quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Uma questão de genes

Anda por aí alguma celeuma por o chefe dos lefebvriamos ter dito que os judeus são inimigos da Igreja deles - e parece que da nossa. Bernard Fellay afirmou, no dia 28 de dezembro, no Canadá: "Nós temos muitos inimigos, muitos inimigos. Mas, veja, é muito interessante. Quem, em todo este tempo, foi o mais hostil a que a Igreja reconhecesse a Fraternidade? Os inimigos da Igreja: os judeus, os maçons, os modernistas” (li aqui).

Federico Lombardi, chefe da sala de imprensa da Santa Sé, já veio dizer que o Vaticano rejeita formalmente a descrição dos judeus como sendo “inimigos da Igreja”.

Admiro-me com a repercussão das afirmações do lefebvriano, pois o carácter antissemita dos tradicionalistas, a começar pelo antissemitismo teológico, é evidente. É genético. Este assunto já por cá andou. Mas interrogo-me também sobre a pertinência do esclarecimento do porta-voz da Santa Sé. Até parece que havia dúvidas a esclarecer.

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