terça-feira, 30 de agosto de 2011

Três histórias do grande Pio XI


Todo o precedente teve um início
Pio XI impôs-se desde as primeiras horas que se seguiram à sua ascensão ao sólio pontifício. Ele quis que a sua antiga doméstica de Brianza, Teodolida Banfi, ao seu serviço há muito tempo, permanecesse como governanta do apartamento pontifício. Foi-lhe explicado que não era conveniente que uma mulher desempenhasse esse serviço, já que não havia nenhum precedente a esse respeito. "Todo o precedente teve um início", respondeu o papa. "Isso não pode impedir-nos, portanto, de criar um precedente".
(Bom para argumentar contra os que dizem que as mulheres nunca serão ordenadas porque nunca foram ordenadas.)

Como fazer aparecer documentos
Pio XI raramente perdia a paciência, mas, quando isso acontecia, todos se lembravam disso por um bom tempo. Como aquela vez em que não se conseguia encontrar um determinado documento nos arquivos do Santo Ofício, e o Papa Ratti convocou um de seus colaboradores, dizendo: "Ou esse papel aparece, ou todos os dirigentes da Suprema Congregação desaparecem". O documento foi encontrado em menos de uma hora.
(Há quem só trabalhe bem sob pressão. É próprio dos latinos.)

Mudança de ares
Quando Hitler visitou Roma, acolhido triunfalmente por Benito Mussolini, Pio XI deu ordens de que nenhuma bandeira fosse exposta nas sacadas dos palácios da Santa Sé, abandonou a capital, retirando-se para Castel Gandolfo, e fez escrever no “L'Osservatore Romano” que o ar do Castelo lhe fazia bem, enquanto o de Roma lhe fazia mal.
(A chamada retirada estratégica.)


De onde vieram estas, o "Vatican Insider", há mais. Estão traduzidas em português aqui.

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