sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Santas e pecadoras

 No DN de hoje.


Entretanto, no "Público", uma notícia fala do escândalo da pedofilia ("abusos sexuais") no escutismo dos EUA (aqui). Agradeço a F.d'C., que me alertou para a notícia, perguntando: "Ainda continuarão a dizer que a pedofilia do clero é uma consequência do celibato sacerdotal?"

Como a pergunta foi feita neste espaço (nos comentários daqui), devo dizer que, na minha opinião, tal ligação não deve ser feita. Ou antes, julgo que não há correlação estatística para fazer tais afirmações. 

A questão é que - e essa é a perspetiva de abordagem da pedofilia neste blogue - enquanto houver a exigência do celibato para o exercício do sacerdócio ministerial, a Igreja, como instituição, não pode "lavar as mãos" deste crime e de outros crimes ou desvios - e mesmo sem ser desvios - de ordem sexual. E a prova de que a Igreja, de facto, sente este problema como seu está na emanação de normas para a admissão ao sacerdócio sobre esta questão em concreto.

3 comentários:

Anónimo disse...

Excelente distinção, que aprovo plenamente. Veremos é se quem está tão preocupado com a pedofilia na Igreja aceita essas medidas.

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

"enquanto houver a exigência do celibato para o exercício do sacerdócio ministerial, a Igreja, como instituição, não pode "lavar as mãos" deste crime e de outros crimes ou desvios"

Se a Igreja abolir o celibato, então aí poderá lavar de vez as mãos???

Anónimo disse...

O problema da pedofilia não tem a ver com qualquer celibato. Tem a ver com o ser humano (principalmente homens). Onde houver homens... Ao ocorrerem no seio da Igreja causam impacto na sociedade pelo exemplo que esta deve dar. Supostamente, os homens e mulheres da hierarquia da Igreja são pessoas maduras o suficiente e impares. Supostamente, todos estão sujeitos a exames psicológicos e outros que permitem avaliar os seus comportamentos/personalidade. A carne só é fraca até onde o ser humano permitir.

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