domingo, 24 de junho de 2012

O bispo argentino


Bernard Quiriny 

Li há pouco tempo um espantoso conto, “O episcopado da Argentina”, de Bernard Quiriny. Um dos melhores contos dos últimos tempos. Bem, outros terão opinião diferente. Dei-o a ler a alguém muito chegado e essa pessoa deu nota fraquinha: “Nada de especial”.

É narrado por uma senhora que entrou ao serviço do bispo de San Julián em 1939. Fala de um bispo argentino. Não sei se existe tal diocese. Mas de certeza que não existiu o caso narrado. Poderia resumir as 14 páginas do conto em três ou quatro frases, mas estragava o prazer de potenciais interessados na narrativa. De qualquer maneira, há um aspeto que posso já adiantar: a reputação do bispo e as suas virtudes de homem de Igreja nunca estão em causa.

Perguntaram-me por que é que eu não escrevi sobre o bispo argentino. Pronto. Está feito. Escrevi sobre o bispo argentino.

O resto do livro do autor belga, mas edições Ahab, é mesmo muito bom para quem aprecia histórias entre o fantástico e o assombroso. Chama-se “Contos Carnívoros”.

3 comentários:

Anónimo disse...

Fernando Maria Bargallo - o "outro" bispo argentino, suponho - acabou de pedir a saída do episcopado. O seu pedido foi imediatamente aceite e será substituido por Alcides Jorge Pedro Casaretto.

Fernando d'Costa

Jorge Pires Ferreira disse...

Sim, enquanto outro Fernando, o Lugo, ex-bispo, deixa a presidência do Paraguai.

Não é fácil ser Fernando e bispo na América do Sul.

Alguém da minha família dizia que santo António só era santo porque tinha deixado de ser Fernando. Suponho que era um dito antigo.

Anónimo disse...

Parece que os Fernandos assumem o que fazem, o que nos dias que correm, é UMA VERDADEIRA VIRTUDE!!!

Lá vai por outros, não chamados Fernando, que tudo fazem para encobrir, para que não se saiba que são seres humanos, tal como Fernando Bargalló, e por isso não resistem aos apelos da carne.

Não conseguir resistir é perfeitamente natural, ao contrário do que esta gente "santa" nos quer fazer crer!!!

Mas o que muitos deles e elas fazem entre quatro paredes fazia corar as pedras da calçada!
Cala-te boca!...

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