quarta-feira, 26 de junho de 2013

Divino

Não creio que Cristo seja Filho de Deus, porque não sou crente, pelo menos conscientemente. Mas creio que Cristo é divino: quer dizer, creio que nele a humanidade é tão alta, rigorosa, ideal, que vai muito para além dos limites habituais do humano.

Pier-Paolo Pasolini

7 comentários:

Maria de Fátima disse...

Então só pode ser filho de Deus ...!

Anónimo disse...

Também me parece Maria de Fátima.

Peter disse...

Maria de Fátima, não me parece que Pasolini, se a lesse agora, fosse estar assim tão próximo e de acordo com a sua “conclusão” sacada a partir do contexto da sua ideia sobre Cristo, (logo ele um marxista e ateu), pelo menos pelo que conheço do seu percurso intelectual e humano…bom… nunca se sabe o que vai no coração de cada um! Já agora, na mesma linha que a levou a escrever tal conclusão, sugeria-lhe que nos situa-se também no contexto daquilo que nos escreve João:

“Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida - e a Escritura não pode ser anulada. “ (João 10,34-35)

É que me parece arriscada e deveras apressada a sua conclusão…!

Anónimo disse...

"Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus." Carta aos Romanos 8, 13-14

Euro2cent disse...

O camarada Pasolini ainda deve ter tido uma educação não amnésica. Quando fala em divino, é provável que a palavra esteja tingida com os laivos de "Divus Julius" e "Apocolocyntosis (divi) Claudii" - dos tempos em que a divinização estava ao alcance dos homens.

(Note-se que os desmancha-prazeres judeo-protestantes têm grandes engulhos com os santos católicos. Neste caso, como noutros, é como se diz nas internetes: "you're not wrong, you're just an asshole".)

Maria de Fátima disse...

Caro Peter, às vezes, quanto maior o afastamento de Deus, maior é o reconhecimento de Deus. Isto é qualquer centelha de elevação à dignidade de filhos de Deus, perante o seu contraste, se afigura para essas pessoas como algo de divino e não de humanamente possível se é que me faço entender. Muito provavelmente não ... Muitas vezes nem os próprios sabem o que vai no seu próprio coração.Lembro-me aqui de que, também Saramago se interrogava sobre o sentido da vida.
Quanto à sua sugestão, obrigada. Fiquei a pensar nela.

Anónimo disse...

Maria de Fátima: não baralhe o Peter: a sua carripana não dá para mais...

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