sábado, 6 de agosto de 2011

A "Terra benedicta" do Benedito XVI

O Papa está ali ao pé de São Pedro

Há dias, mais concretamente no dia 30 de Julho, Bento XVI foi visitado por um grupo da sua Baviera natal. Ao saudar o Papa, o presidente deste estado federal, que integrava o grupo, disse que a Baviera é uma “Terra benedicta". O Papa gostou, claro, e, de improviso, disse:
A nossa terra é verdadeiramente 'Terra benedicta' graças ao Criador: ele nos deu as montanhas, os lagos, os vales, as florestas. Devemos ser-lhe gratos porque ele nos deu confiou uma parte tão preciosa da Terra. 
Mas a nossa terra é plenamenteTerra benedicta” substancialmente porque os homens foram tocados na fé pela beleza da criação e pela bondade do Criador e, tocados por ele, souberam dar à nossa terra pleno esplendor e capacidade de refleti-lo. 
O que seria a Baviera sem as torres com cúpulas das nossas igrejas, sem o esplêndido barroco e a alegria dos redimidos que nelas se expande? Sem a nossa música, a sacra – que faz olhar diretamente para o Paraíso – e a profana? [...] Sem a igrejas, as cruzes das ruas, as capelinhas [...] a Baviera não seria a Baviera; sem a sua música, a sua poesia, a afabilidade e a cordialidade e a alegria que recém experimentamos... Alegria, cordialidade, bondade só crescem, no entanto, se o céu acima de nós está aberto. 
Nem todos dias são ensolarados [...] às vezes, temos que atravessar vales obscuros. Mas podemos fazer isso permanecendo alegres e humanos se o céu está aberto para nós, se fomos tocados pela certeza de que ele nos ama em tudo, que Deus é bom e que por isso é bom ser homem. 
A Baviera tornou-se aquilo que é partindo dessa certeza, e nós todos rezamos e esperamos que assim permaneça. Para que ela possa permanecer assim e continuar sendo sempre bonita, e as pessoas possam continuar dizendo sim à vida, ao futuro, é importante que não percamos o esplendor da fé, que permanecemos sendo fiéis, cristãos, católicos, onde católico também significa ser sempre 'aberto ao mundo', amar o mundo e acreditar juntos; significa ser tolerantes e abertos uns aos outros à cordial fraternidade perante aqueles que sabem que pertencem ao único Pai e que sabem ser amados pelo único Senhor.
Mas a Alemanha, no seu conjunto, e quase de certeza também a Baviera, está a sofrer uma transformação que não é propiamente positiva para o cristianismo, se este for medido por números. Em 2010, pela primeira vez, os novos baptismos foram ultrapassados pelos abandonos da Igreja Católica (170 mil contra 181 mil).

De 22 a 25 de Setembro, Bento XVI vai à Alemanha. Mas não à Baviera.


Estes apontamentos basearam-se no que li aqui.

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