sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Exercício para quem gosta de livros

Diz o padre António Rego no livro "Quando a Igreja desceu à terra" (Princípia), de António Marujo, sobre os 50 anos do II Concílio do Vaticano (pág. 28):

"Quando percorro a minha biblioteca e vejo os livros que adquiri ao longo destes últimos 50 anos, noto que há lá livros vivos e mortos. «Mortos» são os «datados», presos a estilos passageiros que nem se situaram no património cultural e espiritual, nem abriram qualquer fresta ao futuro".

António Rego refere-se ao livros de teologia, pastorais, de reflexão cristã. Mas seria um exercício curioso passar pelas estantes pessoais e ver quais os livros vivos e os mortos. Há livros claramente vivos. Há outros evidentemente mortos, mesmo mortos, que poderiam desaparecer sem qualquer prejuízo. E há os mortos que podem ressuscitar num momento qualquer. O mortos costumam ser enterrados quando se muda de casa, por exemplo. A não ser que haja uma esperança na ressurreição final de todos os monos. Tendo mudado de casa várias vezes, confesso que são muito poucos os livros mesmo mortos-mortos. Nos datados", que são os "mortos" de António Rego, vejo sempre qualquer coisa que ainda fumega.

1 comentário:

Euro2cent disse...

> ressurreição final de todos os monos.

Esta esteve bem ;-)

> nem abriram qualquer fresta ao futuro

Esta é uma frase também interessante - nalgumas interpretações quânticas, todos os futuros, em cada micro-decisão binária, são possíveis, e nós apenas vivemos no resultado de uma lotaria incontável.

Portanto, seria concebível, mesmo que improvável, que um mono noutra realidade tivesse sido um Candide, Das Kapital ou Mein Kampf ...

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