejo de alcançar o sacerdócio ainda que tenha consciência que não o pode alcançar, e por isso faz aqui como que uma “transferência” desse desejo para o destinatário da carta!…

Na 2ª pista, vem confirmar o que disse o nosso Jorge: ”Para eso me hice carmelita: al no poder ser misionera por la acción…”

Bom, abri algum campo… podeis dizer que é estou a “dar outro sentido ao que St.Teresa disse-escreveu”... mas as suas palavras não se escondem, elas estão ali bem claras!

Peter

Anónimo disse...

Para quem deseja as cartas e a obra completa na língua original aqui vai online:

Cartas:

http://bibliotheque.editionsducerf.fr/par%20page/2653/acces_livre.htm

Obra:
http://bibliotheque.editionsducerf.fr/par%20page/2653/TM.htm

Peter

Anónimo disse...


Jorge,


não há volta a dar; só mesmo por "via indirecta". Santa Teresinha não queria mesmo ser sacerdote e muito menos o exigia. Queria servir a Igreja como ela quer ser servida. é o que faz qualquer outra santa. É tudo.
Deus, se quisesse chamar alguma mulher ao sacerdócio, tinha chamado. Nunca chamou.

Mas olhe, fique com a Leonor Xavier? Cada um tem o que merece.

Rui J

Anónimo disse...

? -.

Anónimo disse...

? -.

Jorge Pires Ferreira disse...

Rui Jardim,

Não fui eu que invoquei o exemplo das místicas. Foi você. Nunca em momento algum fiz depender a ordenação das mulheres do desejo delas. Esse é um erro comum. Mas não meu. A ordenação não é um direito de pessoas, homens ou mulheres. É um direito e uma necessidade da Igreja.

Se falei do caso de Teresinha é porque me parece claro que ela desejou ser padre e exprimiu-o. Não é “via indireta”. Com todas os rodriguinhos de quem sabia estar a falar do inconcebível para a época, a coisa está lá.

Em todo o caso, tem imensa piada invocar a ausência de tradição de pensamento feminino sobre a ordenação de mulheres para fundamentar a irrelevância das que hoje sugerem precisamente a ordenação das mulheres. No fundo, o seu argumento é: as de hoje são não sabem o que dizem porque as de ontem nada disseram sobre isto. A questão é: se as de ontem tivessem dito algo claro sobre isto teriam sido ouvidas? Teriam sido santas? Se as de hoje o dizem e são imensamente ridicularizadas, a começar pelo Rui, como não seriam ignoradas e mesmo condenadas as de ontem?

Evidentemente, não pode haver santas a pedir algo que ia contra as leis da Igreja. E não é preciso chegar à questão da ordenação. Em questões muito menores passa-se exatamente o mesmo. Exemplos corriqueiríssimos: há algum santo a avaliar imparcialmente o que Lutero fez? Há santos a entrar em igrejas protestantes antes do Vaticano II? Há santos a combater claramente o antissemitismo antes do séc. XX? Etc, etc.

Diz, por outro lado,
“Deus, se quisesse chamar alguma mulher ao sacerdócio, tinha chamado. Nunca chamou.”

Não vou voltar à questão, porque já aqui foi abundantemente tratada, mas não podemos dizer com clareza que nos primeiros tempos não tenha havido mulheres a presidir à Eucaristia e o próprio NT fala de diaconisas e apóstolas.

Em todo o caso, admitindo que Deus nunca chamou nenhuma mulher ao sacerdócio no passado, não vejo porque não pode acontecer no presente ou no futuro. Também não chamou ninguém a fazer parte de uma prelatura pessoal antes do séc. XX, por exemplo. Aliás, quando eu andava nos grupos de jovens, tinha uma colega que dizia que não queria ser freira, mas se pudesse ser padre, seria. Tinha o nome da mãe de Santo Agostinho.

De facto, como as coisas estão, se Deus chamar mulheres ao sacerdócio, elas têm de o ignorar.

Quanto a Leonor Xavier, que não conheço pessoalmente, merece-me todo o respeito. Diz o Rui que “cada um tem o que merece”. Espero que a desconsideração se refira à minha pessoa e não à senhora ausente.

Priscilla disse...

"Je sens en moi la vocation de PRETRE; avec quel amour, ô Jésus, je te porterais dans mes mains lorsque, à ma voix, tu descendrais du Ciel... Avec quel amour je te donnerais aux âmes ... Mais hélas ! tout en désirant d'être Prêtre, j'admire et j'envie l'humilité de St François d'Assise et je me sens la vocation de l'imiter en refusant la sublime dignité du Sacerdoce."

escreve Santa Teresinha do Menino Jesus,sobre a sua vocação ao sacerdócio, no livro autobiográfico "História de uma alma".

Anónimo disse...

Grato... uma boa ajuda para esclarecer o tema...!

Peter

Jorge Pires Ferreira disse...

Obrigado, Priscilla!

Anónimo disse...

So ha um pequeno pormenor...S.Francisco de Assis nunca foi Padre!

Se calhar esse ser Padre nao é assim tao literal.

Jorge Pires Ferreira disse...

Porque S. Francisco não foi padre ("apenas" diácono para poder pregar) é que ela diz

"...J'admire et j'envie l'humilité de St François d'Assise et je me sens la vocation de l'imiter en refusant la sublime dignité du Sacerdoce."

algo como

"Admiro e invejo a humildade de S. Francisco de Assis e sinto a vocação de o imitar recusando a sublime dignidade do sacerdócio".

É uma boa forma de dizer: Eu queria, mas sou capaz de sublimar a contrariedade.

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