quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A mística da promoção



O último livro do P.e Tolentino Mendonça teve direito a um capítulo (ou excertos?) em avulso. Foi publicitado e distribuído com o "Público". Com pensamentos dele, foi feito um bloquinho que as livrarias distribuem gratuitamente (um dos pensamentos diz: "O paladar não é indiferente ao amor de Deus. Deus saboreia-se, Deus é sabor" - e ainda estou e tentar provar isso).

Só com isto acima, nunca vi um livro católico ser tão promovido. E só acho bem. Mas o que eu nunca tinha visto: pacotes de açúcar a promover um livro católico. Sim, pacotinhos da Delta com a capa de "A mística do instante". No instante em que alguém toma um café, lê (mais um pensamento do tal bloquinho): "Só nos resta o instante, só o instante nos pertence". Bate certo enquanto dura o café. Mas a seguir estamos atrasados para qualquer coisa.

25 comentários:

Anónimo disse...

Espero bem q nao se esteja a criar mais um paulo coelho cheio de pensamentos lindos e originais. Desconfio de homens vaidosos q precisam de aparecer muito.tenho fernando pessoa para ler e reler. E as bombas de gasolina estao carregadas de livros com tiradas profundas. Mas sinceramemte nao tenho nada contra a pessoa do padre tolentino
jacome

Anónimo disse...

Ao menos o Tolentino vai falando de Deus e toca o coração de muita gente. Outros fartam-se de aparecer e só dizem bacouradas e não ajudam nada nem ninguém a tornar o mundo melhor.

Anónimo disse...

Pois... Tolentino diz coisas muito belas e isso enreda as pessoas no prazer que sentem ao lê-las e não se apercebem da vacuidade das mesmas. Tolentino, contra quem não me move nenhum sentimento de repúdio, é um exemplo da importação acrítica de máximas da New Age para as suas publicações, sempre mais preocupadas com o gosto dos leitores do que com o que lhes faria verdadeiramente bem a nível espiritual. Espreme-se os seus livros e com que ficamos? Uma radiografia de um vaidoso e convencido que ensaia as poses e disfarça o vazio do seu pensamento com palavras apoetadas.

Miguel Lorga

Anónimo disse...

«O arrependimento pelo que fizemos pode ser atenuado com o tempo;
o arrependimento pelo que não fizemos é que é inconsolável.»
Sydney J. Harris – 1917-1986

Parabéns Tolentino por tudo o que nos tem proporcionado

Anónimo disse...

Quando o melhor da obra de uma pessoa são as citações de outros autores, a dita obra resume-se ao papel que o palhaço Tiririca disse que ia usar depois de ser eleito.

Anónimo disse...

"tudo o que nos tem proporcionado"... falos de vento para provocar nulidades matrimoniais com a inteligência; só se for.

Anónimo disse...

Realmente, é um facto que a inveja corrói o melhor que há nas pessoas. Estranho seria, se o alvo dessa inveja fosse um “zé-ninguém”, nessa tabela vergonhosa dos conceitos humanos. Obrigado Tolentino.

Anónimo disse...

Inveja? Dizer a verdade nunca é inveja. Nunca. Por mais que os fãs-cegos de outro cego (verdadeiro zé-ninguém que só é tido com condescendência pelos teólogos por ser poeta e pelos poetas por ser padre) o creiam. Já li o novo livro deste indivíduo afectado e emproado e já encontrei passagens mais inspiradoras e iluminadoras em portas de casa de banho.

Anónimo disse...

Mas o facto é que o tipo vende. E não é só em Portugal e na Europa. Claro que isso dá dor de coto.

Anónimo disse...

Pois vende. E muito. Mas também vendem o Paulo Coelho; e o José Rodrigues dos Santos; e a Marta Gautier; e outros tão brilhantes como eles. E que quer isso dizer? Nada. Se vivemos no tempo da vacuidade não-pensante, comprar e devorar um fartote de vento é perfeitamente natural. Ocorre que Tolentino vende lá fora fruto de acordos editoriais: eu publico aí e garanto que cá sejam vendidos os autores das vossas editoras, como aconteceu com a nulidade (empolada nas editoras) do Tomáš Halík. Antes dor de coto por o ter (embora não vejo quem é que pode ter dores de coto perante o padre do "jet set" que em Roma apresentava trabalhos feitos por alunos como sendo seus), do que não ter dores de cabeça (por não a ter) ao ver o que este senhor escreve.

Anónimo disse...

Ò meu caro 9:54 da manhã, se de facto os escritos de Tolentino são assim tão carregados de uma “vacuidade não-pensante”, por que raio, as leituras propostas pelas editoras do meio cristão não resultam nem vendem! Estou a situar-me em função das estatísticas oficiais dos católicos cá da terra. Isso sim é que seria motivo para preocupação! Pelo menos o homem chega onde essa malta não entra! Ou o caro alimenta ainda alguma dúvida que são muitos os católicos que lêem os seus livros! Por favor, eu não quero acreditar que a Igreja está inundada de gente carregada dessa “vacuidade não-pensante que fala. Se assim for, compreende-se o estado a que ela chegou. Estou só a falar alto, só isso!

Anónimo disse...

Lapso:

O queria dizer era: «as(outras)leituras propostas pelas editoras do meio cristão».

Anónimo disse...

Repito, isto é só inveja. O Tolentino pode ser o que é, com defeitos e virtudes, mas comparar o Rodrigues dos Santos no campo espiritual (não em vendas é claro) ao nível do Tolentino só pode estar a gozar. Quero lá saber se lhe faziam os trabalhos ou não. O que sei é que tem classe. Veja-se o diálogo dele com o Saramago no Expresso. É um místico o resto tenho pena que seja só inveja.

Anónimo disse...

«por que raio, as leituras propostas pelas editoras do meio cristão não resultam nem vendem!». Porque ninguém quer pensar, reflectir a fundo e,s e preciso for, mudar. Querem apenas continuar a ser alimentadas no seu comodismo e burguesismo espiritual. Simples.

Anónimo disse...

«Veja-se o diálogo dele com o Saramago no Expresso». Pois; estão ambos ao mesmo nível. É preciso dizer mais? A mesma sonsice, arrogância, vaidade, petulância. A questão que foi colocada foi o de número de vendas como se isso fosse a prova do que quer que seja. Não é: Dan Brown vende muito mais do que Francisco. E depois?

«tem classe». Só se for a quarta. Porque de resto é só maquilhagem e encenação.

«É um místico». Claro que é. Não é um místico cristão, mas que fala com as estrelas, as nuvens e as tias que lhe afagam o ego, lá isso é.

Anónimo disse...

Bom, eu bem havia dito às 10:22 da manhã que a coisa andava à volta da inveja, e agora o comentador da 1:24 da tarde vem repetir essa suspeita! Hum! Realmente a tal comparação com o Rodrigues dos Santos é “arriscada”, senão mesmo “abusiva”! Uma coisa é certa, o tema Tolentino Mendonça tem muitos fios soltos: nomeado como consultor por Bento XVI para o Conselho Pontifício para a Cultura; Vice Reitor da UCP; professor auxiliar da Faculdade de Teologia, preside ao Centro de Estudos de Religiões e Culturas e dirige a revista Didaskalia; escreve e vende livros como um tufão… enfim, não é coisa para um qualquer “sé ninguém” (o que é isso de Zé ninguém?!), adiante, até porque não estou a ver onde está a necessidade de Tolentino necessitar de alguma “condescendência” de quem quer que seja. A não ser que nos venha também dizer que o homem comprou o currículo como o outro!

Anónimo disse...

4:52 da tarde, um Nobel, o Saramago! Sabe o que isso significa, não! Só pode ser um elogio ao Tolentino, colocá-los ao mesmo “nível” …lol. Já das humanidades, não me meto, porque também sei a maquilhagem que carrego. E quem não a carrega, ou quem não passa de ser apenas uma encenação na vida, ou as máscaras já se esgotaram nos armazéns da Terra! Vá lá “ser” ou “agir” genuinamente, sem “máscaras”, e logo me contará o resultado! Todo o místico tem uma relação também com toda a Criação, não fica limitado ao claustro dos seus interesses espirituais! Só os egocêntricos é que se deleitam com um misticismo do umbigo!

Anónimo disse...

Já agora, 4:52 da tarde, voltando aos místicos! O outro Francisco também cantou-rezou e pôs em prática, veja lá que até chamava a esses elementos da Criação, de irmãos e irmãs.., já percebeu certamente que estou a falar do “Cântico das Criaturas”, recorda-se dele, deve rezá-lo muitas vezes suponho!! E olhe que dizem os doutores da Igreja que ele foi um grande místico!

Anónimo disse...

«dirige a revista Didaskalia»... se isto é a medida do seu conhecimento do Calaça, está tudo dito. Quanto ao "ir para Roma", o outro também foi, não é verdade? Podre Calaça. Pobre de quem o estima. cegos guiados por um cego. Triste, triste, triste.

Saramago nobel? A que preço? e vale o quê o nobel? o grande homem do lápis azul explorado até ao tutano, mesmo depois da morte, pela sua mulher. Uma miséria.

Anónimo disse...

«dizem os doutores da Igreja»; quais? os que dizem que as crianças sem baptismo vão para o inferno? e que os não-cristãos idem, aspas, aspas? ai que riiiiiqueza...

Francisco rezava com as criaturas? 1) o texto em causa não é de Francisco; 2) mesmo que fosse seria uma oração cristã pois embebida de Cristo e não de si (Francisco); nada disso acontece com o Calaça.

Anónimo disse...

Sem condescendência Tolentino não era nada. Nada. Já esteve em alguma reunião, ou debate com o Tolentino em que se tem que aferir algum tema? Não, pois não? Não diz nada de nada; apenas vacuidades e nulidades. Isso explica o motivo de ser vice-reitor com pelouro de relações com o exterior (relações públicas, pois): é o rosto que parece bem ser apresentado como representante da UCP. Mais nada.

Quanto ao vender lá fora; é assim, meu caro/a: Tolentino vive dos acordos editorias: publica cá a Bingimer e o Halik e, em troca, as editoras destes publicam lá os livros do Tolentino.

Acerca de em Roma ter apresentado trabalhos que não eram dele: isso é roubo e isso diz muito sobre o seu caráter (e do daqueles que fecham os olhos a esse facto).

Vai para Roma Tolentino; os padres do interior sem protecção social já estão a ser condenados.

Anónimo disse...

9:40, seguindo o seu raciocínio madrugador, o nosso Tolentino é um pobre pedinte de condescendência alheias, um tal que “diz nada de nada; apenas vacuidades e nulidades,” e “isso explica o motivo de ser vice-reitor com pelouro de relações com o exterior”, (bueno)…! Confesso que já vi a UCP viver melhores dias, agora esta passar também a ser um reduto de “vacuidades e nulidades” não imaginava tal! Pelos vistos, parece que “há mau tempo no canal” e as barcas da intelectualidade da fina flor teológica andam a navegar pelas ruas da amargura, abalroando-se umas às outras, para ver quem consegue o melhor porto seguro, (o melhor lugar)! Sendo assim, prefiro o Nobel de um Saramago, mesmo que este continue a ser roubado e odiado, e o tal lápis de outras tantas insanidades já se tenha reduzido ao pó da verdade, do que um canudo fabricado em tal reduto onde parece, pelos “recados” por aqui “esquecidos”, coabitam amargurados e outros tantos cheios de vacuidade e nulidades, bem ao jeito desses “doutores da igreja”, os tais que andam a atirar os nados esquecidos por um deus menor, para os limbos da imbecilidade humana! Enfim, melhores dias virão!

Anónimo disse...

Fantástica a caracterização psicológica, intelectual, social e teológica que aqui vai sobre o Pe Tolentino. Nada como umas línguas viperinas para nos servirem. Do excelente ao calaça, o homem passa por tudo. Agora é só escolher a caracterização que nos der mais jeito para o momento... Apre que não há pachorra!

Anónimo disse...

“Apre que não há pachorra!” é sim para aqueles que só admitem um mundo acrítico, e que não suportam qualquer diálogo crítico, quando está em causa alguém que se move num determinado ambiente! Quando se trata de julgar pessoas e acções do exterior desses ambientes, então aí já vale tudo para esta gente incensada!

Anónimo disse...

Sabe, ó 3:51 da tarde, é que "esta gente incensada" tem por hábito promover a descredibilização dos que não são do meio dos incensos. E o que é mais interessante é que não são eles quem descredibiliza, levam outros a fazê-lo! Para essa gente só valem eles e seus amiguinhos. O melhor é ignorá-los. Não valem nada!

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