sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quem pode responder?

Olhando retrospectivamente, podemos dizer que a forma que transformou o cristianismo numa religião mundial consistiu na sua síntese entre razão, fé e vida; esta síntese condensou-se precisamente na expressão religio vera. Impõe-se, por isso, cada vez mais a questão: porque é que, hoje, esta síntese já não convence? Porque é que, hoje, ao invés, surgem contraditórios e até reciprocamente exclusivos a racionalidade e o cristianismo? Que é que mudou na racionalidade? Que é que mudou no cristianismo?


Joseph Ratzinger na pág. 84 do livro "Existe Deus? Um confronto sobre verdade, fé e ateísmo", de Joseph Ratzinger e Paolo Flores d'Arcais, ed. Pedra Angular.

5 comentários:

Anónimo disse...


Já li a obra em causa e sinceramente estava à espera de mais tendo em conta os dois intervenientes do debate.

Aconselho vivamente uma obra que acabei de ler, e que é capaz de dar muitos amargos de boca a muitos católicos: "Mentiras Fundamentais da Igreja Católica", de Pepe Rodriguez.

Toda a estrutura da igreja católica, assim como todos os fundamentos do cristianismo são desmontados de forma implacável pelo autor, que fez uma investigação séria e aprofundada dos diversos aspectos abordados na obra.

Não recomendados a cristãos em geral, e a cristãos católicos em particular, sob pena de colocar a fé em risco.

Anónimo disse...

Mais um aprendiz de feiticeiro. ...Sim claro, ele fez uma investigaçâo séria e aprofundada que irá finalmente acabar com o ópio do povo. Haja paciência!!!

Anónimo disse...



Anónimo das 2:05 PM: Já leu a obra em causa, presumo?

Anónimo disse...

Para mim fundamentalmente aguçou-se o sentido egoista/hedonista da existência que leva cada um a viver o momento e o instante como oportunidades de satisfazer os seus instintos ao sabor dos impulsos independentemente de serem os mais primários e poderem causar dano a terceiros. Os homens aparentemente mais instruidos e cultos (do q serviu isto na Alemanha nazi!) passaram a centrar-se em si próprios, ora isto é a antitese máxima do cristianismo e isto leva sempre a maus resultados - são as Torres de Babel. E aqui aproveito para fazer uma critica à tendencia progressista da Igreja pois à boleia de algumas criticas e análises nem sempre desacertadas e que lhe dão alguma força e voz acaba por outro lado ao ser tendencialmente muito próxima das correntes do momento por dar guarida a muitos dos impulsos mais nefastos seja para a Igreja seja para a propria humanidade
saudações
Jacome

Luís Manuel disse...

Explicar a genealogia de uma determinada identidade é sempre insuficiente, pois a sua história não se esgota na sua origem. É um dos erros da modernidade: presumir que tudo se pode explicar sem atender ao que lhe apresenta a razão histórica. A razão pura pode criar pântanos para o próprio pensamento. Somos mais do que essa razão. Somos uma identidade em construção. Assim é a Igreja. Muito se pode dizer sobre as suas origens e alguns desvios, mas a sua identidade histórica escapa a este exercício de fisiologia pura.

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