sexta-feira, 24 de maio de 2013

Madrid nomeia oito exorcistas. Aumenta a oferta emprego no setor


Notícia do "i" de hoje. Há uma lei que ainda não vi escrita, e cuja autoria, portanto, julgo poder reivindicar: quanto mais se fala do diabo/demónio, mais ele atua. Não é preciso que exista o diabo para que ele atue. Basta que se fale dele. E se houver exorcistas, não falta clientela. Alguma chega lá a pensar que tem o demónio e sai de lá, por vezes passados anos, curada porque finalmente se livrou dele, que entretanto foi bem inculcado. Há nisto tudo uma patranha imensa, em que até os psiquiatras, sem realmente colaboraram, colaboram. Eles dizem para o exorcista: Isso eu não sei explicar. E o exorcista esfrega as mãos de contente: Cá está, é o demónio. Antes era assim em quase todas as doenças mentais. Depois o espaço do demónio foi diminuindo. Agora é assim numa franja de casos. O demónio ainda não foi extinto.

E enquanto o demónio faz sofrer algumas pessoas (está estudada a psicologia demoníaca: ataca mais mulheres do que homens, ataca mais os supersticiosos, não ataca ateus, e nunca se manifesta perante céticos, ao ponto de não haver uma única possessão credível, apesar de haver muita gente aliviada com orações e exorcismos), o que é verdadeiramente demoníaco, humanamente demoníaco, o mal moral na vida política, económica, social, etc., vai fazendo o seu curso. E não há exorcista que valha.

19 comentários:

Anónimo disse...


Não será, portanto, de levar em conta o que diz o CIC


§391 Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma voz sedutora que se opõe a Deus e que, por inveja, os faz cair na morte. A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo destronado, chamado Satanás ou Diabo. A Igreja ensina que ele tinha sido anteriormente um anjo bom, criado por Deus. "Diabolus enim et alii daemones a Deo quidem natura creati sunt boni, sed ipsi per se facti sunt mali - Com efeito, o Diabo e outros demónios foram por Deus criados bons em (sua) natureza, mas se tornaram maus por sua própria iniciativa."

§392 A Escritura fala de um pecado desses anjos. Esta "queda" consiste na opção livre desses espíritos criados, que rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. Temos um reflexo desta rebelião nas palavras do Tentador ditas a nossos primeiros pais: "E vós sereis como deuses" (Gn 3,5). O Diabo é "pecador desde o princípio" (1Jo 3,8), "pai da mentira" (Jo 8,44).

§414 Satanás ou o Diabo, bem como os demais demónios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente a servir a Deus a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva. Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus.

§1673 Quando a Igreja exige publicamente e com autoridade, em nome de Jesus Cristo, que uma pessoa ou objecto seja protegido contra a influência do maligno e subtraído a seu domínio, fala-se de exorcismo. Jesus o praticou, é dele que a Igreja recebeu o poder e o encargo de exorcizar. Sob uma forma simples, o exorcismo é praticado durante a celebração do Baptismo. O exorcismo solene, chamado "grande exorcismo", só pode ser praticado por um sacerdote, com a permissão do bispo. Nele é necessário proceder com prudência, observando estritamente as regras estabelecidas pela Igreja. O exorcismo visa expulsar os demónios ou livrar da influência demoníaca, e isto pela autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja. Bem diferente é o caso de doenças, sobretudo psíquicas, cujo tratamento depende da ciência médica. É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença.


Cumprimentos

JMC

Anónimo disse...

O parágrafo 390 (introdutório ao 391 e 392 citados) que é o princípio do que se diz a seguir: "A narrativa da (Gn3) utiliza uma linguagem metafórica..."
Mas concordo, não podemos levar o Catecismo da Igreja em conta, uma vez que ele é uma reflexão presente sobre a sempee mutável e evolutiva doutrina da Igreja. Quem olha para a doutrina como uma realidade fixista perde o sentido da própria Tradição. A confirmar isso está o facto do Papa Bento XVI, na continuidade do próprio Catecismo, ter alterado a "doutrina do limbo".
Quanto ao exorcismo, como padre costumo celebrá-lo no Batismo e não vejo mal que essa oração de intercessão por determinada pessoa em sofrimento pelo mal que nela existe seja realizada, mas concordo com JPF...acho também que andam por aí demasiado padres possuídos ou então com vontade de possessões. Tenho acompanhado pessoas que já me procuraram para exorcismos ou que vieram de uma prática comum de exorcismos realizada por outros padres e digo: raios parta dos padres que em vez de ajudar só atrapalham!!

João Alves

Jorge Pires Ferreira disse...

JMC,

não é só essa parte do Catecismo que há de ser revista. Os Catecismos são reformáveis, como sabe.

Termina a citação com: "É importante, pois, verificar antes de celebrar o exorcismo se se trata de uma presença do maligno ou de uma doença".

Gostava de saber se conhece algum caso em que se tenha realmente verificado a presença do maligno possuindo essa pessoa (não falo da presença do mal nas pessoas e na sociedade, que é demasiado evidente), mas em que se tenha verificado por entidades independentes (e não por padres exorcistas). Pergunto-lhe também porque é que os exorcistas detestam os céticos e os parapsicólogos.

Por fim, olhando para o que Jesus faz nos evangelhos - a expulsão dos demónios - e olhando para os critérios do rituais do exorcismo, algo não está certo. Ou Jesus não expulsava verdadeiros demónios (pelos critérios do ritual) ou os demónios do ritual não têm nada a ver com os do evangelho. Escolha porque são realidade inconciliáveis.

Peter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Peter disse...

Realmente, a religião sem mitos é como peixe sem espinhas, não há mesmo maneira de nos livrarmos das especulações e das influências dos povos sumérios e acádios que influenciaram a Mesopotâmia e por arrasto o povo hebraico, os caldeus e o mundo helénico que depois acabam por abrir espaço no NT a essas narrativas do demónio! Não temos coragem e não somos capazes de fazer uma exegese profundada e séria sobre o tema, basta-nos como respostas consoladoras as certezas de um esgrimir simplista de porções de textos imprimidos num qualquer catecismo confirmado pelos Nihil obstat(s) do momento sustentados sob a autoridade de um Concilio de Braga (561) para a coisa ficar então definitivamente arrumada em 3 tempos com o outro de Latrão!

E assim vai decorrendo pacificamente a nossa caminhada espiritual, sacudida com esses passeios esporádicos do tal belzebu que vai caminhando atento à volta da nossa existência marcando bem o território com as suas molhadas diabólicas, delimitando assim as fronteiras até onde podemos ir na nossa espiritualidade que por um lado se afirma como encarnada totalmente por Jesus, mas por outro lado, é feita e vive essencialmente de mitos e de sombras alheias que residem fora da nossa humanidade já redimida na Cruz!

No meio disto tudo, para que o filme fique completo, vamos afirmando com todas as nossas garantias e seguranças doutrinais que nascemos já com uma natureza pecadora e por isso propensos a cometer o mal!!

Afinal porque andará então essa tal sombra mítica a perder o seu tempo a convencermos de algo e a empurrar-nos a agir nele, se o MAL já faz parte da nossa natureza humana desde a nascença! Ou não é isto o que dizem e defendem as doutrinas sobre a nossa natureza pecadora!

Jorge Pires Ferreira disse...

P.e João Alves e Peter, obrigado pelos textos.

Anónimo disse...

Acerca deste assunto, um texto no Correio da Manhã:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/o-diabo-nao-existe

Pedro Gomes

Anónimo disse...

Agradecendo os comentários anteriores, deixarei apenas uns apontamentos rápidos.

Quanto à expulsão dos demónios, aquilo que fez o Papa Francisco estará porventura mais perto do que teria feito Jesus. Imposição das mãos e oração. De qualquer maneira, a expulsão de demónios nada tem a ver com uma forma,(formula), (mais ou menos ritualizada), mas sim com o conteúdo: O nome do Senhor Jesus. Daí, que não vejo nada que seja inconciliável entre as várias maneiras de exorcizar . Até porque os rituais variam de igreja para igreja.(Atenção que não estou a afirmar que o Papa Francisco tenha feito um exorcismo, embora ele possa ter, de facto, ocorrido).

Quanto à ideia do demónio ter origem nas culturas pré hebraica, o Peter esqueceu-se, talvez, de referir que também os anjos, entraram na cultura hebraica por influência das culturas circundantes. Aliás,nada do que vem descrito no livro do Génesis é original. Nem o estereotipo da figura de Noé, nem o dilúvio, nem a serpente, nem as árvores, nem mesmo a ideia do monoteísmo. Já no antigo Egipto houve uma fase monoteísta, e há quem tenha afirmado que, o monoteísmo hebraico foi um decalque do monoteísmo egípcio.

Assim, e seguido a lógica do Peter, além de negarmos os demónio por terem origem extra hebraica, teremos que negar os anjos e mesmo a figura de Deus, pois estes também foram "importados".

Onde o Peter vê uma fronteira cultural e antropológica, eu vejo o universalismo das ideias e dos conceitos. Assim, se os demónios, (é disso que falamos agora), são reconhecidos por todas as culturas antigas, não será mais um factor que nos deve levar a crê-los como reais? OU será que, quando todos afirmam uma coisa é sinal de que ela é falsa?

Cumprimentos

JMC

Peter disse...

Caro JMC - noto que se continua aqui a insistir na questão do “exorcismo” e não alargamos a intervenção de Jesus que apontava e aponta a algo mais abrangente e que tem como alvo, libertar e sarar todas as dimensões humanas, sejam elas espirituais, corporais ou mentais! No entanto, é inegável que em Jesus, o seu primeiro olhar em relação ao outro é sempre direccionado à cura do “coração” para que então se produzam mudanças de vida concretas! Não há cura nenhuma com Ele que não passe primeiro pelo desejo do coração… aliás é mesmo aí que ainda hoje a Fé encontra e tem espaço para ser acolhida e crescer.. sem desejo não há caminho de Fé…

Caro JMC, acha mesmo que Deus está dependente das lógicas humanas ou das “importações” da história com todas as suas cargas mitológicas, e das linguagens humanas que evoluíram no tempo, ou da existência de anjos ou de outras coisas! É claro que precisamos de tornar inteligível e comunicável o que não entendemos, mas não é por causa dessa impossibilidade acontecer que Deus deixa de ser o “EU SOU”… Que importa para a nossa salvação que os anjos tenham asas ou não ou sejam seres superiores ou não…! E quem já viu a Deus para se atrever a desenhar-lhe uma “figura”…! Temos a Jesus sim como revelação do Pai mas mesmo aí ainda andamos-estamos tão longe, a constatar pelas nossas discussões nas comunidades cristãs e que (nem eu sei porquê) passam sempre ao lado daquilo que é o essencial e vital para cada cristão, que é acolher a Jesus como Filho de Deus e nosso Salvador e aceitar e perceber que isso é gratuidade total, que só passa por uma condição, a do AMOR, e que certamente, quando nele mergulhamos, nos pedirá depois assumir na totalidade as suas consequências!

Para não alargar-me mais situo-me na sua última questão:

”“… OU será que, quando todos afirmam uma coisa é sinal de que ela é falsa?”

O caro acha mesmo que uma “afirmação” só porque é formulada-acolhida por uma maioria é logo à partida a que está certa ou mesmo perto da verdade?! Sabe… deve saber mesmo, quantas vezes é que o homem já teve que corrigir e voltar atrás em posições que foram decididas e aprovadas pela maioria! Bom, e nem vale a pena entrar aqui no tema das “ditaduras da maioria” que se podem expressar de mil e uma formas… melhor parar aqui…! Meu caro, a Comunhão-Diálogo são as chaves.., sem isso, não há certeza nenhuma que resista a não ser a da misericórdia do Pai por todos nós...!

Cumprimentos!

Anónimo disse...

Faltou-me colocar ao lado das “ditaduras da maioria” também as “ditaduras da minoria”… ambas são bem reais e por vezes com efeitos devastadores… (estou-me a situar agora apenas no mundo religioso!)…! O problema não é as “fronteiras” que construímos, pois essas podem-se derrubar, o problema está na falta de diálogo e nas posições dogmáticas que impedem abertura e caminho com o outro… e se ele é minoria, então aí…!

Peter

Anónimo disse...

Mais alguma luz sobre o tema, um artigo excelente:

http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php/2013/05/25/p334869#more334869


Peter

Jorge Pires Ferreira disse...

Obrigado, Peter, pelo link que leva a Castillo. Concordo com o que o Peter te escrito e com o que diz Castillo.

Anónimo disse...

Teologia sem censura? estou plenamente de acordo. Teologia que se pretende católica sem "peneiragem" pelos pares e a Igreja, não: a aceitação de tal "peneiragem" de opiniões é intrínseca à vocação de teólogo católico. Mas claro que para quem faz teologia na linha do "Imagine" de John Lenon (essa música escrita como forma de repúdio do cristianismo -- John Lenon era mais teólogo do que muitos anti-teólogos --), tal "peneiragem" é inadmissível (perfeita antítese do que diz a Bíblia em Sal. 141,5; Prov 12,1; Sir. 21,6; Mt. 18,15-17) e indesculpável.

Anónimo disse...

Muito gosta esta gente de andar com os outros pela mão numa infantilidade permanente na caminhada com Deus…eles adoram sentirem-se os “paizões”…!

Vá menino peter, antes de ir falar com Deus tem que nos mostrar esses diálogos para ver se não é muito atrevido… a fazer lembrar aqueles tempos em que a correspondência nos conventos era controlada pelo mestre de noviços se é que hoje não se mantém ainda tal absurdo! Pela vontade dos eleitos, a sociedade já se tinha transformado há muito num convento-paróquia global…!

Peter

Anónimo disse...

Como se a minha relação e intimidade com Deus tivesse que passar por alguma "peneiragem" de outro ser que busca a Deus tanto como eu! Realmente, antes um John Lenon, pelo menos esse filho também amado por Deus ainda albergava um coração sonhador, ao contrário de muitas dessas teologias hirtas e pedradas engendradas em corações sem espaço para que as primaveras do Espírito Santo possam ali fazer renascer a esperança de um mundo melhor!

“You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one, I hope some day you'll join us, and the world will be as one”… isso mesmo, um mundo onde caibam todos e não um mundo transformado em meia dúzia de “quintais” só para alguns eleitos ali habitarem,e que continuam a julgar-se senhores do mundo e da vida dos outros seus irmãos!

Bom, ainda há quem esteja pior, a verificar pelas contas daqueles que só admitem uma quinta e apenas com 144.00 vagas… enfim…! Haja luz… e fez-se trevas nos olhares de alguns!

Peter

Anónimo disse...

Esperem lá, será que tal preocupação tenha a ver por eu ainda não ter recebido o “8º sacramento” como lhe chamou o Irmão Francisco, o tal “sacramento da alfândega pastoral” e por isso há que exercer maior vigilância na minha relação com Deus não vá tal “anti-teólogos” imaginar-se-atrever-se a saltar fronteiras teológicas para chegar mais rápido a Deus! Ai o maroto do Peter a querer saber mais que os teólogos! Vá lá para a fila novamente menino Peter e a apresentar as unhas para ver se estão sujas o que será prova suficiente para sabermos se andou a remexer nas terras da Nova Jerusalém ocultas e vedadas às ovelhinhas e que só se podem aceder com uma autorização especial dos mestres das teologias!

Peter

Anónimo disse...

...portanto deixa de existir uma 'sabedoria' e um 'magistério' eclesiais... é o cada um por si. Mas isso já existe e até de forma séria (muitas Igrejas protestantes) e eventualmente menos séria em muitos casos também. Agora eu como pai que quero dar educaçao catolica aos meus filhos dentro e fora de casa (ainda tenho esse direito?) terei de ficar sujeito ao caos e à imponderabilidade dos teologos criativo/individualistas e apanhar por ex a catequista Alexandra Solnado - pessoa que respeito como respeito toda a gente, mas em cuja visão ( ou visões ) e posicionamento religiosos não me revejo. Não confundam por favor a bondade de cada um e a sua liberdade individual para ter as suas ideias proprias, com o querer impedir que determinado grupo se possa rever num conjunto de ideias e cultura - neste caso da Igreja Catolica - com todos os seus ritos, defeitos e virtudes, mesmo correndo o risco de poder por vezes ser conservadora em excesso. Também então porque não acabar com os ritos, porque não um padre de fato de treino? e um Papa musculado de fio dental e brinco nos mamilos a distribuir preservativos na Praça de São Pedro à tarde e a noite nuva rave party ´homoafectiva' e porque não missas dadas por todos aqueles que por si se sintam capazes? (é necessário a ordenação? Porquê? Quem disse? Onde está escrito? Já agora porque não seguirmos a 'genial' ideia de Mao Tse Tung que cortou as cabeças de todos os budas e acabar-mos com a figura de Jesus na Cruz - esse simbolo da 'negatividade' e da 'crueldade'? E ir a casa de todas as velhinhas mandar para o lixo esses simbolos de 'crendice': as Senhoras de Fátima e todo esse 'lixo' teologico impingido pelos padres? O azedume começa sempre em mim e apartir daí tudo é mau e azedo.......a Igreja também é uma coisa 'horrivel' e 'tenebrosa' movida pelo poder....a minha familia também é constituida por gente má, tal como os meus colegas de trabalho...os vizinhos. Se a Igreja é um obstáculo à minha aproximação a Deus ninguém me impede de, em consequência, aceder a Ele pelo caminho que eu bem entender, mas deixem em Paz todas aquelas (eu me incluo) 'óvelhinhas assustadiças' que se sentem muito bem e assim querem prosseguir esta caminhada, e que pelo menos, como disse Francisco, independentemente das nossas crenças que nos separam nos encontremos nas boas acções
Jacome

Peter disse...

Jacome, não vê aqui ninguém (a não ser um comentário anónimo) a exercer alguma tentativa de cercear a liberdade de alguém formular uma opinião ou fazer algum caminho espiritual ou outro, e muito menos com exigências de "peneiragem" sobre esses passos-agires individuais ou colectivos! Discutir, partilhar e desenvolver opiniões para com isso nos aproximarmos mais da verdade é muito diferente e olhe que quero mesmo esquecer os epitáfios do “anti-teólogo” e de “palhaçadas” só porque o outro expressou algo que não concordamos, até porque essa não é a minha razão de aqui caminhar…!

E as perguntas-interrogações que aqui agora foram lançadas são apenas suas… e mesmo sendo pertinentes como são, não vejo nelas alguma razão para se carregar esse estado “assustadiço”, (no Amor não há temor), ou aquilo que citou dessas “óvelhinhas” não é feito com amor! Então, porque temer as opiniões do exterior se aquilo que eu faço o faço com amor! Agora amar não implica fechar os olhos e dizer amém a tudo… essa relação no amor não existe ou então melhor vestir a pele de hipócritas!

Jacome, atente em toda a direcção dos comentários aqui expressos e veja até na ordem que levam se aquilo que se procura é ou não aclarar e abrir caminhos a uma maior compreensão do tema principal proposto no post, (da existência do diabo), comentários que foram feitos com respeito e honestidade intelectual! E não é por isso que o tema está encerrado, antes pelo contrário, se não se alguém não está de acordo com o exposto,ou tem uma visão que ajude a trazer mais luz ao tema, pois apresente-a, como fez JMC, da discussão nasce a luz!

Quanto ao “caos” que tanto o inquieta meu caro Jacome… olhe, espero que nesta altura da vidaque não haja mesmo espaço a alguma dúvida, porque o Evangelho meu caro, ele provoca mesmo o caos na vida das pessoa quando penetra e é acolhido nas suas caminhadas pessoais ou comunitárias, ele desmonta tudo em nós e ao nosso redor… se tem dúvidas veja por exemplo a relação do conflito entre o lado da oficialidade religiosa e Jesus e este também com os seus próprios familiares e por aí adiante…! Jacome, mal vai o dia quando já não nos incomodar o Evangelho… mal vai a nossa vida cristã, acredite mesmo…!

Saudações…

Anónimo disse...

Caro Peter, não é a esse caos que me refiro. Concordo consigo se, como julgo ter entendido, se refere à necessidade de nos refazer-mos constantemente desprendendo de tudo aquilo que é acessório - também a Igreja terá de ter essa capacidade, aliás esta é uma condição do ser cristão, esta é uma condição que nos distingue enquanto seres humanos que caminham ao encontro do Senhor, numa palavra: desprendimento. Neste ponto, e retirando toda a espuma e ruído que por vezes inquina os diálogos entre posições, consigo encontrar muitas vezes tiros certeiros por parte dum certo discurso progressista, e um certo acomodamento no lado oposto. Mas infelizmente também noto associada a essas posições muitas vezes uma notável falta de conhecimento da natureza humana e mesmo falta de sensibilidade humana, no limite uma frieza que em alguns casos deixará transparecer um certo cheiro a enxofre (ou não se tivesse aqui agora a falar dele). Já agora o caos a q me referia, para quem não entendeu, incidia numa Igreja sem comunidade, sem tradição, sem rituais, sem pastores, sem o estabelecimento de um conjunto de códigos de etica e de conduta e a tal PENEIRAGEM (que nada o agrada) - sobretudo no sentido de defender os mais humildes e incultos. O Peter sabe tão bem quanto eu que nem todos são gente de bem e toda vida existiram os falsos profetas e as tais tarantulas e que a Igreja é uma estrutura humana feita de humanos e para os humanos. No final de contas foi Deus que nos fez assim . Em minha casa também existem normas de conduta e comportamento, 'rituais' etc. Aliás existem - têm que existir - assim que deixamos de viver apenas para o nosso umbigo e passamos a viver com pelo menos mais do q uma pessoa. Eu tabem 'peneiro' o que se passar em minha casa e aquilo a que sujeito os meus filhos - sobretudo quanto mais pequenos e indwfesos forem ...
Saudações
Jacome

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