segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Sete exigências da discussão epistemicamente proba

Cá pelo blogue andam algumas discussões estimulantes e outras mais ou menos insólitas, mas todas interessantes, ainda que por vezes anónimos discutam com anónimos parecendo que se conhecem. Às tantas conhecem-se mesmo. Pouco tenho participado nelas, mas, como é natural, revejo-me mais nos argumentos de um dos lados.

Em todo o caso, deixo aqui “sete exigências da discussão epistemicamente proba”. Alguns bem precisam. Para mim, foi útil ler isto no Rerum Natura (aqui).

1. Ouvir ou ler atentamente o interlocutor e tentar genuinamente compreender as suas ideias e razões. 
2. Explicar com a máxima clareza e rigor as nossas ideias e razões. 
3. Estar disposto a mudar de ideias e a ser corrigido. 
4. Aceitar o direito de o interlocutor pensar de maneira diferente da nossa, ainda que não tenha razões adequadas a seu favor. 
5. Informar-se adequadamente sobre o tema em discussão, estudando livros e artigos relevantes. 
6. Dominar os instrumentos lógicos da discussão crítica de ideias. 
7. Encarar a discussão como uma maneira de descobrir a verdade, e não como um despique para ver quem ganha.

7 comentários:

Peter disse...

Jorge
Não conheço o Anónimo que mais me tem interpelado, de forma nenhuma embora a sua forma de me interpelar o faça parecer! Às vezes a sua escrita tem muitas semelhanças com um professor que tive na UCP mas já percebi que não é, sobretudo pela forma como reage aos meus comentários que não pretendem destruir nada nem provar absolutamente nada, mas apenas fazer caminho no diálogo que nos ajudará a crescer na Fé, só isso! E não tenho nada contra as teologias, elas são apenas isso, construções da mente humana que procura perceber e conhecer melhor Deus! Cada um é livre de fazer o caminho que quiser, santa liberdade dos filhos de Deus!
Grato por estas indicações que partilhou agora, vou estar mais atento no futuro!

Peter disse...

Jorge, tenho apenas algumas dúvidas sobre o ponto 5..!

É certo que devemos: 5. Informar-se adequadamente sobre o tema em discussão, estudando livros e artigos relevantes.

Mas isso não implica que também mesmo aí não discordemos com a opinião aceite ou transmitida por essas fontes que “oficialmente” são acolhidas como verdadeiras e infalíveis…o contrário seria reduzir o caminho da busca das coisas que ainda estão ocultas ao nosso olhar!

Certamente que a experiência e a opinião alheia são uma riqueza incomparável, não iria jamais rejeitar tais riquezas, mas existe mais vida para além do estabelecido e do conhecido! È isso que me faz procurar sempre mais sem ignorar que há sempre o perigo de se usar e canalizar opiniões alheias que trazem a chancela de “peritos na matéria” para defenderem e impingirem certas “aldrabices” como lhes chamou um comentador “Do Rerum Natura”!

Mas sim, mergulhar nessas fontes sem medos, porque o problema é parar, ficar satisfeito! Mas o caminho da busca não pára e ainda bem, sempre surgirão outras novas respostas e novos dados que acabarão por ocupar o lugar daquilo que antes era um dado assumido como seguro e certo! Assim se evolui!



Jorge Pires Ferreira disse...

Peter,

eu não estava a pensar especificamente em si. Obrigado pelos seus comentários.

Gostava se ser mais longo, comentando algumas das suas afirmações, mas tenho de deixar para outra altura.

maria disse...

Jorge, e que tal impedir os comentários anónimos? não é por nada, só para ajudar a peceber quem diz o quê. Ligar cada comentário a um registo obrigatório. podem escolher os nomes que quiserem. eu já não entro em discussões com anónimos que não tenham um registo. por sanidade.

Anónimo disse...

Boa Maria. Reserve a sua sanidade não comentando anónimos, que nós reservamos a nossa não lendo o que você escreve.

Anónimo disse...

Claro que quando se fala com saber e se é taxado de oficiante de aldrabices; redutor do discurso à verdade e ao conhecido e não veiculador de mentiras e do desconhecido; e, enfim, impigidor de dogmas que limitam o pensamento, não há diálogo possível. Sabe Peter, é que quem acha que a verdade está na mistificação gasosa e vaporosa sem qualquer coluna vertebrada e ataca quem vive o cristianismo tal como ele é, não merece qualquer atenção.

Anónimo disse...

Jorge,

creio que serão palavras que cairão no abismo do ignorar. Já aqui disse, creio, uma vez: pode-se criticar tudo e todos, mas se se desejar criticar uma afirmação teológica (recordo-me da "presença substancial" que alguém, para mostrar o quão redutor e demagogo era a descrição dominguiana de estar "de costas para o povo", evocou foi corrida daqui sob uma chuva de censuras imaturas), a crítica deve ser teológica e, se possível, ao mesmo nível do que se deseja criticar. É por isso que não poucas vezes, mesmo quando gostaria de dizer algo, me calo. Mas enfim... esperemos.

Fernando d'Costa

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