domingo, 28 de outubro de 2012

Como a justiça da Igreja inspira as condenações de hoje


Lance Armstrong


Na “2” do “Público” de hoje, na página 4, dois comentários sem relação um com outro afirmam,

- o primeiro, sobre a condenação de cientistas italianos por não terem referido o risco de sismo à população de Áquila (morreram 309 pessoas), que o El Mundo “lembrou Galileu a propósito da condenação”;

- o segundo, sobre a condenação do ciclista Lance Armstrong, agora destituído dos seus sete títulos do Tour de France, que o El País ouviu de um advogado australiano, Martin Hardie, que este era “um caso de fixação no conceito de culpa mais próprio da Inquisição da Idade Média do que da modernidade”.

E eu fico a pensar:

a) que os jornalistas do "Público" andam a ler demasiados jornais espanhóis;

b) que a história da Igreja da continua a ser fonte fértil exemplos elucidativos para o que hoje acontece;

c) que o advogado australiano precisa de umas lições de história da Igreja (ou do Mundo), pois a Inquisição que mais abusou da “fixação no conceito de culpa” foi a da Idade Moderna e não a medieval.

Sem comentários:

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