terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como aprender a gerir o instante a pensar no longuíssimo prazo


Histórias de dinheiro na Bíblia
Sociedade Bíblica
152 páginas


É impossível não pensar e falar de dinheiro, até porque este, enquanto meio para outros fins e nunca como fim em si próprio, não é intrinsecamente mau. Fala-se dele porque é pouco, porque uns têm muito e outros vivem mal, porque sobram dias no fim do salário, porque aumentam os impostos, porque há desemprego, por ganância, por inveja, por solidariedade e até por gratuidade.

O Antigo Testamento está repleto de histórias em que as questões financeiras têm um papel importante. E o Novo testamento contém inúmeros avisos e recomendações sobre a gestão das finanças. “Jesus fala mais de questões financeiras do que do céu e do inferno, (n)uma ligação direta com a vida dos seus ouvintes” (pág.15).

Este livrinho faz parte de uma nova coleção que explica a Bíblia a partir de temas que a percorrem do princípio ao fim. Num outro volume já saído, fala-se de “histórias de amor”. Amor humano, entenda-se.

No caso do dinheiro, partindo das situações tão humanas como a divisão de terras entre Abraão e Lot, as riquezas de Salomão (que impressionam a rainha de Sabá), a vinha de Nabot, a dracma perdida da parábola de Jesus ou o apelo de Paulo aos ricos, entre tantos outros episódios, somos interrogados sobre a nossa relação com dinheiro.

Sabemos bem que as “coisas que não podem ser compradas são as que tornam a vida digna de ser vivida”: as pessoas importantes para nós, a saúde, a educação, o relacionamento com Deus… Mas também estas têm de ser geridas, quase sempre por nós, humanos.

Há sempre, pois, a questão da gestão, ainda que noutros prazos. A época moderna, mesmo a longo prazo, pensa nos próximos dez anos. Os políticos pensam nos próximos quatro ou cinco. Mesmo as políticas geracionais apenas pensam numa ou duas gerações. Já a Bíblia ajuda-nos a “planear para a eternidade”. “Onde está o teu coração? Que Deus vais servir?” (pág. 152).

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