segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Marquês de Fronteira e ligações aos jesuítas


Morreu há dias o Marquês de Fronteira, Fernando Mascarenhas (deixa ver… foi no dia 12 de novembro), que se opôs à ditadura - “marquês vermelho” - e foi mecenas da cultura nos tempos democráticos.

E lembrei-me disto porquê? Não sei da fé do marquês, embora se diga que o funeral teve missa, mas lembro-me de ter lido algures que os Marqueses de Fronteira apoiaram o Padre Carlos João Rademaker (1828-1885), que foi o principal impulsionador da restauração da Companhia de Jesus em Portugal. E julgo que por causa disso, há cerca de uma década, uma edição dos “Monita Secreta” foi apresentada no Palácio dos Marqueses de Fronteira.

O livro “Monita Secreta” (“Instruções secretas”) são umas falsas instruções da cúpula dos jesuítas, escritas por um polaco dissidente dos jesuítas, no princípio do séc. XVII. Há quem diga que os “Monita Secreta” estão na origem de toda a literatura conspiracionista. E não digo mais, caso contrário, ainda levo o leitor a engrossar as fileiras dos que acreditam nos conteúdos do livro. Aliás, nem devia ter falado nisto.

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