segunda-feira, 4 de novembro de 2013

As famosas perguntas do Papa estão no jornal "i"



No "i" de hoje. É normal o Papa consultar o mundo antes de um sínodo. Mas julgo que é a primeira vez que as perguntas aparecem na imprensa. Porquê? Porque nunca tanta atenção mereceu um Papa e as suas iniciativas? Porque há ordens (a começar no Vaticano) para estas coisas aparecerem na imprensa? Terá havido alguma fuga de informação?

Caso contrário, não continuariam estes assuntos escondidos em secretarias eclesiásticas? Ou ainda: algum leigo que me lê foi alguma vez questionado sobre algum assuntos como forma de preparação de um sínodo?

E parabéns ao "i" e a Marta Reis pela publicação do questionário.

11 comentários:

Anónimo disse...

Lembra-se daquele livro que se chama "Quando a China despertar..." ?

É o que me faz lembrar esta notícia.

Quando o Povo de Deus despertar...

O clero lusitano e os católicos fundamentalistas que se cuidem.
Está em marcha uma revolução.

Louvado seja Deus, até que enfim!

Anónimo disse...

Eu também queria acreditar numa "revolução", mas vivo numa diocese com um bispo frio, fechado e distante das pessoas, que se rodeou de católicos ultra-conservadores, também eles a milhas das vivências e opiniões da maioria dos católicos. E eu, como faço para que, neste contexto, se ouça a voz e vivência da diocese, e não só daqueles que dirão ao bispo aquilo que ele quer ouvir?
O que podemos fazer para garantir que é a voz de toda a Igreja, tanto quanto possível, que chega aos documentos preparatórios do Sínodo, e não só a voz dos que ficaram perto do "poder", à conta de expulsar de lá todos os que não pensassem como eles? A minha diocese não será nisto a norma, espero, mas não será também a única.

S.T.

Anónimo disse...

Segundo artigo que li em lacroix.com, penso que as novas tecnologias estão nas intenções da Santa Sé. Ainda é tudo um pouco confuso sobre o modo de proceder, mas parece-me que desta vez é a sério a consulta ao Povo de Deus e não mais "sínodos diocesanos" de brincadeira...

Anónimo disse...

Nem sequer vai chegar às paróquias o dito questionário. Vão ver meus caros. Vai ficar na CEP

Anónimo disse...

Li no ABC (jornal espanhol) um artigo a fazer-se eco de fonte do Vaticano dizendo que a consulta não visa alterar a doutrina. Ora se é para ficar tudo como está, porquê a consulta ? Só para melhorar, como diz o inimigo, o marquetingue ? Não acredito. O problema é que há muita contra-informação e desinformação. Muitos querem "torcer" as boas intenções do Papa. E se continuam a veicular mentiras ou meias-verdades conseguem desmobilizar o Povo de Deus em relação a esta iniciativa do Papa Francisco, tão extraordinária quanto inesperada. Rezemos pelo Papa Francisco e também por esse catolicismo estilo Ottavianni (o Cardeal que durante o Concílio encabeçou a resistência à mudança). Ao que parece, segundo testemunhos, quando se deu conta de que o Concílio era obra do Espírito Santo, mudou de agulha e arrependeu-se como bom cristão.
Rezemos pelo Papa!

Maria de Fátima disse...

Rezemos !

Anónimo disse...

Rezemos pelo Papa e por todos, para que cada um (todos) deixe de pensar na sua agendazinha pessoal/politica e faça um esforço verdadeiro de desinstalaçao. ...Talvez assim as coisas avancem e seja aquilo que Deus quizer....
Jacome

Anónimo disse...

Esse seu tom de conversa não tem nada de bom. A Igreja nao é um clube de bairro ou uma guerra de vizinhos a ver
quem ganha....
Jacome

Anónimo disse...

Francamente, não compreendo por que razão um "tom de conversa não tem nada de bom". Ou melhor, e antes pelo contrário, compreendo : certos católicos não gostam de conversar. Gostam de debitar opiniões, escrever em blogues, fazer muitas outras coisas. De conversar, não gostam. Nem os cruzados, nem os inquisidores, nem o Dr Salazar gostavam de conversar. Já sabíamos. Fomos relembrados disso.

Anónimo disse...

Parece-me que este anónimo das 2:01 toca num ponto importante, quer ele tenha a ver com o inquérito ou não.
Uma vez ouvi alguém dizer que nós, os católicos ditos "progressistas", não podemos fechar a porta aos irmãos ditos "conservadores", e que devemos sempre procurar o diálogo. Na teoria acho uma chamada de atenção importante, para que não transformemos isto numa simples guerra de clubes, e não fiquemos fechados no proselitismo - o que é um perigo para as duas partes.
Mas na prática tenho de perguntar: e como se faz para dialogar com uma facção da Igreja que tem como doutrina fundamental que o diálogo é um mal a evitar? (Não é uma pergunta retórica, eu gostava mesmo de saber.)

S.T.

Anónimo disse...

O Papa divulgou na semana passada o desejo de consultar toda a Igreja sobre a problemática da família. Esta iniciativa foi considerada por vários média como inédita e sem precedentes. Contudo, é um procedimento habitual na preparação de qualquer Sínodo dos Bispos.
O Sínodo dos Bispos, tal como se desenvolve na atualidade, é um organismo instituído pelo Papa Paulo VI a 15 de setembro de 1965, quando ainda decorria o Concílio Vaticano II. Surge como resposta aos anseios dos padres conciliares de uma maior colegialidade episcopal e de uma maior abertura da Igreja à participação de todos, que o atual Papa quer intensificar. Tem como principal missão ajudar o "Romano Pontífice" a aclarar e a consolidar as questões de fé, dos costumes e da disciplina, bem como a relação da Igreja com o mundo, como define o Código de Direito Canónico, no cân. 342.
Todos os Sínodos têm sido precedidos por uma consulta aos fiéis de todo o mundo. Todavia, nunca um documento preparatório teve tanta divulgação mediática como este último. Não foi só por ter sido anunciado pelo Papa, mas sobretudo pela temática que é colocada à reflexão de todos. São assuntos polémicos, dentro e fora da Igreja, dos quais os média têm destacado os seguintes: as uniões de facto, os divorciados recasados, as uniões homossexuais, a adoção de crianças por estes últimos.
Para realizar a auscultação das pessoas têm-se seguido diferentes metodologias. Nos Estados Unidos, os bispos confiaram aos párocos a responsabilidade de recolher as respostas dos seus paroquianos e elaborarem uma síntese de todas as opiniões manifestadas. No Reino Unido o inquérito foi disponibilizado na internet e pode ser respondido de forma anónima, competindo à Conferência Episcopal retirar as conclusões a enviar para Roma. No nosso país, ainda não foi definida a forma como os fiéis vão ser ouvidos.
Como resultado desta auscultação e da reflexão dos bispos durante o Sínodo, será publicada uma Exortação Apostólica, assinada pelo Papa. Não se preveem mudanças na doutrina católica sobre o matrimónio e a família, mas é razoavelmente seguro que a forma da Igreja lidar com estas questões não será a mesma depois deste Sínodo.

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