segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Misericórdias e tutela da Igreja

No JN de hoje. Julgo que a notícia, a começar pelo título, faz eco da polémica recente entre bispos  (ainda era D. Jorge Ortiga o presidente da CEP) e misericórdias, depois de o episcopado ter aprovado legislação que foi entendida pelas misericórdias como uma tentativa de interferência na nomeação dos dirigentes e desejo de ficar com "bens apetecíveis".

Na minha opinião, a julgar pela prática de uma ou outra misericórdia (pouco misericordiosa), e visto que inspiração cristã qualquer um pode ter (com ou sem a bênção dos bispos), antes de as misericórdias darem o grito do Ipiranga, a CEP devia, muito cordialmente, desejar-lhes boa viagem.

3 comentários:

Anónimo disse...

Ao conrário dos Centros Sociais e paroquiais que estão super mal geridas, sim, estou de acordo - boa viagem...

Jorge Pires Ferreira disse...

Penso que há de tudo, misericórdias e centros sociais bem e mal geridos.

Talvez as misericórdias, associadas, consigam melhores resultados. E isso é ótimo.

Na realidade, vejo que os responsáveis eclesiais consideram que há padres a perder muita energia na gestão de centros paroquiais, quando há tanto por fazer, na pastoral, além de resolver conflitos laborais e gerir de fundos. Mas pouco muda.

Mas outros centro há que são geridos efetivamente por leigos.

Na minha opinião, a Igreja deveria ter uma estrutura mais leve e não tão dependente de dinheiros do Estado - como está o setor social da Igreja. Menos centros sociais, pois, que geralmente pouco têm a ver com a comunidade cristã em que se inserem.

Mas posso estar a ver mal.

Anónimo disse...

Como pode a Igreja ser independente dos dinheiros do Estado?
Ela agora até vai ter menos dinheiro! Nós, que contribuímos para o seu serviço, vamos contribuir muito menos... Onde iria ela buscar o dinheiro para o apoio social? Que projectos de financiamento privado à Igreja conhece? E quem dimensão têm? Equiparam-se, alguma vez, ao Estado? Isso seria mesmo bom... Mas os ricos (os mesmo ricos) parecem estar longe de se converterem...
Não conheço todos os centros sociais. E muito menos conheço a fiscalização da própria Igreja aos seus próprios centros. Deveria existir, para existir uma maior eficiência e credibilidade.
E não concordo que devam fechar, mas multiplicar. Isto em Portugal está mal... muito mal.
Enfim, um desabafo...

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