quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

29 de Dezembro de 1926. Morre Rainer Maria Rilke

Rainer Maria Rilke, poeta, escritor, crítico, nasceu no dia 4 de Dezembro de 1875, em Praga (que então fazia parte do Império Austro-Húngaro), e morreu no dia 29 de Dezembro de 1926, em Raron (Valais), Suíça, onde está sepultado. Morreu de leucemia. O epitáfio, da sua autoria, diz em alemão: “Rosa, ó contradição pura, prazer de ser o sono de ninguém debaixo de tantas pálpebras”.

Nome maior da literatura de língua alemã, Rilke escreveu, entre outras obras, “As elegias de Duíno”, “O Livro das Horas” (que muito influenciou Etty Hilessum), as “Cartas a um Jovem Poeta” e as “Histórias do Bom Deus e outros textos” (contos).

Rilke foi educado como católico, mas durante a adolescência revoltou-se contra a fé católica, escrevendo poemas anticristãos. Mais tarde, pelos menos na sua escrita, nas “Histórias do Bom Deus”, reconcilia-se com a fé cristã, mostrando a interdependência entre ser humano e Deus, a fraternidade, a humildade, a compaixão pelos pobres e explorados.

Nas “Elegias”, obra maior, medita sobre a existência humana. A transcendência não está ausente. Primeiros versos:

Se eu gritar, quem poderá ouvir-me, nas hierarquias
dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse
para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua
natureza mais potente. Pois o belo apenas é
o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,
e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha
destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

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