quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Elizabeth A. Johnson é figura do ano para influente semanário católico dos EUA



O National Catholic Reporter escolheu como figura do ano 2011 a teóloga, freira, Elizabeth A. Johnson, que em 2007 publicou o livro “Quest for the Living God: Mapping Frontiers in the Theology of God”. Esta obra foi condenada pelos bispos dos EUA, num processo em que a autora não foi ouvida, o que constitui uma queixa recorrente neste tipo de conflitos. Ver caso do teólogo José María Castillo, no “Público” de ontem e reproduzido neste blogue.

E de que fala o livro de Johnson, que é também autora de um clássico da teologia feminista (“She Who Is: The Mystery of God in Feminist Theological Discourse”, com edição brasileira na Vozes, “Aquela que É: O Mistério de Deus no Trabalho Teológico Feminino”)? Diz o semanário católico norte-americano:
Grande parte de "Quest" é uma reapresentação do que outros teólogos bem respeitados disseram e continuam dizendo sobre "o Deus vivo" hoje. Tomando emprestado do falecido teólogo alemão jesuíta Karl Rahner, Johnson escreveu em seu refutação aos bispos que o objetivo da teologia é "buscar o sentido da fé a fim de acreditar, esperar e amar mais profundamente". Esperar que os buscadores de Deus simplesmente repitam velhas fórmulas negligencia a realidade e as ricas ofertas que chegaram à mesa católica no último meio século dos avanços na teologia. Johnson, por sua vez, ofereceu imagens poderosas do divino. Elas falam aos buscadores de todos os lugares. A incomum popularidade de "Quest for the Living God" confirma isso. 
Por baixo da polêmica e da visão de Johnson, repousa uma questão emergente inegavelmente mais ampla que todos os líderes da nossa Igreja devem abordar honestamente: o fantasma feminino/masculino que obscurece muitas discussões sobre a autoridade eclesial. Sem dúvida, alguns dos maiores redespertares na teologia cristã na última metade de século vieram com o advento das teólogas mulheres. Até meados do século XX, a teologia católica, com poucas e notáveis exceções, era um mundo de homens, quase inteiramente um mundo de padres. Séculos de representações de Deus foram pintadas através dos olhos masculinos. Por muito tempo ausentes, as intuições femininas acompanharam as mulheres nas escolas de teologia, onde elas começaram a estudar e a examinar Deus através de novas lentes. Infelizmente, essas preciosas intuições femininas ainda ameaçam alguns. Não deveria ser assim. Deus criou homem e mulher; Deus criou ambos à imagem de Deus e deu a ambos mentes para explorar o divino.
Lido aqui.

1 comentário:

Anónimo disse...

Se não foi ouvida isso não se deveu aos bispos dos USA, mas à recusa em o ser por parte de Elizabeth A. Johnson...

«Cardinal Wuerl said that he offered to meet with her in correspondence dated July 22 and October 11, and in a telephone call and follow-up e-mail on October 26. Sister Johnson did not respond to any of the offers. “I reiterate my offer as chairman of the Doctrine Committee to meet with Sister Johnson,” Cardinal Wuerl said. “As a woman religious and theologian, she is a valued member of the Church. Her goal of helping people come to an even better understanding of Who God is, is a goal we share.”»...

Fonte: http://www.usccb.org/news/2011/11-207.cfm

será que iremos ver uma rectificação da sua parte neste blog?

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