sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Católicos do Reino versus da Comunhão

Timothy Radcliffe escreveu em “Ser cristão para quê?” (Ed. Paulinas) um capítulo (p. 239-259) sobre as divisões internas da Igreja que corroem  comunidades e semeiam ira entre os cristãos.


Estas divisões internas atravessam toda a Igreja, do Vaticano às dioceses, dos bispos aos padres, dos movimentos às paróquias, dos teólogos aos comentadores neste blogue. Leiam-se os comentários aqui neste post. Este tipo de diálogo é recorrente em alguns assuntos neste blogue.


Radcliffe chama a estas tensões “católicos do Reino” e “católicos da Comunhão”. Sintetizo as características de uns e outros. Embora a maioria dos cristãos se reencontre em ambos, quase todos nós preferimos mais um ou outro tipo.

Católicos do Reino
Católicos da Comunhão
Veem-se como Povo de Deus em peregrinação para o Reino

Vêem-se como membros da instituição Igreja, a Comunhão dos crentes
Os principais teólogos colaboram na revista “Concilium”

Os principais teólogos colaboram na revista “Communio”
Não há revelação nem verdade sem liberdade

A verdade e a beleza têm autoridade para atrair as pessoas
Doutrina central: Incarnação


Doutrina central: Cruz
Veem a verdade como uma libertação


Veem a verdade como um  reagrupar das forças
Centram-se na práxis e na experiência


Centram-se na adoração e na liturgia
Cristo é o que derruba fronteiras


Cristo é o que reúne uma comunidade
Ubi Christus, ibi ecclesia – Onde está Cristo, aí está a Igreja

Ubi ecclesia, ibi Christus – Onde está a Igreja, aí está Cristo
Dão mais destaque ao “sangue derramado pela multidão” (“por todos”)

Dão mais destaque ao “pão dado aos discípulos” (“por vós”)
Pensam (erradamente) que os católicos da Comunhão são uns saudosistas do passado
Pensam (erradamente) que os católicos do Reino sucumbiram à cultura do relativismo

23 comentários:

Helena V. disse...

Muito obrigada, António Jorge, por esta síntese que nos ofereces tão generosamente. É muito interessante porque reflete, de facto, o que se passa. E facilmente me identifico mais com uma sensibilidade do que com a outra, se bem que não exclusivamente.

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Não me revejo de todo em qualquer uma das hipóteses, e acho uma injustiça e uma imprudência tentar enfiar as pessoas em caixas, achando que se sabe tudo sobre o que pensa a pessoa.

Se quiser fazer uma divisão de pensamento faça entre os que acreditam que Jesus criou a Igreja, dando o primado a Pedro, e os que acham que cada um deve ser o seu próprio Papa e "sentir" quem é Deus.

Dentro destes dois grupos há também todo o tipo de pessoas, mas a divisã principal é esta: confio no Papa e nos bispos para decidir doutrina ou cada um deve defini-la por si?

Anónimo disse...

Obrigado. Vejo-me de um lado e do outro sem ser troca tintas. Mas nas "igrejas" raras vezes me sinto bem. Nunca fui capaz de o dizer de viva voz mas tenho sentido muito essa necessidade. Acho que seria mal entendido

Anónimo disse...

A Deus nunca ninguém O viu nem o Papa. Sigo a minha intuição e sensibilidade e oriento-me pela Sagrada Escritura. Existem sacerdotes que dão uma boa ajuda.

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro amigo João "o discípulo amado" Silveira, quando eu estiver com Frei Timothy Radcliffe dir-lhe-ei que o João Silveira não concorda com ele.

Eu, que não me considero especialmente perspicaz, vejo que o sr. se encaixa muito bem no extremo de um dos grupos, já que os dois, em si mesmos, podem ser moderados. Basta reparar que o sr. está constantemente a invocar a autoridade e a doutrina.

Da Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Da Silva disse...

A Deus nunca ninguém O viu nem o Papa. Sigo a minha intuição e sensibilidade e oriento-me pela Sagrada Escritura. Existem sacerdotes que dão uma boa ajuda."

Eu também sigo a minha intuição às vezes e tento-me vestir no escuro, acontece que por vezes visto a camisola ao contrário e uma meia de cada cor.

Se no vestir eu me engano, ao tentar seguir a minha intuição e não acender a luz por preguiça, imagine o quão trocado e errado o senhor pode estar na doutrina que inventa diariamente. Imagino por exemplo que não se confesse, que para si o pecado é algo muito relativo e que até a Igreja Católica por vezes emite juízos errados e antiquados. O senhor, apesar de "Anónimo" é transparente como água.


Jorge Pires Ferreira, esse quadro que aí está é muito fraquinho para indicar seja o que for. O João tem mais precisão quando invoca precisamente a obediência ao Papa. Quem obedece ao Papa faz por :

Seguir a Liturgia
Praticar os Sacramentos da redenção
Acreditar nos Dogmas
Acreditar na tradição apostólica e eclesial conforme a respectiva relevância
e acima de tudo Pratica a contrição total com muita humildade.

O que se vê aqui escrito, por muitos dos seus leitores anónimos é simplesmente que cada um prefere pensar por si próprio, como se a Igreja fosse um grande estado, que permite a liberdade de cada qual no raciocínio. Ora, a Igreja Católica permite a liberdade dos indivíduos em tudo, tanto que grande parte das vezes as suas ordens não imperativas. No entanto não pode permitir a desobediência, porque sendo a Igreja a esposa de Cristo, a sua manifestação temporal, quem desautoriza a Igreja e o sumo pontífice, desautoriza Cristo.

Só tenho muita pena como não entendem isto os católicos adversativos.

Cumps

Anónimo disse...

Definição Wikipédia: "Fanatismo religioso é uma forma de fanatismo baseada em rejeição de qualquer outra ideia que não a da interpretação religiosa particular de quem o possui, não raro considerando-se quem diverge como inimigo. Não é típica de nenhuma religião em particular - ditingue-se de outras formas de fanatismo (por exemplo, o político e o ideológico) apenas por envolver uma religião ao invés de uma ideologia ou opção política". É meu caro, parece que além de alguns fanáticos, tens também uns megalomaníacos entre seus comentaristas.

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Caro Da Silva, muito obrigado, tem toda a razão.

Caro amigo Jorge Pires Ferreira, se aqui se dizem erros doutrinais ou ofensas ao Papa e à Igreja, vou responder no mesmo contexto. Quer que venha para aqui dizer que voluntariado faço ou como tento amar no meu dia-a-dia? Além de ser uma vangloria, não faria qualquer sentido quando se está a dizer que a Igreja deve vender tudo o que tem.

Se acha que consegue estabelecer um perfil psicológico de alguém por meia dúzia de comentários que vê num blog, dentro dum determinado tema, desconhecendo o resto da sua vida, está enganado.

Mas enquanto permitir, vou continuar aqui a apelar à fidelidade ao Papa e à Igreja, a quem sou eternamente grato por me transmirem a verdadeira Fé, que lhes foi entregue por Cristo, e por me guiarem pelo caminho da verdade e caridade. Grande parte dos seus post aqui no blog mal-dizem a Igreja, dividem, voltam uns católicos contra os outros, graças às doutrinas populistas e falsas de anselmo borges e frei bento domingos (que fez o prefácio do livro da Alexandra Solnado) e outros cuja linguagem foi moderna em tempos, mas agora está ultrapassada e já ninguém lhes liga nenhuma. Realmente eles desaparecem ao lado da humildade do Papa Bento, cujas palavras transbordam de verdade e caridade.

Fez-me impressão que chamasse “um homem livre” ao jesuíta que saiu passados 52 anos. Como se a liberdade fosse isso, deixar tudo para trás e fazer o que lhe apetece. Isso é uma falsa liberdade, é a liberdade tal como o mundo a pensa, mas por conduz sempre a uma prisão maior, e isso está muito bem explicado aqui: http://senzapagare.blogspot.com/2012/01/mensagem-do-papa-bento-xvi-no-dia.html

maria disse...

o João que não quer ser julgado por uns comentários, apressa-se a julgar outrem (José Maria Castillo) por um acto do qual não sabe nada. O que faz julgar-se detentor da doutrina verdadeira...só que o problema são mesmo os juízos. Pessoas abertas ao Evangelho amam, pessoas inseguras fecham-se em doutrinas e arvoram-se em juízes.

João "o discípulo amado" Silveira disse...

E a Maria quando diz isso está a amar ou a julgar?

Da Silva disse...

Estão a chamar fanático ao Santo Padre Bento XVI pelos vistos? Rezar como e da forma que o Papa pede devia ser um objectivo para todo o Cristão. Quando rezamos e defendemos a sua doutrina, somos fanáticos. Interessante.

Que eu saiba, educar, partilhar e discutir não tem nada a ver com falta de amor. Uma mãe ama o seu filho e o obriga a frequentar a escola, mesmo contra a vontade deste porque quer ir jogar à bola.

Compreenda, Maria, amar é estar aqui a perder tempo convosco, a educar.

Anónimo disse...

Coitada da Maria até mete pena...

Anónimo disse...

QUAL A MELHOR RELIGIÃO?
Breve diálogo entre o teólogo Leonardo Boff e Dalai Lama.
Leonard Boff explica:
“No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre povos, no qual ambos (eu e o Dalai Lama) participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, perguntei-lhe no meu inglês rudimentar:
“Santidade, qual é a melhor religião?” (Your holiness, what’s the best religion?)
Esperava que ele dissesse:
“É o budismo tibetano” ou “São as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo.”
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou-me bem nos olhos – o que me desconcertou um pouco, porque eu sabia da malícia contida na pergunta – e afirmou:
- “A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito”.
“É aquela que te faz melhor.”
Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar;
- “O que me faz melhor?”
Respondeu ele:
- “Aquilo que te faz mais compassivo” (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta da sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... Mais ético... A religião que conseguir isso de ti é a melhor religião...”
Calei-me, maravilhado, e ainda hoje estou a digerir a sua resposta sábia e irrefutável...
Não me interessa amigo, a tua religião ou mesmo se tens ou não religião.
O que realmente importa é a tua conduta perante o teu semelhante, tua família, teu trabalho, tua comunidade, perante o mundo...


"Roubado" algures e a alguém

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Que engraçado, é o verdadeiro moralismo. Tens que ser bonzinho! Mas porquê? Porque sim.

Deus fez-Se homem ou não? Não interessa, não te preocupes com esses pormenores, só tens que ser bonzinho. Mas como? Faz o que sentes...

E no fim desta conversa continuamos sem nada.

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro João, respondendo ao seu comentário das 12h40, lembre-se que comecei precisamente a dizer que não o conheço. Longe de mim querer fazer o seu perfil psicológico. Os seus apelos à fidelidade, à verdade, à autoridade (três "coisas" com que concordo, juntando-lhe a criatividade e a liberdade) é que me fazem supor que é um dos católicos da comunhão e que não aprecia lá muito os do reino.

Mas olhe que não vejo grande complicação nisso como facto. Acho que os do reino e os da comunhão, ambos têm lugar na Igreja e ainda outros que não são de um lado nem do outro. "Na casa do meu Pai há muitas moradas", dizia Jesus. E é também isso que quer dizer católico, do todo, do universal.

Todos cabem na Igreja católica desde que não se excluam nem queiram excluir os outros. Claro que fico apreensivo com alguns apelos à integridade. Haverá alguém completamente íntegro?

Costumo pensar o seguinte e nem sei se já alguma vez escrevi neste blogue:

O Pai é a autoridade e o poder. Por vezes infunde medo e respeito. O Filho é a liberdade, a misericórdia, a alegria. Por vezes parece que gera o caos. Há tensões. Como aliar estes dois? Autoridade, obediência, liberdade? Com o Espírito que é criatividade, fogo. O terceiro incluído. Na Igreja falto muito Espírito para perceber que estamos mais unidos que zangados ou em campos opostos.

(Por isso, não gosto, por exemplo do último comentário em relação à Maria.)

Esta é a minha teologia trinitária. Nunca li isto em lado nenhum, exposto deste forma, e penso que tem algo muito meu. Se lhe servir...

Um grande abraço.

maria disse...

Só comentei por saber que a crítica a José Maria Castillo é totalmente injusta e descabida.

Os juízos e julgamentos de carácter prejudicam, em primeiro lugar, os que os emitem.

Não deixa de me surpreender que um blogue como este (cordato e ponderado) atraia alguns dos comentários escritos acima. (Quando se tem a porta aberta - sobretudo a do coração - fica-se exposto a tudo).

Jorge, está no seu direito de não gostar do comentário que me nomeia. A mim, nada me diz. Não tem fundamento. Como tal, não me interpela.

Helena V. disse...

Obrigada, António Jorge. Gostei dessa "teologia trinitária": ajuda a perceber a "tensão" que nos habita e que tão virtuosamente nos inquieta e impulsiona (ai de nós se a deixamos de sentir!). E é como dizes: temos muito que acolher o Espítito que liberta, que, como o vento, "sopra onde quer e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem nem para onde vai" (Jo 3, 8).

João "o discípulo amado" Silveira disse...

Caro Jorge,

Fui durante muito tempo ateu (Deus era-me indiferente) e católico “à minha maneira”, exactamente como a maioria das pessoas que comentam aqui no seu blog. Sei de cor e salteado todas as razões para se pensar assim, e a uma dada altura da minha vida percebi que são uma mentira, um engano. Como lhe disse, admito que me ponha na caixa dos que querem ser fiéis ao Papa e à Igreja porque acreditam que o depósito da fé lhes foi entregue por Jesus. Mas querer que eu corresponda a não sei quantas características, que fique aí enfiado já é mais difícil. Sou chamado fundamentalista por muitos, mas também sou considerado liberal por outros, dentro da Igreja.

Concordo que na Igreja existem, e devem existir, vários carismas. Uns mais contemplativos, como os cartuxos, outros mais “activos”, como as Irmãs da Caridade. No entanto todos estamos unidos na mesma fé, no seguimento a Jesus vivo e ressuscitado, que conduz as nossas vidas. E isto fazemos dentro da Igreja. A Madre Teresa de Calcutá sempre ajudou mais os desgraçados do que qualquer um que passa neste blog e nunca disse mal da Igreja, sempre a amou e a seguiu com toda a fidelidade. Por acaso algum destes comentadores será mais santo do que essa mulher?

Discordo da sua “teologia trinitária”, porque tudo o que o Filho é, recebe-o do Pai. A divisão entre o Deus-Pai severo, do Antigo Testamento, e o Deus-Filho bonzinho, do Novo Testamento não é justa. O AT só se percebe à luz do NT, e este é a consequência do AT. Deus é Amor, e isto não se divide.

Maria,

Tenho pena que não perceba que se diz que eu não posso julgar, porque “não se pode julgar”, a Maria também não me pode julgar. Isto não tem a ver com “doutrinas”, é só uma questão de lógica

Anónimo disse...

Sem querer participar desta acalorada conversa, acrescento que, embora não seja católica, venho com frequência a este espaço em busca de informação.E não posso deixar de dizer que as discussões em "pé de guerra" também acrescentam muito. A oportunidade de ler sobre um tema e ao mesmo tempo ver as diversas opiniões sobre ele é enriquecedor. É, sem dúvida, um dos melhores blogs que conheço.

Anónimo disse...

Caro Jorge, e caríssimos comentadores,

Para muita pena minha, chego sempre tarde a estas dicussões.

Mas quero colaborar com esta festa opinativa de comentários, por isso, aqui vai uma ajuda do nosso querido Papa, em dois momentos distintos, e para Comissão Teológica Internacional:

«O ponto de partida de cada teologia cristã é o acolhimento desta Revelação divina: o acolhimento pessoal do Verbo que se fez carne, a escuta da Palavra de Deus na Escritura. A partir desta base, a teologia ajuda a inteligência crente da fé e a sua transmissão. No entanto, toda a história da Igreja demonstra que o reconhecimento do ponto de partida não é suficiente para alcançar a unidade na fé. Toda a leitura da Bíblia nos coloca, necessariamente, num dado contexto de leitura, e o único contexto em que o crente pode estar em plena comunhão com Cristo é a Igreja e a sua Tradição viva.» - (Bento XVI (2/12/2011))

Pode-se pensar que esta plena comunhão com Cristo na Igreja seja uma espécie de suspensão da actividade reflexiva. Mas Bento XVI também já esclareceu com sábias palavras:

«Sob o ponto de vista objectivo, a verdade é a Revelação de Deus em Cristo Jesus, que exige como resposta a obediência da fé em comunhão com a Igreja e com o seu Magistério. Recuperando assim a identidade da teologia, entendida como reflexão argumentada, sistemática e metódica sobre a Revelação e sobre a fé, também a questão do método é iluminada. O método em teologia nunca se poderá constituir apenas com base nos critérios e nas normas comuns às outras ciências, mas deverá observar antes de tudo os princípios e as normas que derivam da Revelação e da fé, do facto que Deus falou.

Sob o ponto de vista subjectivo, ou seja, do ponto de vista de quem faz teologia, a virtude fundamental do teólogo é procurar a obediência à fé, a humildade da fé que abre os nossos olhos: esta humildade que torna o teólogo colaborador da verdade. Desta forma não acontecerá que ele fale de si mesmo; interiormente purificado pela obediência à verdade, chegará ao contrário a fazer com que a própria Verdade, que o Senhor possa falar através do teólogo e da teologia. Ao mesmo tempo, obterá que, por seu intermédio, a verdade possa ser levada ao mundo.»

E não termina por aqui. Aquilo que é uma atitude importante realça Bento XVI logo de seguida:

«Por outro lado, a obediência à verdade não significa renúncia à busca e à fadiga de pensar; pelo contrário, a preocupação do pensamento, que indubitavelmente nunca poderá ser na vida dos crentes totalmente satisfeita, dado que estão também eles no caminho da pesquisa e do aprofundamento da Verdade, será contudo uma preocupação que os acompanha e os estimula na peregrinação do pensamento em relação a Deus, e assim resultará fecunda.» (Bento XVI - 5/12/2008)

Este blogue reflecte: traduz, exprime, reenvia, medita, e faz isso muito bem. Creio que o Jorge não pensa que aqui há tratados de teologia, nem sistemas doutrinais. Creio que concordará comigo se eu disser que há lugares próprios para isso.

Aqui, pelo que vejo, são lançadas questões para a demanda da verdade. E como blogue, tem o valor que tem: uma boa maneira de estarmos a par do que se diz por aí e do que se diz do que foi dito.

É de continuar.

Quem aqui vem, por um lado, vai continuar a vir aqui porque gosta de ser desafiado nas suas primícias, porque na linha do que diz Bento XVI, nunca estará bem alicerçado.
Por outro lado, como seres humanos que somos, continua-se a vir a este blogue, porque a procura da verdade nunca cessa de existir em nós.

Cumprimentos,
Paulo Campos

Jorge Pires Ferreira disse...

Paulo Campos, obrigado pelo seu comentário.De facto este blogue não é um espaço de investigação. É um espaço de algumas partilhas - em forma de ideias, desejos, chamadas de atenção, reprodução de ideias de outros. Não há a pretensão de fazer teologia, mas todas as mensagens comportam uma teologia.
Sublinho a sua ideia de incompletude da verdade, de busca que nunca é totalmente satisfeita e que, por isso mesmo, acrescento, não deve ser parada por decisões de autoridade.

Jorge Pires Ferreira disse...

Quatro propostas de T. Radcliffe para ultrapassar polarizações na Igreja católica:

http://tribodejacob.blogspot.com/2012/01/quatro-propostas-de-t-radcliffe-para.html

Semana dos Seminários

Parece que se dizem agnósticos (ou o mais conhecido deles). Mas a simbologia católica (sim, mais católica do que simplesmente protestante ou...