segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Intifada e democracia não conjugam


A dezena e meia de agressores que passou uma hora a lançar pedras da calçada a polícias, segundo os relatos das manifestações do passado dia 14 de novembro, tem sido chamada de “profissionais do distúrbio” pelo governo ou de “idiotas” pelos outros manifestantes. Creio que eles não se importam muito com nenhum dos epítetos. Mas não lhes têm chamado aquilo que eles são: cobardes.

Rui Tavares, eurodeputado (independente), no "Público" de 19-11-2012.

É só impressão minha (por distração, se a impressão estiver errada), ou um dos partidos com representação na AR ainda não repudiou a pedrada em frente da AR?

3 comentários:

Anónimo disse...

Sim Jorge, o PCP está caladinho; sabe? o que eles preconizam é precisamente o que se passou: revolta social seguida de revolução.

Fernando d'Costa

p.s.: afinal o p. Tolentino Mendonça, contra o que eu havia dito, esteve no "Átrio".

Jorge Pires Ferreira disse...

Fernando, não me referia ao PCP, até porque deles ouvi uma leitura enviesada, mas mesmo assim dita. Que a pedrada serviu para fazer o jogo do governo, pois atraindo a atenção para esse assunto, desviou-a da "luta" em causa. O líder da CGTP, que é do órgão dirigentes do PCP, pronunciou-se no mesmo sentido. Referia-me a outro partido.

Quanto ao Átrio, ainda não li nada. Mas ainda hei de dar uma vista de olhos pelas notícias.

Anónimo disse...

Jorge, sim, Arménio Carlos disse-o, mas nenhum membro político do PCP (deputados ou porta-vozes oficiais) o fez. Penso, então, que se refere ao BE. Num debate na SIC Notícias o Luís Fazenda andou à volta de o fazer, mas acabei por não perceber se o fez

Fernando d'Costa

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