Para mim, é importante entrar em contacto com a fonte pura que existe em mim, antes de ir para o trabalho. Se assim fizer, o trabalho não se torna tão cansativo. Mesmo quando tenho demasiados compromissos, é-me benéfico imaginar a fonte interior que brota no interior da minha alma. Digo então o seguinte a mim mesmo: «Assim como assim, não consigo fazer tudo ao mesmo tempo. Vou tentar estabelecer um bom contacto comigo e com a minha fonte interior. Só então verei aquilo que poderei fazer e o que não poderei». Isso liberta-me da pressão. Muitas vezes, as coisas tornam-se verdadeiramente mais fáceis e o dia não se revela tão mau como eu receara. Ainda assim, é igualmente importante avaliar como me sinto à noite, depois do trabalho. Se sentir em mim raiva ou insatisfação, não devo passar simplesmente por cima disso. Caso contrário, isso precipita-se sobre a minha alma e a camada de pó dos sentimentos reprimidos torna-se cada vez mais espessa, separando-me do meu interior. É por isso que tento avançar até à fonte interior através da raiva e do cansaço. Imagino, então, que a água límpida e fresca lava o pó da minha alma e aclara a atmosfera que há em mim.
Anselm Grun, "A vida e o trabalho. Um desafio espiritual" (ed. Paulinas) 9, pág. 70.
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