segunda-feira, 15 de julho de 2013

Uma profissão com futuro: exorcista


No DN de hoje.

Cá está uma área de atividade diretamente proporcional à publicidade. Quanto mais se disser que o diabo possui pessoas, mais atividade diabólica desta haverá (desta, que de diabólico nada tem; os pecados do mundo e no mundo, ou as "estruturas de pecado", como dizia João Paulo II, pouco interessam aos exorcistas) e mais exorcistas serão necessários. O inverso também é verdade. Quantos mais exorcistas forem nomeados e mais se publicitarem, mais clientela aparecerá. O mercado a funcionar.

10 comentários:

Euro2cent disse...

Tenho de ir acender uma velinha aos jacobinos cientoinos que me esclareceram quais eram as coisas em que podia acreditar.

Portanto, deixa cá ver:

a - o "progresso inevitável da humanidade" - certíssimo, pode substituir com vantagem qualquer outra fé. Com uma pitada de "ambiente" e "animais" fica no ponto.

b - diabos, demónios, e coisas dessas - nah, crendices antiquadas impróprias de pessoas esclarecidas. Bom para velhinhas incultas, que não estão informadas do item a (ou do Prof. Karamba).

OK, está visto. Pode seguir.

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro Euro2cent eu não faço essa dicotomia. E respeito as velhinhas, cultas ou incultas. Até admito que se acredite no demónio (eu não acredito). Acho é incrível (e muito pouco evangélico, já agora) que o diabo ande por aí a possuir pessoas e que haja padres (uns credenciados outros proibidos, como o da foto) que o expulsam. Se acredito nos exorcistas? Nalguns sim, nos que exercem a atividade sem acreditarem no demónio. Ajudam pessoas que pensam que estão com o demónio? Estão com o demónio? É suficiente pensarem que estão para serem ajudadas.

Vítor Mácula disse...

Olá, Jorge

Uma dúvida.

Se pensa não ser verdade que sejam possessões, a sua aceitação do exorcismo católico reside no facto de "fazer bem" à pessoa? Em que sentido? Seria uma "ajuda" estranha, curar na ilusão.

Anónimo disse...


Muitas vezes se alega que os demónios não afligem os ateus. Ora, se pensarmos que o objectivo das influências demoníacas, (tentações e possessões), é, de facto afastar o homem de Deus, essas mesmas acções demoníacas serão inúteis (e redundantes) para um ateu, já que este, por sua própria opção já está afastado de Deus. Nestes casos, uma "possessão" faria com que o ateu recorresse à igreja. Logo, através do demónio haveria uma aproximação a Deus.

Assim, é perfeitamente natural que não haja casos de possessões em ateus.

Mas... há sempre um "mas", não nos devemos esquecer de um facto: A maioria dos ateus, (ou dos que se dizem ateus), são baptizados. Ou seja, a graça de Deus já actuou neles. Assim, não deixam de ter o "selo" de Deus, sendo portanto possível uma possessão numa pessoa que, embora se declare "praticante" do ateísmo, está apenas afastada da prática do cristianismo. Muitas vezes se encara os ateus como estando completamente afastados da Igreja, esquecendo-se que a maioria deles também pertence a essa mesma igreja através do Sacramento do Baptismo...

Ou seja, a situação de um demónio não possuir ou tentar um "ateu" não é tão linear como aparenta...


Manuel Álvaro Martins

Peter disse...

Se como ateu rejeito a Deus o SAGRADO a fonte do Sagrado, como pode ter algum efeito nas minhas decisões, pensar e agir o sacramento do Baptismo... Se rejeito a fonte de que me vale correr dela a água!!!!(já para não falar aqui da outra questão da "pertença" à Igreja, quando na maior parte das vezes a decisão foi uma opção de terceiros que não veio a ter acolhimento mais tarde na vida dessa pessoa baptizada em criança e que acaba por se afastar por opção livre dela mesma... mas é outro tema e bem longo para agora...!)...pergunto-me então como pode tal, ser uma ou a "razão" para ser tentado ou possuído pelo demónio se o objectivo principal dele está logo à partida "alcançado" no "abandono" de Deus...! Não percebi o alcance dessa linha de pensamento caro Manuel Martins...!

Anónimo disse...


Peter, eu apenas especulei... Será que o Sacramento do Baptismo pode ser revertido e anulado pela parte de Deus?

Pela parte do homem, é certo que pode haver uma negação dos Sacramento, (independentemente de, no caso concreto de que falamos, o baptismo ter sido feito em criança). Mas será que apesar do homem abandonar Deus, Deus abandona o homem?

Penso que não. Assim, esse não abandono do homem por parte de Deus, implicaria um reconhecimento do Sacramento do baptismo como válido. (Pense na Aliança do AT, em que Deus garantia essa mesma Aliança independentemente do homem).

Sendo o Sacramento do Baptismo validado, nem que seja apenas por uma das partes, não seria passível desse homem ser "tentado" só pelo simples facto de ter um Sacramento "validado" por apenas uma das partes?

Eu não sei...apenas especulo. Acho o assunto cativante...

Manuel Álvaro Martins

Paulo disse...

Podem apelidar-me de antiquado, no entanto, acredito nas tentações do demónio, mesmo que me digam que não existem ou que a Biblia não fala verdadeiramente dele, sinto que estamos a negar a existência de "anjos caidos"

Anónimo disse...

Cá estamos nós de volta ao mesmo assunto, mas sem o analisar verdadeiramente…

Não estou “á vontade” nesta área, contudo não estou desprovido de opinião e, muitas dúvidas me assaltam o pensamento. Sei que o “diabo” não existe como ser relacional mas isso não quer (pelo menos para mim) dizer que ele não exista de todo. Na minha óptica em determinada altura “personificou-se” o demo para que a existência do mal fosse “compreendida” assim o demo passou a ser a fonte de todo o mal e adquiriu a imagem de um ser/pessoa.
Não sou maniqueísta como tal não acredito que exista uma entidade que se oponha ao Criador lutando com “taco a taco” com este, mas não posso negar a existência de criaturas que afastadas do criador tentem afastar outras. Não sou teólogo, nem possuo conhecimentos de teologia que certamente seriam úteis para a tomada de decisão mas a tradição da igreja não nega a existência das “forças” do mal, designando-as como se de um único ser se tratasse, diabo, demónio e satanás são as designações mais comuns (a personificação). Jesus chamou-lhes também “príncipe deste mundo”, como tal se os demónios não existissem não teriam sido mencionados por Cristo ou pelos apóstolos nem por aqueles que nos antecederam na fé. Para mim negar categoricamente a existência de seres malévolos é equivalente a dizer que faltaram á verdade!
Na nossa vida como crentes várias vezes negamos (oficialmente) a satanás e ás suas obras, acontece por exemplo no Baptismo e na profissão de fé… Como podemos pois dizer que o “demo” não existe?!

Quanto ao artigo aqui em causa, penso que se está a banalizar o ritual do exorcismo e a exagerar a “acção do dito cujo”. Também não podemos meter tudo no mesmo saco como faz Sousa Lara quando fala em Reiki, o Reiki é uma terapia complementar que como muitas não tem evidencia cientifica mas que no oriente é usada regularmente a par de outras terapias e, nada tem de comum com a pratica de “magia, bruxaria ou ciências ocultas”. O reiki é semelhante ao toque terapêutico (este com evidencia cientifica ensinado e praticado pelas ciências de enfermagem) à terapia do abraço (sim existe e possui alguma eficácia.) e outras menos conhecidas.

José Pinto

Anónimo disse...

O reiki é das mais perigosas portas para uma vida destruída. Fala quem sabe.

Anónimo disse...

Caro anónimo das 6:18 PM,não sei de que forma o reiki poderá destruir vidas, o sr. lá terá as suas razões. não conheco o reiki a não ser do ponto de vista académico/teórico pelos seus princípios não lhe reconheço efeitos nefastos fisicos ou psiquicos (também não há evidencia cientifica de efeitos benéficos)do ponto de vista espiritual também não me parece que por aí venha mal ao mundo, mas como lhe disse não conheço a vertente prática do mesmo. agradeço que se dispõe de factos que atestem o contrário mos disponibilize afim de complementar o meu saber sobre o assunto.

cumprimentos

José Pinto

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