segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Misticismo de olhos abertos


Da entrevista de António Marujo a Johann Baptist Metz

A sua proposta de uma mística da compaixão como uma mística política não é uma contradição nos termos?
Misticismo e política? Não. Se se entender a mística política em confronto com as diferentes formas de misticismo de olhos fechados, não é uma contradição. Já em 1980 falei do misticismo de olhos abertos, que é uma característica básica do misticismo bíblico. Porque todos temos responsabilidade por outros sofrerem. Isso é também uma diferença básica em relação ao budismo.
Não estou a afalar em política partidária, mas de uma inspiração para o âmbito público da nossa vida. É uma motivação e inspiração para o que chamamos política. Não podemos separar estas duas dimensões.

António Marujo, “Deus Vem a Público. Entrevistas sobre a transcendência. I volume” (ed. Pedra Angular)

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