segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Jesus estava muito pouco comprometido com o poder, era muito livre, tinha uma atenção muito específica ao que é diferente


Da entrevista de António Marujo ao biblista Michel Quesnel (autor de “Jesus, o Homem e o Filho de Deus”, ed. Gradiva)

(…) Isso quer dizer que cada época tem o seu resto de Jesus? Qual é o rosto actual de Jesus?
Antes de mais, uma pessoa muito autêntica – quer dizer, muito independente das opiniões que tinham dele –, muito pouco comprometida com o poder, muito livre, com uma atenção muito específica ao que é diferente. Jesus é alguém que percebe claramente a diferença entre as pessoas, tem clara noção da alteridade e de altruísmo. Ele reconhece que ir ao encontro do outro é uma atitude fundamental.
A aceitação da pessoa diferente, muito difícil no nosso mundo (diferentes classes socais, os que vêm de outro país, os que têm uma deficiência ou uma doença), é ainda hoje um grande desafio. Jesus cria uma proximidade com o outro e esse é uma mensagem fundamental para o nosso mundo.

António Marujo, “Deus Vem a Público. Entrevistas sobre a transcendência. I volume” (ed. Pedra Angular), pág. 50

2 comentários:

Anónimo disse...

Pena que a hierarquia da Igreja não siga esse exemplo de liberdade e de não comprometimento com o poder. Se Jesus voltasse, morria de susto!

Jorge Pires Ferreira disse...

Obrigado pelo seu comentário. Acrescento que se Jesus voltasse e se o ouvíssemos,também nós morreríamos de susto ou de paixão, de medo ou de coragem. Espero que não de indiferença.

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