sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Da feminilidade da economia portuguesa


Mais uma que nos fizeram Lutero e Calvino. Ou antes, não fizeram. Artigo de Pedro Arroja no "Vida Económica". A economia portuguesa é feminina por causa da sua matriz católica, diz o gestor.

Não sei se este Pedro Arroja é o mesmo que lia em meados dos anos noventa no DN. Na altura, apreciava q.b. as suas opiniões liberais e heterodoxas. Agora parece que alinha por um catolicismo muito típico de certos meios (à falta da expressão adequada, escrevo "certos meios").

Este Pedro é o mesmo que no blogue "Portugal Contemporâneo" escreve:
Na minha opinião, um dos pilares centrais da tradição portuguesa e católica que vai ter de ser reposto é o ensino diferenciado entre rapazes e raparigas, pelo menos até à adolescência.

Numa cultura feminina como é a nossa, o ensino misto feminiliza os rapazes. Na cultura protestante, que é masculina, é ao contrário, o ensino misto masculiniza as raparigas.

Na nossa cultura feminina, quando se põem rapazes e raparigas, homens e mulheres, sob o mesmo tecto, mais cedo ou mais tarde as mulheres controlam e dominam o ambiente. O ensino misto em Portugal é um ónus sobretudo para os rapazes, tolhe o desenvolvimento da sua masculinidade.

Em Inglaterra, 80% das melhores escolas são escolas diferenciadas. E, sendo assim no estrangeiro, pode estar certo que aquilo que eu disse é verdade. O ensino misto em Portugal feminiliza os rapazes.
Está aqui uma das razões por que o Joaquim acha os jovens de hoje tão passivos (aqui).
E agora já se compreende mais o conteúdo da expressão "certos meios".

6 comentários:

maria disse...

O PA parece que foi "contratado" para o OD, e anda a fazer o trabalho de casa: a usar a influência que tem para espalhar a ideologia do grupo. Nem vale a pena perder tempo a rebater: deixá-los ser felizes na ignorância de que o mundo já não é o mesmo de quando Escrivá escreveu o "Caminho".

Anónimo disse...

Segundo Pedro Arroja, a culpa do défice é da Virgem de Fátima...

Dá vontade de rir a fantasia...

Só não compreendo a razão pela qual é designado por "católico"...

Anónimo disse...

O que alguns dizem do OD, pode ser legitimamente do do NsI.

Anónimo disse...

Para OD Pedro Arroja escreve um texto muito heterodoxo : mais Max Weber que Escrivá de Balaguer...

O argumento do texto é de um esquematismo de muito efeito e a tese de Max Weber, vulgarizada e raramente estudada no livro que o celebrizou, atrai imenso um certo perfil de católico português que acha tudo lindo no protestantismo (que não conhece) e saloio no catolicismo doméstico...

Anónimo disse...

Ó santa ignorância! Ó santa misoginia!

Jorge Pires Ferreira disse...

Talvez gostem de ler o texto pedroarrojado de hoje (8 de fevereiro de 2013)

http://tribodejacob.blogspot.pt/2013/02/mais-um-artigo-arrojado-do-sr-pedro.html

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