domingo, 7 de outubro de 2012

Bento Domingues: "A religião terá futuro?"


Texto de Bento Domingues no "Público" de hoje. "É próprio da idolatria absolutizar obras das nossas mãos. (...) A verdade é fruto de uma busca humilde e do acolhimento da divina graça".

10 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia Jorge.

Tem acompanhado o escãndalo de se ter descoberto na BBC uma rede de pedófilos (conhecida e encoberta pelos responsáveis) que, até trabalhando em programas infantis, abusaram mais de 200 crianças? logo na BBC que foi dos media que mais atacaram a Igreja (ou não fosse o seu responsável de temas religiosos um muçulmano que disse que os não-muçulmanos são como gado!!! e na mais recente produção da mesma sobre a "História do Mundo" demora-se 8 minutos em Jesus e um episódio inteiro acerca de Maomé)... veremos se os media por cá falam disso ou o silêncio corporativo imperará... veremos, ainda, se continuarão a querer equacionar celibato com pedofilia...

um abraço,

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

Aqui está um link para as palavras daquele responsável da BBC

agora, e com o autor deste texto, pergunto: o que seria se tivesse sido um cristão a dizer isso?

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

Pelo que se vê pelo Mundo, pelas religiões, pelo que aqui se vai escrevendo e lendo, NÃO, A RELIGIÃO NÃO TERÁ FUTURO.
A ESPIRITUALIDADE, SEM RELIGIÕES, SIM!

Anónimo disse...

Anónimo das 12.50;

já escrevi isto à umas semanas: pode dizer-me como é que concebe uma espiritualidade sem uma religião? sabe? é que para mim aquela sem esta pura e simplesmente não existe. Obrigado desde já pelo seu tempo e pela sua resposta.

Fernando d'Costa

Anónimo disse...

A dimensão espiritual existe e necessita de alimento, mas a institucionalização e hierarquização vai, aos poucos, afastando fieis. Cristo acolheu todos sem excepção e os seres humanos, em nome das religiões e daquilo em que acreditam, acham-se no direito de repudiar alguns. Por isso mesmo a Igreja deixou de ser una. Nós somos o resultado daquilo que aprendemos e daquilo que nos vai sendo ensinado. Quando nos tornamos adultos (na maturidade) é que nos tonamos capazes de seleccionar entre tudo o que nos é dado a conhecer, mas depois há a sociedade em que nos inserimos. Nem todos tem a coragem de se afirmar perante a possibilidade de serem mortos. Se a humanidade aprendesse a respeitar todo e qualquer ser (racional ou irracional) e colocasse esse mesmo ensinamento em prática, certamente a religião perderia força. A força da religião está sobretudo no medo (numa boa parte, medo da rejeição e do castigo). Erradamente, o temor a Deus é visto como medo de Deus e isso leva, por parte de alguns, às mais bizarras loucuras. Pensar numa espiritualidade sem uma religião instituída e organizada acarreta um sentimento de liberdade e de aceitação alargados onde não impera o medo, mas a busca do equilíbrio interior.

RS

Anónimo disse...

Caro anónimo das 10:29 (não sei se RS são as suas iniciais);

gostei de ler as suas palavras, mas de onde lhe vem a ideia de que como seres humanos possuimos uma dimensão espiritual? onde está esta alicerçada? ou será algo de infundamentado por ser a mais basilar de todas as dimensões humanas? e como a caracterizaria? seria algo meramente imanente ao ser humano ou aberta a algum tipo de transcendência (pessoal ou impessoal)?

pergunto isto devido a distintas expressões que usa, mas em particular a ideia expressa no busca do equilíbrio interior.

de qualquer modo posso dizer-lhe que como cristão vivo a minha fé sem temor de Deus (ou de quem quer que seja), pois sei e vivo que, como diz a primeira carta de São João, «o amor verdadeiro elimina o temor»... e como é belo ser livre em Cristo! se o islão pode ser traduzido por um submete-te, o cristianismo histórico (não o de algums movimentos que se dizem cristãos apesar de distorcerem o que é o cristianismo) é todo ele um discerne.

aguardarei as suas palavras.

Fernando d'Costa

Carlos Moreira disse...

É escusado usarem o vosso latim uns contra os outros. Vai haver sempre ateus e agnósticos que não acreditam a defender a sua posição até à última, e vice-versa. Este tipo de discussões não se vencem, evitam-se.

Anónimo disse...

de fato... o medo de Deus não advém da religião... mas na falta de conhecimento de Deus... do Deus verdadeiro, não do forjado por nossos gostos pessoais...

Anónimo disse...

Carlos,

olhe que como cristãos estamos chamados a dar a razão da nossa vida cristã. Não me parece que o Fernando esteja a entrar em discussões, mas num diálogo. Já viu se os primeiros cristãos não entrassem no que você chama de « discussão »?

Américo Mendes

Anónimo disse...

Durante muito tempo, muitos entendiam temor a Deus como temer Deus. Ter medo de Deus. Temor a Deus não é isso. Temor a Deus é entendê-lo como algo superior, perante o qual ficamos atónitos e sentimos necessidade de mudar e de agir. Por isso mesmo se diz que a fé sem obras é morta. Se dentro do ser não houve mudança e um impulso que a "obriga" a agir, então, provavelmente ainda não houve o despertar. Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Onde habita Cristo, habita o amor. É uma força tão forte que nos impele a fazer o bem. A dimensão espiritual deve ser constantemente alimentada: "Nem só de pão vive o homem". Quando colocamos demasiadas barreiras à entrada e fazemos demasiadas questões, afastamos quem procura o alimento para o espírito. Devem haver certas orientações de vida em Cristo (deixadas por Ele próprio), mas as regras vistas o olho humano podem ter outros alcances adversos ao divino. Por minha parte acho difícil acreditar em Cristo como Filho de Deus, ser cristão, e não ter temor a Deus Pai.

RS

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