quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cardeal Maradiaga: "No podemos seguir haciendo más de lo mismo"


O cardeal Maradiaga (arcebispo hondurenho, presidente da Cáritas Internacional, por alguns apresentado como “papabile” em 2005, quando se pensava que a Igreja poderia virar ao sul - mas este último aspeto não faz parte do seu currículo) esteve em Espanha, nos Pirinéus, para dar um retiro. E deu também uma entrevista. Pode ser lida aqui. Extraí o que chamou a atenção. Pareceu-me “mais do mesmo”, mas ele diz que não se deve ir por aí. Ou então, desejos vinho novo sem reparar que os odres estão velhos. E rotos.
Experiência de Cristo 
No habrá nueva evangelización sin nuevos evangelizadores, sin una auténtica "conversión pastoral". No podemos seguir haciendo "más de lo mismo", sino renovar el corazón misionero y no esperar que las personas vengan a nuestras parroquias, sino salir a buscar las ovejas. Hay nuevos areópagos y patios de los gentiles que esperan la Palabra de Dios. Si estamos llenos del ardor misionero de San Pablo, cuyo corazón palpitaba ¡"Ay de mí si no Evangelizo"!, el año de la Fe será una fuerte motivación para transmitir la "antorcha de la Fe" siempre ardiente y radiante a las nuevas generaciones de este milenio. No se trata simplemente de comunicar ideas sino de favorecer un encuentro personal con Cristo vivo, una auténtica experiencia de Cristo. 
Medo do risco e da aventura 
La juventud de hoy como ayer vibra ante las causas nobles. Si sabemos comunicar la alegría del Evangelio también ellos responden. El problema está muchas veces en el lenguaje. A veces pienso que en nuestras parroquias necesitaríamos ayuda de "foniatras espirituales". Vivimos en un mundo nuevo, lo que significa un territorio por explorar. Podemos tener miedo al riesgo y a la aventura. Nos parece que en el siglo XXI ya no hay nada que explorar. Pero...la humanidad sigue cambiando, no es estática. La gente cambia. Se siguen formulando nuevas maneras de ser en el mundo. 
Se nos presenta una nueva humanidad por interpretar: interpretar a fondo lo que está sucediendo. Debemos esforzarnos para entender a los jóvenes. Y entonces debemos considerar la comunicación de la Buena Nueva. 
Não nos entendem 
Hemos dejado de hablar el lenguaje del mundo actual. Cada vez menos gente nos entiende. Por eso pocos nos escuchan. Otra vez enfrentamos el problema de la comunicación. El lenguaje supone emisor y receptor. No estamos en la frecuencia y el receptor no nos entiende. ¿Cómo interpretar a la nueva humanidad, a la nueva juventud si no conocemos el lenguaje del mundo de hoy? 
Mundo mediático 
Vivimos un nuevo contexto cultural y mediático: lo que se mueve es el mundo de las percepciones, no de las realidades. Toda la herramienta mediática actual crea percepciones. Los Medios de Comunicación Social modifican la percepción social. La herramienta más espectacular es internet. En muchos países el adolescente promedio pasa 28 horas o más ante internet a la semana. Si va a la Iglesia, ¿lo máximo sería una hora? Se está produciendo un tipo de joven nuevo. A veces en ambientes hostiles a la Fe y en campañas constantemente sostenidas contra la Iglesia.

11 comentários:

Anónimo disse...

http://vaticaninsider.lastampa.it/es/homepage/noticias/dettagliospain/articolo/tradizionalisti-traditionalist-tradizionalistas-pio-v-pius-v-18027/

- um verdadeiro embrião e fomento das futuras lutas fraticidas religiosas?

- o cadinho e amálgama de tudo, isto, na base e nas consequências do nº 184 da 'Redemptiones Sacramentun' ?!

O futuro não se constrói fomentando o regresso do medievalismo.
Purificar é uma coisa, e é necessário; regredir é outra.

Anónimo disse...

Caro Anónimo das 11.30; mas então só de deve admitir a diferença de pensamento àqueles que são progressistas e criticam sistematicamente os posicionamentos oficiais da Igreja? Ninguém está obrigado a ir a dada missa.

Acerca de Maradiaga (grande lutador pelos direitos dos pobres), sabia, Jorge, que parece que este envolvido no golpe de estado que acabou no derrube de Manuel Zelaya do poder nas Honduras? Na altura isso não foi muito falado, mas quando lhe revogaram, no Institut Catholique de Paris, o doutoramento "Honoris Causa", esse assunto voltou à tona.

Anónimo disse...

Esqueci de assinar o comentário anterior,

Fernando d'Costa

Jorge Pires Ferreira disse...

Na missa em latim, se fosse só por uma questão de língua, não veria qualquer desvantagem. E não vejo. Latim, sânscrito, hebraico antigo, acádico, ugarítico ou o que seja.

Mas obviamente, a missa em latim não é só pelo latim. Se fosse, poderiam rezá-la segundo o ritual de Paulo VI. A língua oficial da Igreja continua a ser o latim. Os rituais litúrgicos atuais têm todos edição típica em latim.

Parece-me é que o latim, ou antes, o regresso ao rito antigo (extraordinário, como dizem agora) é um sinal de desejo e um ato concreto de regresso ao passado com as suas vestes, os seus gestos, orações, e, muito naturalmente, conceções e tomadas de posição na liturgia e para lá da liturgia (mais sacrifício no altar, do que encontro à mesa; comunhão de joelhos; o véu para as mulheres já regressou?).

Vejo fotografias de celebrações segundo o rito antigo. E o que vejo, além do ministro de costas e, por vezes, de luvas e com caudas se sete metros? Vejo o que não se vê: mulheres, por exemplo. Ou há acólitas no rito antigo? É só um pequeníssimo aspeto.

Mesmo, assim, não vejo que não se há de utilizar. Como costumam dizer, se foi “válido desde sempre” (é claro que não foi, quando muito, é desde Trento, o rito, já que a língua vem dos tempos pós-bíblicos, com a difusão do cristianismo em Roma), continua a ser válido hoje. Não digo que não. Ainda que se esqueça, geralmente, que a Igreja, sacramento, pode mudar certos aspetos dos sacramentos – incluindo os ritos.

Não vejo por que não se há de utilizar, desde que de facultativo não passe a obrigatório.

Por outro lado, reparo que que promove o “evento” – parecem “um evento” – da notícia é a Federación Internacional “Una Voz”. Será que este regresso ao passado é o regresso a pré-Babel, ao falar uma única língua?

Os tempos de Pentecostes, que são os da Igreja, não são tempos de todos nos entendermos porque falamos apenas uma língua, mas de todos nos entendermos e vivermos em comunhão falando muitas e diversas línguas.

Talvez alguém ache que há imenso sentido se um grupo de inuítes rezar a missa em latim – essa “língua universal”, em “comunhão com toda a Igreja” e que Jesus nunca falou – acrescento.

Acho que faz mais sentido que as palavras de Jesus possam ser ditas em qualquer língua, por qualquer pessoa, compreendendo o que diz. Como já noutro ponto escrevi, Jesus falava a língua que os seus pais lhe ensinaram. E esse língua é a melhor para qualquer rito, sacramento, oração que nos queira ligar a Deus. Que conhece todas as línguas.

Anónimo disse...

Compreendo perfeitamente as preocupações do Jorge. Mas não me parece que seja para aí que estamos a caminhar. Grupos como este há-os de, e em, todos os quadrantes: desde os que querem acabar com o latim na Igreja; aos que querem que o Vaticano deixe de existir; até aos que acham que a Igreja deveria passar a canonizar pessoas de outras religiões; passando pelos que acreditam que o Vaticano é a Nova Babilónia. Não se deve, em meu entender, confundir o essencial: a legitimidade de algumas pessoas celebrarem a Eucaristia segundo este ou aquele rito -- e há-os tantos na Igreja (e não se quer pluralidade?) --, com as pretensões exacerbadas de quem anexa a tal vontade questões totalmente alienígenas.

Fernando d'Costa

Jorge Pires Ferreira disse...

Sobre a missa tridentina, mas uma achega:

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/507423-missa-tridentina-por-que-eu-nao-poderia-voltar-atras-a-opiniao-de-um-jesuita-

Jorge Pires Ferreira disse...

Acrescentei o link anterior antes de ler o que o Fernando disse.

Em todo o caso, concordo que a pluralidade deve incluir o latim. Mas custa-me a querer que quer o latim queira a pluralidade.

No link anterior fala-se da ausência de uma oração leonina. Julgo que se trata de uma oração contra o diabo mandada rezar por Leão XIII em 1884...

Anónimo disse...

Jorge; vontade de acabar com o pluralismo também a há de todos os quadrantes. Recorda-se do que chamaram àqueles que, no Vaticano, não estão de acordo com as posições do "Nós somos Igreja"? Pois é... "antro de misóginos"... pessoalmente receio mais a vontade de silenciar o "outro" por parte deste movimento que é useiro e vezeiro em estratégias como esta.

Anónimo disse...

Voltei a esquecer de assinar o comentário anterior:

Fernando d'Costa

Mas permita-me contar algo que se passou comigo num encontro em que estavam diversas pessoas desse movimento. Às tantas, na ocasião de colocar perguntas ao orados, disse que apesar de muitas coisas criticáveis, era inegável de João Paulo II foi uma figura notável na história da Igreja e da humanidade; pois bem, não me deixaram acabar a minha intervenção tantos passaram a ser os silvos, risos forçados e sonoros, apupos vindos de tais pessoas. Ou seja: a única situação que, numa actividade da Igreja, me vi silenciado não foi por quem quer o latim...

Fernando d'Costa

Jorge Pires Ferreira disse...

A situação que descreveu é detestável, claro. Em alguns aspetos, de facto, acabam por ser mais coerentes que que não concordam com a liberdade de expressão (na sociedade, na igreja, na família, seja-onde-for) do que os que a promovem mas mandam calar os outros.

Anónimo disse...

Acham que os tradicionalistas são pela pluralidade? ou tentam reapoderar-se do aparelho oficial para recolocar a sua imposição da unanimidade anterior. Reparem como realçam a Igreja 'oficial' nas medidas ultimamente tomadas e que lhes convêm; mas querem ignorar (ofuscar) a igreja 'oficial' dos tempos imediatamente anteriores.
Esperemos e acreditemos, mas não sejamos ingénuos. Uma coisa é terem também lugar, outra coisa é quererem varrer o que evoluiu e está neste tempo, apesar do muito de purificação de alguns excessos que necessite. Será talvez preciso realçes abundantes como aquele testemunho do UNISINOS, para contrabalançar o muito que vêm inundando o mundo nas novas tecologias da comunicação com as suas revanchisses embaladas de 'lobo bom', para convencimento dos menos atentos.
Apesar de também acreditar que o façam com 'recta' intenção. Mas há equívocos a salientar.
Todavia,claro, isto não passa de uma opinião partilhada, para contrabalanço de outras.

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