domingo, 19 de agosto de 2012

Da prisão para o mosteiro


Michelle Martin, ex-mulher e cúmplice do pedófilo Marc Doutroux, vai entrar para o convento das Clarissas de Malonne, sul da Bélgica, depois de cumprir mais de metade da pena de 30 anos (foi condenada em 2004, após oito anos de prisão). Durante a estadia na prisão, tornou-se muito religiosa. Li aqui. As famílias das vítimas consideram a libertação um “ultraje”.


Noutros tempos, um criminoso convertido parecia mostrar a riqueza e superioridade moral do catolicismo. Hoje, um cúmplice de pedofilia convertido deixa(-me) muito desconforto.

8 comentários:

Anónimo disse...

Quem sabe se não se tornará santa...

Anónimo disse...

uma cúmplice de pedofilia (por mais execrável que este crime o seja) não tem o direito de se arrepender e se converter?
oras...
então quem o teria?
e para que serviria a história de um Deus que é perdão?

Anónimo disse...

Claro que sim.
E a igreja transformá-la em "santa", também.

Anónimo disse...

Amém
e que nos torne a nós todos...

Anónimo disse...

Tomara a Igreja de ter capacidade de se tornar a ela própria santa. Está bem longe disso!

João Silveira disse...

Jorge, o apóstolo do perdão, decide quem não pode ser perdoado, por mais que se arrependa. Não deixa de ser irónico

Jorge Pires Ferreira disse...

João, o perito da interpretação, escreve mais uma das suas frases incompreensíveis. Isso que escreveu tem a ver com o quê? Não certamente com a notícia nem com o meu desconforto. Que é só um sentimento. É que se tem, não tem nada a ver.

Unknown disse...

Quero dizer que a conheci pessoalmente. Impressionou-me a forma como falava de que o facto de estar arrependida não mudasse a atitude dos outrora face a ela quando o arrependimento me parece implicar a aceitação tranquila deste desfazamento por erro nosso assumido com o seu preço. Falava como se tivesse impaciente e frustrada de não ter um benefício externo deste. Também me impressionou o sentido de humor que jogava ainda sobre a falha e me pareceu no limite de perverso. Compreendo que as Irmãs a tenham expulso e estou convencida que também para ela tenha sido um alívio.
Os média dela têm medo e preferem cair sobre a Geneviève L'Hermitte que é perfeitamente inofensiva mas a quem por pressão deles foi recusada a libertação para idêntico tempo de pena.
Tam

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