terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lázaro a caminho de Damasco


Tenho andado a ler, com muito gosto mas igual intermitência, “A vida privada de Maxwell Sim”, de Jonathan Coe, “a parábola perfeita sobre a sociedade moderna”, diz o “The Observer”, citado na capa. E há razões nas primeiras cem páginas para concordar.

Divorciado, deprimido, num país em recessão, Maxwell Sim (Max) cria um perfil falso para, na Internet, falar com a ex-mulher e ir sabendo de coisas da filha. Há páginas imperdíveis – para rir e pensar. A seguinte não é dessas, mas copio-a para aqui por revelar uma certa cultura/incultura bíblica.

A conversa seguinte passa-se entre Trevor (amigo de Max), Lindsay e Max. Os dois primeiros querem convencer Max a trabalhar para uma empresa de escovas de dentes. Alan Guest, proprietário da Guest Toothbrushes, acha que pode ser o David contra os Golias do mercado da higiene oral, a Oral-B, a Colgate e a GlaxoSmithKline, como afirma Trevor.


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