quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ano da Fé. Confiança nos mercados

1.
Confiança tem sido a palavra mais utilizada pelos economistas para explicar a crise económica e financeira, mas precedida de “falta de”.

As agências de rating falam de “falta de confiança nos mercados da dívida”. Os banqueiros dizem que a falta de confiança interbancária faz subir os juros – e a prestação da casa. Os mercados dizem que não confiam neste ou naquele país. Os políticos dizem que é preciso promover a confiança. E as empresas de sondagem e os institutos de estatística medem os índices de confianças dos consumidores e dos empresários.

No fundo, tudo se resume nisto: para quê investir se não há confiança no futuro / no retorno do negócio / no pagamento da dívida / na saída da crise? É assim que a confiança caminha de braço dado com a economia. Ou antes: a economia só progride no caminho aberto pela confiança.

1 comentário:

Peter disse...



Jorge antes de tudo um bom ano para si e todos…

Só algumas questões paralelas:

Quem se move nos bastidores das agências de rating?

Quem se alimentou e gerou muito da crise actual? (os bancos não são entidades virtuais nem decidem por si mesmos… os banqueiros é que decidem posições finaceiras …banqueiros são gente ou não…!)

Os políticos são autónomos ou apenas agentes do poder económico?

“E as empresas de sondagem e os institutos de estatística medem os índices de confianças dos consumidores e dos empresários.”… encomendadas por quem? Quem paga esses estudos ou opiniões?

Meu amigo, os dados já estão viciados à partida… a questão deveria ser abordada numa noutra direcção! O problema é o HOMEM… (tanto do lado do poder económico como do que “consumidor” final…)… tudo é um problema essencialmente humano, não vem somente dos mercados… a confiança nasce e é criada pelo homem, não por qualquer equação matemática ou económica! Senão, recordemos e analisemos com imparcialidade os períodos que sugeriam grande poder e saúde económica mas que no fundo se revelaram tremendamente artificiais.. olhe o exemplo das tais BOLHAS etc.. etc… eles falam suficientemente por si mesmos…

A questão humana está por detrás desta embrulhada toda… o problema essencial a necessitar de abordagem e acção é o homem… sem esse passo, continuamos a alimentar mais bolhas ideológicas, económicas, etc.. etc… Jorge, estamos todos a precisar de assumir e ter coragem para enfrentar o verdadeiro problema… o contrário é entreter a gente e queimar tempo…

Cumps..


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