quinta-feira, 3 de maio de 2012

Chesterton: Meter a cabeça no Céu ou o Céu na cabeça?


Frances e o marido, Chesterton

A poesia é sã porque flutua, facilmente, num mar infinito; a razão, porém, procura atravessar esse mar infinito e torná-lo, assim, finito. (…) Aceitar todas as coisas é um exercício, mas compreender todas as coisas é um esforço. O poeta procura apenas a exaltação e a expansão, isto é, procura um mundo em que se possa expandir. O poeta pretende, apenas, meter a cabeça no Céu, ao passo que o lógico se esforça por meter o Céu na cabeça. E é a cabeça que acaba por rebentar.

Chesterton, "Ortodoxia" (Livraria Tavares Martins, 1947), 39.

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