quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

16 de fevereiro de 1990. Morre o artista Keith Haring



Keith Haring morreu de sida no dia 16 de fevereiro de 1990. Novaiorquino, homossexual assumido, dizia que se ele não apanhasse o vírus, ninguém mais apanhava. Quando soube que estava seropositivo, numa época em que a doença dava pouco tempo de vida, criou uma fundação para ajudar crianças com sida. Morreu com 31 anos.

Deixou uma obra nas artes plásticas que é das mais reconhecidas dos anos 80-90, ou mesmo da segunda metade do séc. XX.


Para a Catedral de S. João Divino, em Nova Iorque, sede da diocese episcopal (comunhão anglicana), criou este tríptico. Foi a sua última escultura. Nesta catedral viriam a realizar-se as cerimónias fúnebres do artista.


Keith Haring não era um artista religioso. Aliás, diz-se que a temática homo-erótica é a mais presente nas suas obras. Mas a temática religiosa também o inspirou. Ou, pelo menos, aquilo que podemos relacionar diretamente com temas cristãos.

10 comentários:

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Séc.XXI: a época em que qualquer um pode ser considerado um artista...e dizer-se homossexual ajuda.

Jorge Pires Ferreira disse...

O João agora também é crítico de arte? Mas olhe que Haring é do séc. XX.

E, de facto, qualquer um poder ser artista. Há muito que a arte deixou de estar ligada à perícia técnica.

Evito dizer o que o seu comentário epidérmico revela.

Anjo Caído disse...

Muito bem dito.
Não há paciência para o farisaísmo.

Anónimo disse...

Não há paciência para o farisaísmo. E ainda menos para a homofobia. Espero que esteja para breve um Dia Diocesano Contra a Homofobia. O respeito pelos homossexuais é para ser levado a sério.

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Ò Jorge, não se apoquente, foi apenas uma maneira de falar. Sabe que a arte moderna tem muito que se lhe diga, a começar no urinol de Marcel Duchamp. Hoje em dia tudo é arte, e tudo é artista, desde que aclamado pela crítica. Felizmente qualquer homem percebe que arte é o que o eleva, não o que o rebaixa. Temática homo-erótica? A Igreja responde:

“2357 A homossexualidade designa as relações entre homens ou mulheres, que experimentam uma atracção sexual exclusiva ou predominante para pessoas do mesmo sexo. Tem-se revestido de formas muito variadas, através dos séculos e das culturas. A sua génese psíquica continua em grande parte por explicar. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (103) a Tradição sempre declarou que «os actos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados» (104). São contrários à lei natural, fecham o acto sexual ao dom da vida, não procedem duma verdadeira complementaridade afectiva sexual, não podem, em caso algum, ser aprovados.”

Amor à pessoa, horror ao pecado. Dizer que isto é homofobia é um disparate. Dizer que é fariseísmo, é outro.

Anónimo disse...

Gostei muito desse "Ò Jorge, não se apoquente". Vislumbrei nesse coloquialismo um je-ne-sais-quoi que conheço de outras paragens que decerto não frequenta, a avaliar pela citação que escreveu a seguir.
Pois fique-se com o "horror" (ao pecado ou ao que quer que seja), eu prefiro a caridade...

João "o discípulo amado" Silveira disse...

A experiência diz-me que não é produtivo tentar conversar com alguém que não arrisca dar o nome, mas aqui vai: Se o que estou a fazer é falta de caridade, então o caro anónimo tem falta de caridade para comigo quando me critica, por isso tem dois pesos e duas medidas. Vale a pena pensar nisto.

Anónimo disse...

Enfim, rabichas...

Anónimo disse...

Amado discípulo, você sabe tudo, ou pensa que sim?

Jorge Pires Ferreira disse...

Numa coisa o João tem razão. O Urinol de Duchamp, assinado como "R. Mutt", representou uma mudança de paradigma na arte moderna. Aqui não é abuso falar em mudança de paradigma.

Quanto à definição de artista, depende um pouco mais do que ser "aclamado pela crítica". É preciso, além disso, ter-se como artista, ver o seu trabalho exposto (e por vezes comprado), entrar no circuito, e ver-se referido como artista. Predomina a concepção sociológica da arte, pois. Qualquer um pode ser artista, mas nem todos conseguem ser artistas.

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