domingo, 30 de junho de 2013

Bento Domingues: "Pobreza escandalosa e pobreza virtuosa"

Início do texto de Bento Domingues no "Público" de hoje:

O Papa Francisco não tem precisado das habituais campanhas de marketing destinadas à construção de uma vedeta, para consumo dos meios de comunicação social. Os gestos simples, calorosos e alegres de proximidade surgem como o seu modo de ser. O que lhe importa é deslocar os olhos das pessoas para o mundo dos pobres, excluídos e marginalizados, denunciando as opções económicas e financeiras que aprofundam o abismo entre os muito pobres e a dominação de interesses incontrolados, a nível local e global.

6 comentários:

Anónimo disse...

Agrada-me o tom deste excerto. Veremos o resto.

Anónimo disse...

Gostaria sobretudo que um homem com a inteligência de Bento Domingues, ou outros do mesmo calibre, se debruçassem sobre esse mistério que é o vedetismo do Papa Francisco, quando ele afinal contraria todos os valores morais e económicos dessa imprensa que o louva.

É que se ele quer deslocar os olhos do mundo para tudo isso, o que tem acontecido é que estes ficam cada vez mais presos aos gestos, às quebras ou não de protocolo, ao jogo das diferenças com Bento XVI.

É apenas um desabafo, mas será que as palavras tão fortes e acertadas que este Papa nos tem dado têm mesmo ressoado na imprensa, suscitado discussões?

Ou limita-se a uma papolatria ansiosa de mudanças nos Vaticano, sem extravasar para os problemas dos pobres e marginalizados?

Maria João Brás

Peter disse...

Maria João, não há mudanças na qualidade dos frutos se a árvore que os produz não for enxertada. A Igreja não é o Vaticano é certo, mas a forma como esses lugares e símbolos se misturaram -penetraram na essência do pensamento cristão, induzindo o povo de Deus a uma compreensão errada do que é a verdadeira Igreja –Corpo de Cristo leva”obriga” a que tenham que passar também por ali as mudanças… os ENXERTOS, para que a árvore comece a produzir frutos sãos… e olhe, lamento dizer-lhe na caridade que me empurra o amor que tenho por ela, mas confesso que aquela que coexiste à sombra do Vaticano e das hierarquias está muito, mas muito doente… e nem precisamos ir tão longe, bastava-nos olhar para a “igreja local” onde nos movemos…!

Agora não quero acreditar que está a pensar que bastam apenas 100 dias para que se cure, trate e pode uma árvore de todas maleitas que ali foram encontrando abrigo ao longo de séculos… Começar já é um gesto heróico e martírio certo… também eu gostaria de ver mais gestos e menos palavras.. mas tenho que ser paciente e confiante na missão que foi agora iniciada pelo Espírito Santo pela mão do Irmão Francisco e outros que não serão poupados às sombras onde se movem e ocultam aqueles que apenas conhecem a linguagem do insulto, da intolerância e de outras misérias humanas, mas que por paradoxal que nos pareça, até acabam por ser um sinal positivo, pois isso significa que anda muito medo à solta por aí… as mudanças sempre produzem medos e temores, sobretudo aos instalados e acomodados…! Com Francisco agora também se repete o mesmo episódio de João junto ao rio Jordão: (Lc 3, 1-18)…

Maria João, a Igreja é ou não é de Cristo?... então porque temer e inquietar o nosso coração… pode levar o tempo que levar, mas ninguém parará a força do Espírito Santo… o destino da Igreja e das nossas vidas está somente nas suas mãos.. aquietar e esperar com confiança…

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam" (Salmo 127,1).

Anónimo disse...

"A Igreja não é o Vaticano"... quem o vu e quem o vê... haja esperança!

Maria de Fátima disse...

Caro Peter, subscrevo.

Peter disse...

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