domingo, 17 de fevereiro de 2013

Estou a pensar em não permitir comentários anónimos no meu blogue - como alguns, aliás, me têm aconselhado. Ainda não decidi, mas penso nisso. É muito triste porque, suponho, um blogue como este só interessará a cristãos. A temática é cristã-católica. O que significa que alguns comentários anónimos, cheios de má educação e ódio, com calúnias e mau gosto, por vezes também dirigidos a mim, são escritos por cristãos. Quando são dirigidos a mim, tolero. Entristeço-me é quando são dirigidos a terceiros.

Tenho defendido o anonimato porque "não saiba a tua mão esquerda o que fez a direita", porque para fazer o bem não precisamos de dar o nome, porque pode haver razões positivas para esconder a identidade. Mas a cobardia não é uma delas.

A possibilidade do anonimato não é uma obrigação. Quem quiser pode sempre identificar-se. Infelizmente, dá azo à inveja, à maledicência, à maldade, o que muito me entristece.

Se decidir não permitir comentários anónimos, haverá sempre a possibilidade de identidades falsas. Em todo o caso, é a alternativa que está em cima da mesa.

16 comentários:

Anónimo disse...

É assim mesmo! Apoio plenamente! Então saber-se-á quem anda a dizer mal de frei Bento e do Tolentino e do bispo de Bragança e do Anselmo. Se calhar é o primeiro do segundo, o segundo do terceiro, o terceiro do quarto e o quarto do primeiro. Ah, não. Estou enganado: o Tolentino editou numa das suas colecções das Paulinas uma colectânea sem qualquer valor deste último (mas assim manteve o nível da colecção). Estou enganado, pois. Mas repito-me: apoio plenamente! Fim aos comentário anónimos! E eu começo já a dar a minha cara.

Anónimo disse...

Não escolhi a opção do gmail. Aqui vou eu.

Miguel Apelido Marques disse...

Agora sim.

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro Miguel Apelido Marques.

Era o que eu temia.

http://www.dreamstime.com/stock-photos-crazy-russian-man-ear-image23110163

Anónimo disse...

Então já está. Tem a solução à vista por exclusão de hipóteses. Não adianta, pois não? A não ser que passe a admitir que aquilo que para si é insulto, para outros possa ser apenas uma denúncia sincera, não menos da orientação contestatária dos textos e autores que coloca neste seu blog que, sendo público, passa por poder ser comentado por quem quiser, seja ou não cristão. Custa-lhe, não é? Pois bem: não me sinto minimamente condoído. São as regras.

maria disse...

no meu blogue resultou. e mesmo com um registo anónimo como o de engraçadinho russo (que pode sempre escolher meia dúzia de perfis, ele há pancadas para tudo)sempre dá para criar alguma imagem de identificação sobre os diferentes comentadores anónimos.

claro que quem tem um blogue com comentários abertos deve estar disposto a tudo, mas não precisa de se tornar no esgoto das lavaduras cerebrais de cada um.

Euro2cent disse...

Para vosso divertimento (e para verem o que são comentários no duro ;-):

Praying for a Black Pope

http://takimag.com/article/praying_for_a_black_pope_nicholas_farrell

paulo aparicio disse...

ó professor !!!

deixe os anónimos, na alvura das suas perturbações, comentar.
claro que quem tem verticalidade opta sempre por comentar anonimamente. A raiva é um pecado mortal, mortal porque encerra os seus "autores" em si mesmo.
os comentários menos próprios e com o intuito de ofender a dignidade são como os que quando perdem argumentos partem para a violência!

Anónimo disse...

Quem anda a falar do bispo de Bragança são os padres. Dor de cotovelo!

Fernando J. Cassola Marques disse...

Apesar de compreender perfeitamente o teu ponto de vista em colocar os anónimos fora deste espaço, considero que, se o objetivo deste teu extraordinário blogue seja o de quem passar por aqui possa falar abertamente dos temas que nos vais proposto para reflexão, então o melhor mesmo será o de deixares como está!
Mesmo tendo em conta os insultos e as calúnias que por vezes aqui são espelhados, podes sempre apaga-los quando de facto forem demasiadamente fortes, porque a caravana passa e os cães ladram (sem querer insultar a raça canídea!) ...
Penso que algumas pessoas sendo obrigadas a terem "assinatura", não sejam tão explicitas nos comentários que vão fazendo.
A questão dos perfis falsos, a bem da verdade, dá sempre para identificar o autor, portanto, as pessoas não julguem que o anonimato na internet é assim tão oculto... tende cuidado com isso!
Mas pronto, poderia agora arranjar outra argumentação para defender o fim do anonimato, no entanto, acho que temos a ganhar mais assim como está.
É a celebre questão do mal menor :)

Anónimo disse...

Reflectindo sobre isto tudo, parece-me que no corpo do blog ou em vez do "quero dizer que", o autor podia elencar os critérios que estima incontornáveis para um dado comentário ser apagado pelo autor do blog.

Por outro lado, acabo por me solidarizar com o falso "russo": o que para um, ao não ter em sua posse todos os dados, pode ser um insulto ou calunia, para outro, e na sua consciência mais informada, pode ser uma denuncia bem esclarecida. A fronteira é ténue.

Neste blog já vi de tudo: de quem bajula este ou aquele autor apenas por ele ser da sua estima e independentemente do valor de uma sua intervenção ou opinião, a quem, por outro lado, critica esta ou aquela pessoa por ser apenas essa ou aqueloutra pessoa. Por exemplo: saber que se chamava a dada pessoa de X quando ela andava no seminário não é calúnia a não ser que seja falso. Como o saber? É difícil, mas um bom cristão está sempre disposto a acreditar no outro e não chamar "calúnia" a isto ou aquilo apenas porque não se gosta de ver isto ou aquilo ser dito de dada pessoa.

Um exemplo: conheço pessoalmente uma pessoa cujos textos são frequentemente colocados neste blog. Sei que essa pessoa é um tiranozinho na sua comunidade e, assim, tudo o que ele escreve soa-me a falso. Mais: é doentio. Não poderei, mesmo que outros não o saibam, dizer que essa pessoa é "falsa como o diabo"? Quem está na condição de chamar a tal afirmação de "maledicência e maldade"?

Apenas uns pensamentos.

Anónimo disse...

Vou na linha do último comentador. Não julgo quem critica, com maior ou menor benevolência e comedimento verbal, até porque quem escreve em público está consciente de que se submete à eventualidade de críticas. Não me incomoda nada ver alguém chamar "macaco" a este ou aquele. Jesus chamou de "raposa" a Herodes. Mas alguns critérios poderiam ser estabelecidos.

maria disse...

quanta generosidade anónima por aqui vai...pois a mim incomoda-me que se centrem alguns dos comentários em ataques pessoais em vez da exposição de ideias sobre os temas. ou que se verta para aqui a intimidade de alguém (como já vi fazerem ao autor do blogue) sem que ela fosse desejada ou permitida.

Helena V. disse...

Parece-me que a verdade de cada um não fica comprometida com o anonimato. É mais uma forma de se revelar. Sinto que, se Deus vê "no segredo", não temos nada a recear, nem nada nos deve escandalizar. Simplesmente, desejo que tudo nos aguce o olhar e alargue a visão da humanidade que somos e que Deus ama.

Anónimo disse...

Ó Maria. Qualquer ataque temático a pessoas que a Maria admira é, sempre, mas sempre, um ataque pessoal. Não é?

maria disse...

não, não é.

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