sexta-feira, 22 de junho de 2012

"Negócios obscuros do banco secreto do Vaticano"


Da "Sábado" de ontem. Grande título: "Negócios obscuros do banco secreto do Vaticano". Dinheiro, falta de ética, dinheiro, outra vez, secretismo, religião. Só falta sexo.

30 comentários:

maria disse...

falta nada. e o bispo argentino que (coincidência incrível) foi de férias para a mesma praia (no México) que uma amiga de infância? E tão felizes ficaram pelo reencontro que deram origem a reportagem fotográfica.

Não é que seja o caso de eu ser preconceituosa em relação a afectos e manifestações dos mesmos. o problema são os discursos doutrinais.

Jorge Pires Ferreira disse...

Ah, sim. Ouvi a história. Quando ouço histórias dessas, penso sempre em Tito 1,5 e seguintes: "Cada um deles [presbíteros] deve ser irrepreensível, marido de uma mulher só, com filhos crentes..." E também lá tem conselhos para os bispos, que, dizem, nesta fase do cristianismo, não se distinguem dos presbíteros. Ou seja, todos casados. Podiam ir à praia à vontade.

Jorge Pires Ferreira disse...

Eu sou pelo direito dos bispos irem à praia à vontade, onde quiserem, com quem quiserem, quando quiserem e isso não ser escândalo.

maria disse...

Nem mais. Porque o resto é assumirmos que somos todos pecadores e incompletos. O enfoque da Boa Nova anunciado por Jesus, não é em ter umas Igreja com fiéis (e presbitério etc) santos e irrepreensíveis, mas crentes na misericórdia e no perdão de Deus.

maria disse...

Parece que estou a contestar o termo "irrepreensíveis". Não é isso. O irrepreensível será aquele que vive de forma comprometida com a vida que escolheu. Sabendo que a fragilidade humana está sempre presente na vida. Isso levará a que cada um saiba viver com as suas limitações e aceite as dos outros.

Anónimo disse...

Sou totalmente a favor que os bispos namorem, casem, tenham filhos...
Sou totalmente contra a hipocrisia, o fingimento e a falsa castidade.

João Silveira disse...

Sou totalmente a favor que os bispos não namorem, não casem, não tenham filhos...
Sou totalmente contra a hipocrisia, o fingimento e a falsa castidade.

Anónimo disse...

Eu também sou pelo direito dos bispos irem à praia à vontade, onde quiserem, com quem quiserem, quando quiserem. Era preferível escolherem uma praia mais próxima e hoteis mais modestos. A afectividade é necessária ao equilíbrio de qualquer indivíduo.

Ia longe para conhecer esse tal Sr João Silveira.

Anónimo disse...

E eu a pensar que iam a falar do Cristiano Ronaldo... põe-se-me a falar dos padres. Que incomodados andam estas mentes. Muito vos incomoda a castidade.

Anónimo disse...

Li no "Público" : "Vaticano investiga bispo apanhado na água com amiga de infância". Não sei se ria, não sei se chore... Perante o dilema, pergunto : será também isto uma "modernice" ? No caso, do Vaticano. Só o Cardeal Patriarca, que em Fátima assim qualificou as reinvindicações dos homossexuais, poderá responder... pois a respeito destas questões até os católicos "progressistas" (a ilustre TRIBO DE JACOB e NÓS SOMOS IGREJA) são omissos.

Anónimo disse...

À atenção dos filósofos e teólogos que frequentam a TRIBO DE JACOB, a propósito das recentes declarações do Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa em Fátima :

SE A HISTÓRIA É UMA "MODERNICE", PARA QUÊ REFLECTIR ACERCA DOS "SINAIS DOS TEMPOS" ?

Anónimo disse...

Outra maneira de formular a mesma pergunta :

SE O EVANGELHO É PERENE, A HISTÓRIA É UMA "MODERNICE" ?

Jorge Pires Ferreira disse...

Amigo anónimo dos últimos três comentários (suponho que seja o mesmo, pelo uso de maíusculas).

1. Não percebi os dilemas. Quando começam por na-na-na ou na-na-na, tentam fechar perspetivas como se tudo fosse branco ou preto, esquecendo o arco-íris. Falta de imaginação. Ou desejo de entalar os interlocutores. Os evangelhos dão bons exemplos. Mas vou pensar nisso e responder.

2. Obrigado pelo "ilustre" referido ao meu blogue. Quem faz uma coisa pública aprecia o reconhecimento público.

3. Não falei do comentário do patriarca sobre os homossexuais? De facto a notícia do CM, para aqui copiada não fala. Também não falei do bispo apanhado em flagrante. Se pretendesse falar desses casos (bispos e padres...), não faltava matéria. Mas não sou uma agência de notícias, nem tenho como objetivo falar de certos escândalos.

Anónimo disse...

O estranho, para mim, é a visibilidade dessas notícias quando relacionadas com a Igreja Católica e o silêncio absoluto que se faz em relação a outras religiões. Isso dá-me que pensar.

Fernando d'Costa

maria disse...

Fernando,

da visibilidade "dessas notícias" podemos extrair elementos positivos:

1.- vivemos em liberdade.
2.- conhecendo os factos, podemos agir.
3.- a Igreja terá que procurar soluções para resolver as diferentes crises.

Não podemos querer que a comunicação esteja atenta e ao serviço da Igreja para os eventos que a mesma promove, e ignore o que nela não é tão agradável de ver.

João Silveira disse...

Esta maneira de pensar é interessante:

- O Manel, de livre vontade compromete-se a viver o celibato, ao serviço do Reino.
- O Manel, de livre vontade, é infiel a esse compromisso.
- O comprimisso é que está errado, não o Manel, que foi infiel.

Se aplicassemos isto ao casamento o que é que dava? Que as mulheres devem deixar de exigir a exclusividade, de modo a resolver a crise do adultério, por parte dos maridos. Estes são apenas as vítimas duma exigência injusta por parte das esposas.

maria disse...

João,

temos de ir além destas dicotomias. Não estamos a julgar o manel nem o compromisso. queremos dialogar sobre a relação dos dois: manel+compromisso.

Se o sinal celibato (não confundir com castidade)se torna opressor para quem o assume e deixa de ser interpelante para toda a comunidade, temos de procurar outros caminhos, certo?

João Silveira disse...

Maria, da mesma maneira que se a monogamia se torna opressora para o homem, deve procurar-se outros caminhos?

O caminho do celibato é totalmente interpelador para a comunidade. Uma pessoa que se decide dar toda a Deus, aqui só falam dos padres mas podemos falar das freiras ou dos monges, é uma coisa que (nos) desafia. É uma vocação sobrenatural, e isso é sempre desafiante para as nossas vidas.

O problema da infidelidade não se resolve mudando as regras ao gosto do infiel, resolve-se promovendo a fidelidade e o amor ao compromisso.

maria disse...

João,

penso que vai uma diferença enorme entre discutir a oportunidade ou não do celibato por parte dos bispos e presbíteros e a monogamia ou poligamia.

A verdade é que, como cristãos, deveríamos deixar-nos interpelar pelo Jesus dos evangelhos e parece que isso já acontece bem pouco.

Quem é que interpelava Jesus? Os pobres, doentes, os excluídos...ou os "puros" e irrepreensíveis?

O que significa dar-se todo a Deus? a vocação ao presbitério ou vocação consagrada, automaticamente cria essa "dinâmica"?

É isso que Deus quer? Deus que é Amor precisa de vidas comprometidas em exclusividade ao "seu" serviço?

O que é vocação?

Anónimo disse...

Que miséria. Se olharmos para os números e a realidade do matrimónio no mundo de hoje podemos dizer que é bem mais desolador: divórcios dispararam, homosexualidade dentro da família, mudanças de sexo (vem aí rapidamente), pedofilia em números preocupantes, violência doméstica em números assustadores, traíções em números incontáveis... então o assunto é... padres e bispos infiéis ao sacramento da ordem. Balha-nos a Deus...

Anónimo disse...

Olá Maria; não, não creio que o problema seja esse: creio que há uma genuína perseguição à Igreja por parte de pessoas que nem sempre são bem-intencionadas. Admito que haja quem, tendo ainda uma ideia do que deveria ser a mesma, denuncia estes eventos para que ocorram mudanças, mas na sua maioria surgem da vontade de espezinhar a Igreja e os valores que, ela representando (em teoria ou na prática), são intolerados pelos paladinos da tolerância contemporânea. E nós sabemos de quem falamos, não?

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

Viva Fernando Bargalló. Finalmente assumiu a "amizade" e partiu para uma nova etapa da vida.

maria disse...

Fernando,

são faço a mínima ideia a quem se está a referir. não vou fazer o papel de ingénua e achar que toda a informação sobre a Igreja é publicada com as melhores intenções. mas os factos ocorrem. ouvi há pouco que já mais de 500 (quinhentos) padres foram a julgamento por crimes de pedofilia e abusos. só nos EUA.
E a Igreja até há bem pouco tempo não assumia e discutia a gravidade da situação.

Anónimo disse...

Maria... 500? É muito. 1 Seria demais. Mas, sabe que estatisticamente falando há menos padres que foram acusados de serem pedófilos do que em qualquer outra ocupação? Podemos inferir que todas tais ocupações geram pedófilos? No Reino Unido, só desde 2010, 400 responsáveis de comunidades islâmicas, foram acusados de actos semelhantes, mas há um grande silêncio sobre isso.

Quando ao silêncio da Igreja: era, sejamos sinceros, um silêncio universal: não se via a pedofilia do mesmo modo que hoje. Ainda me recordo de, na década de 80 e acerca do comportamento de uns ministros do nosso governo de então que iam a festas com "meninas" em Madrid, que ninguém achava isso condenável ou reprovável. O mundo mudou. Felizmente. Só espero que sejamos sinceros: há pedófilos na sociedade e é por isso que, e se não houver uma vigilância às tendências dos que se preparam para ser sacerdotes, também os há na Igreja: entre os sacerdotes e os leigos.

Não acha?

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

Nem mais: em imagens que a SIC está a transmitir, vê-se (1) uma porta-voz de movimentos homossexuais e lésbicos dizer que quem pensa que tais comportamentos não são admissíveis deve ser internado e tratado.
Mas... mas... não eram eles que chamavam de "intolerantes" aqueles que (2) diziam que tais actos podiam ser canalizados para uma sexualidade genitalmente expressa apenas com pessoas de sexo distinto? Afinal quem é que é intolerante?

E mais uma vez: que grito de "intolerância" existiria na SIC, e não só, pelo apelo (2)? E agora há silêncio por (1)?

Fernando d'Costa

HD disse...

Sim sabe-se que vende bem nos “media” , falar negativamente da Igreja…aliás os rapazes do “avental” não perdem oportunidade, para expor as nossas fragilidades….

Mas porque será?

1- Porque infelizmente há audiências sequiosas de “faca e alguidar” e se tiver algo de religioso ainda atrai mais.

2- Porque nós Igreja Católica em muitos aspectos nos colocamos a jeito, com vários casos amiúde, que NÃO DEVIAM acontecer….

3- A questão dos pedófilos na Igreja é MUITO GRAVE e não temos que nos escudar com desculpas esfarrapadas que outros também fazem, mais ou menos.

4- Aconteceram dentro de uma Igreja que procura ser sinal de Deus para a Humanidade. Representantes de Deus que humilharam e molestaram, quem deviam ter defendido e ter procurado acolher .

5- Tal como o Papa referiu esta semana coloca de rastos a credibilidade dos Católicos. São situações MUITO GRAVES, pois são escândalo e contradição para quem procura amar o próximo e não “infernizar” a vida dos irmãos.

6- Provocaram silêncios branqueadores dentro da Igreja, que só por si são conivência com o CRIME, por isso também são MUITO GRAVES. Representantes de Deus que ignoraram os mais frágeis e fingiram não ver a ignominia e preferiram dar guarida e proteger CRIMINOSOS.

7- Hoje há Dioceses por esse Mundo fora arruinadas financeiramente, com as indemnizações a pagar ás vitimas. Há sobretudo CREDIBILIDADE perdida. Há homens e mulheres Católicos ( Clero e Leigos) que nada tendo a ver com este INFERNO, são ostracizados nas suas comunidades, anos de trabalho de evangelização , em inúmeras frentes, deitados completamente no lixo.

Não devemos desculparmo-nos com os erros que outras Igrejas ou organizações também fazem, como se isso justificasse o que fosse dos nossos erros entre católicos.

Devemos procurar evitar o discurso fácil da boa intenção, mas ser antes, testemunho vivo de Jesus ,procurando SER e FAZER em função do amor ao próximo!

HDias

maria disse...

Sim, Fernando, a sociedade, felizmente, despertou para o escândalo que são os abusos sexuais a menores. E a mal ou a bem, tem forçado a Igreja a agir.

Concordo com o que diz o HD, mas ressalto que as primeiras e grandes vítimas são as pessoas abusadas. E parece-me que nem sempre isso é tido na devida conta. Parece que o natural e para descanso das nossas consciências era que elas nunca se manifestassem, para não virem perturbar as nossas certezas e objectivos.

Anónimo disse...

Não sei se os homófobos frequentadores deste blogue têm seguido uma deliciosa história bem espanhola que se tem desenrolado no país vizinho. Chama-se "o caso Divar" (Carlos Dívar Blanco). É só procurar no google... Não conto, para não estragar a surpresa. Mas garanto que é mais hilariante e forte do que um filme do Almodovar. Até mete o Rei e uma viagem de pêsames à Arábia Saudita.E um Jerónimo que não é índio, mas lá por isso...

Anónimo disse...

Olá HD,

obrigado pelas suas palavras. Creio que não entendeu a minha posição. Apenas comunico a minha aversão aos media que têm dois tratamentos a estas questões dependendo de quem nelas está envolvido. Todas essas questões que se refere são lamentáveis. Mais ainda quando o nosso juízo crítico actual é o mesmo de quando aconteceram. Não deviam ter acontecido, nem devem acontecer!

Fernando d'Costa

João Silveira disse...

Fernando, os seus comentários lá em cima foram directos ao ponto. Obrigado.

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