quinta-feira, 31 de maio de 2012

Santo Agostinho e o trabalho


Santo Agostinho pode servir como testemunha principal para pontos de vista totalmente contrários sobre o trabalho, na Igreja antiga. Porque, por um lado, a ética cristã correspondia – sobretudo na sequência das cartas paulinas e dos ordenamentos da igreja nascente – inteiramente às ideias do cidadão que trabalha de modo respeitável e diligente, e, por outro, os textos escatologicamente inspirados evocam o ideal de uma vita contemplativa, que criticava a transitoriedade dos afazeres terrenos enquanto radicalizavam, no plano espiritual, a evasão social e comunitária.

Início de texto “Ora et labora. Teologia do trabalho no monaquismo antigo e medieval?”, de Thomas Prugl, na revista Communio de julho/agosto/setembro de 2011

Thomas Prugl, alemão, é professor na Universidade de Viena

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