quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Férias grandes do Abbé Pierre
Vivi desde sempre na impaciência da morte. Na minha fé, creio que a morte é uma separação dolorosa para os que ficam mas, para quem parte, é um encontro fantástico: com uma imensidão de Deus; com a multidão, talvez com cem mil milhões de seres humanos que viveram desde que o homem existe.Tal encontro exalta-me. É uma sede de sol e de água cristalina... Para mim serão as minhas férias frandes.
Abbé Pierre em 1994
Desde as últimas férias grandes tenho posto aqui, quase diariamente, uma frase ou um pequeno texto de Abbé Pierre. Comecei após o dia 5 de agosto, quando reparei que o centenário do nascimento deste padre (05-08-1912 - 22-01-2007) passou praticamente despercebido. Até percebo porquê. Se ele foi incómodo para alguém, foi-o principalmente para os poderes públicos e para os poderes eclesiais.
Foi um dom ter lido o que disse e escreveu em "Testamento" (Círculo de Leitores) e "As quatro verdades" (Editorial Notícias), os dois livros de onde copiei as frases. Hoje mesmo espero ler a entrevista que António Marujo lhe fez no dia 5 de julho de 1995 ("Deus vem a público", págs. 292-298). Talvez para aqui copie uma ou duas frases para terminar a minha evocação do Abbé Pierre, uns dias depois da data do aniversário da sua morte.
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4 comentários:
Parabéns pela sua atenção. Já agora, permita-me que sugira que comece a preparar a evocação de João XXIII. Faz 50 anos que faleceu a 3 de Junho. O homem do Concílio, o paladino da bondade, o artífice da reconciliação bem merece que continue «presente» nestes tempos sombrios!
Obrigado pela sugestão.
Obrigado também pela caminhada que me proporcionou com esse homem tão cheio de Deus… acho também muito boa a sugestão sobre João XXIII…
Bem-Haja pela sua partilha! Li os livros que refere, publicados em Portugal, e um terceiro igualmente enriquecedor "Fraternidade" da Editorial Notícias. Caso tenha possibilidade, sugiro que partilhe a entrevista que refere no seu post.
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