quinta-feira, 30 de maio de 2013

"Precisamos de mais exorcistas"



No "Correio da Manhã" de hoje. As declarações do padre e o testemunho da ex-possessa confirmam o que tenho vindo a dizer (como outros): os céticos e os ateus estão mais bem preparados para combater o diabo. A eles o diabo não lhes toca.

Por outro lado, contrariando um comentário de alguém defensor da existência pessoal do diabo num texto anterior, os supersticiosos e adeptos de subprodutos religiosos e para-religiosos estão de facto mais vulneráveis aos ataques do mafarrico. Em vez de "precisamos de exorcistas" para combater os sintomas, deveria ser "precisamos de cristãos mais esclarecidos" que não procurem superstições e caminhos erráticos (causas).

Quanto ao recato destes atos, pois. Se deixassem entrar uma entidade independente (um parapsicólogo, um psiquiatra, um investigador destes casos - nos EUA há um grupo de cientistas que ainda está à espera de uma possessão real, embora confirme o efeito que dizem ser "placebo" dos exorcismos e orações), seria interessante.

14 comentários:

Anónimo disse...

Caro Jorge;

Já foi dito neste blog que os demónios não atacam os ateus, o que à partida invalidava, (ou seria um argumento para invalidar), a existência dos ditos.

Parece-me que esta afirmação é falaciosa, porque mesmo que houvesse casos de possessão a ateus, esta “possessão” seria encarada não como possessão, mas sim como um qualquer transtorno mental.

E, na mesma linha de raciocínio, tanto os ateus não se acreditam na existência do demónio como também não se acreditam na existência de Deus. Para eles, Deus está ao mesmo nível do coelho da Páscoa, do pai natal, da fada dos dentes ou do capuchinho vermelho, (com ou sem lobo). Para eles é tudo fantasias criadas pela mente humana. Quem não crê, não vê. No entanto, o facto dos ateus não se acreditarem na existência de Deus, não é razão suficiente para que o Jorge duvide da existência Dele. Certo?

Quanto o Jorge afirma que os demónios não possuem ateus, O Jorge cai em mais uma falácia, que é a da generalização.

A isso contraponho uma experiência que acompanhei muito de perto, e que se passou com o filho de um casal que vive na casa encostada à minha. A casa une-se pelos jardins, e eu e a minha mulher fomos acompanhando o caso do filho que, conforme nos ia contando a mãe, via, ouvia e sentia coisas, (não vou entrar em descrições pois algumas são arrepiantes), e devido a esse facto os pais andaram durante DOIS ANOS a saltar de um psiquiatra para outro. Foi-lhe mudada várias vezes a medicação, as dosagens, as combinações de fármacos, teve acompanhamento psicológico, e … nada. O rapaz, mercê dos efeitos das medicações mais parecia um morto-vivo, a definhar dia a dia e continuava, a relatar …. Coisas.

Continua...

Anónimo disse...

Continuação

É neste ponto em que eu e a minha mulher entramos. A coisa passou-se assim: Uma colega de trabalho da mão do rapaz aconselhou-a a procurar um determinado padre na zona de Aveiro. (Sou propositadamente vago quanto à localização), pois ao nível dos fármacos não havia saída. A mão ligou para esse senhor padre que lhe marcou um dia e uma hora concreta.

Ficou combinado que eu e a minha mulher levaríamos a mãe e o rapaz, pois o pai opôs-se veementemente a seguir essa alternativa. É que, eu ainda não o disse, mas eles eram ateus. (Eu sou católico). Aliás, no início, quando levámos o rapas ao sr. padre, foi com o desconhecimento do pai. E não fui eu nem a minha mulher que incentivamos a mão a ir ao tal padre. Foi ela em desespero de causa quem nos pediu ajuda.

No dia marcado para ir a primeira vez, a irmão do rapaz adoeceu, ficando portanto a visita ao padre sem efeito.

Após nova marcação, quando estávamos prontos para ir, o meu carro não arrancou. Nem sequer o consegui por a trabalhar. Portanto, perdemos a hora.

Na terceira tentativa, a minha mulher espetou a mão no gradeamento do nosso jardim e tive que ir co ela para o hospital. Portanto foi adiado mais uma vez.

Na quarta tentativa, o pai do rapaz apareceu em casa antes da hora, pois trocaram-lhe os turnos sem explicação.

Na quinta tentativa a tia do rapaz adoeceu.

Só há sexta vez, e debaixo de uma inesperada chuvada e vento forte conseguimos ir, apesar do mecanismo que abria o portão da minha garagem ter avariado e eu ter que a abrir manualmente.

O que se passou na primeira sessão com o sr padre não o vou relatar porque acho que não o devo fazer num espaço público. Mas se quiser digo-lho em mensagem privada. Fomos a várias sessões. Só assisti à primeira pois não tive estômago para mais. Ficava completamente arrepiado. A minha mulher, que não professa nenhuma religião teve muito mais coragem do que eu. E havia um grupo de pessoas que ajudavam o padre, sobretudo com orações.

Resultado: Passado cerca de uns dois meses, o rapaz começou a recuperar, e libertou-se das pesadas medicações que tomava.

Exigências do padre, (que nunca levou nenhum dinheiro):

- Frequência da Missa todos os domingos, tanto do rapaz como do resto da família
- Participação na Eucaristia (ele incidiu muito neste ponto)
- Frequência do Sacramento da Reconciliação sempre que possível
- Leitura diária em casa de uma passagem dos Evangelhos
- Prática diária de oração

Lembro-me destes, mas porventura haverá outros.

Não sei o que rapaz tinha. Se eram “demónios”, ou “almas penadas”, ou algo mais que me escapa. Sei que ele ficou bem.

E agora o que me diz o Jorge? Foi efeito placebo?

Só sei que o rapaz ficou bem

P.S. Durante algum tempo após estes acontecimentos tive algumas experiências “estranhas”, sobretudo no meu local de trabalho, sobretudo quando estava sozinho. Se quiser conto-lhe algumas. Atribuo-as a uma espécie de “retaliação” feita sobre mim. Será? Não sei. Passei a decorar dois Salmos e a recitá-los. Um começa assim: “ O Senhor é meu Pastor, nada me faltará”. O outro começa: “Das profundezas clamo por Ti, Senhor”, passei a andar com uma versão de bolso dos quatro Evangelhos e lia de vez em quando umas passagens.

Não estou a afirmar nada. Só pendo que é leviano afirmar tão taxativamente que “algo” não existe, sobretudo vindo de alguém como o Jorge que tem uma cultura muito acima da média.

Lá dizia o outro: “Há mais coisas entre o céu e a terra…” O Jorge conhecerá o resto da frase.

Abraço

Anónimo disse...

Peço desculpa por alguns erros ortográficos ou incorrecções dos meus textos anteriores. Saiu tudo de "corrida" e sem segunda leitura.

Abraço

Anónimo disse...

Nada do que relata configura a necessidade de se acreditar numa possessão. Garanto-lhe.

Por outro lado: ainda acham que o tipinho de Lamego não é, como dizia o outro, um vaidoso do caraças?

Anónimo disse...

Possuído é o Sousa Lara: possuído pelo desejo de fama.

Anónimo disse...

Já agora, aproveitando o ritmo das “partilhas” também conheço alguns casos, participei em “sessões” que estavam programadas num dia fixo na semana!... e normalmente eram sempre as mesmas “vitimas” a participar!.. uma delas, durante a semana andava e agia normalmente como qualquer pessoa, era até alguém muito extrovertida e alegre, mas naquele malfadado dia, a coisa mudava completamente… a “sessão privada” (extra oficial), durava uma hora quando a coisa não esperneava muito.. depois, lá voltava tudo ao ritmo normal! Interessante como o “dito-cujo” tinha hora e sitio marcado e a equipa das “cobaias” já feita, sempre as mesmas mulheres e das mais “humildes” do lugar… estranho é que nunca apareceu ali nenhum homem a pedir ajuda!

Safa, acho que para perceber o tema não é necessário um diploma, nem sequer muita “cultura”, para mim bastou-me andar moído uns dias por causa de um trambolhão acompanhado pela histeria de uma daquelas almas que não me queria largar depois do empurrão, para saber de quantos rostos é feito esse sombras! Já agora, no outro dia ao encontrar tal “alma penada” na rua, nunca vi um sorriso tão largo e plácido como aquele que me dirigiu! Sobre o trambolhão, nada, nem sequer um desculpa lá qualquer coisinha…! Bom, lá me deu um beijo habitual na saudação que não recusei, mas confesso que o meu coração ficou na defensiva, não fosse o meu corpinho ter que experimentar também aquele alcatrão daquela rua! Resumindo, aqueles episódios fariam invejar qualquer companhia de teatro! E digo sem qualquer pudor e com todo o respeito: não precisamos absolutamente nada de mais exorcistas, o que precisamos urgentemente é de bons psiquiatras e psicólogos e sobretudo muita paciência e abertura na escuta e na compaixão! Ah… já agora, não esquecer também de andar apetrechado com algum creme anti-inflamatório para os efeitos colaterais!

Peter

Anónimo disse...


De qualquer forma, factos são factos.

1 - Os psiquiatras não deram conta do "coiso", o que quer que ele fosse.

2 - o padre defenestrou a "criatura" fosse lá o que ela fosse.

3 - Fui pessoalmente "incomodado" pelo que quer que fosse, durante algum tempo após o caso.

Conclusão: Houve algo em toda esta situação que não consigo definir. Chame-se-lhe "demónios", "entidades", "espíritos" ou o que se queira. Tanto se me faz. Não faço disto cavalo de batalha nem exemplo para a vida.

Não sou nenhum ingénuo e tenho alguns conhecimentos bíblicos. Também sei que as "almas penadas" não são compatíveis com a visão do homem como um todo segundo a cultura hebraica, e também sei que quando se fala nos Evangelhos de divisão corpo / alma, temos que encarar essas passagens sob o ponto de vista da cultura grega.

O que aconteceu fez-me repensar as "certezas" que eu tinha em relação a estes temas. Só isso.

Ninguém é dono da verdade absoluta e universal.

Abraço

Anónimo disse...

Se eu estiver convencido que estou possuído, não há médico algum que me ajude, mas um padre qualquer, fazendo-me crer que estou a ser exorcizado, pode ajudar-me. Nada de raro ou fora do comum nisto.

Anónimo disse...


“Se eu estou convencido que estou possuído, só um padre me pode ajudar. E se o padre o confirma é porque estou possuído, e só ele me pode ajudar”…

Essa logica é a da pescadinha de rabo na boca. Os ateus usam esse tipo de raciocínio para invalidar a existência de Deus. “ A bíblia diz que Deus existe, mas quem escreveu a bíblia foi Deus”. Há um vício nesta afirmação, que é mais conhecida por falácia de petição de princípio. A conclusão está contida nas premissas.

O que saliento neste caso, (e o que me fez colocá-lo aqui), foi o facto de o Jorge ter escrito que os demónios não "atacavam" ateus.

O caso em concreto que eu muito abreviadamente expus, contraria essa afirmação, pois deu-se dentro de uma família ateia, (que já não o é), e que antes de recorrer aos serviços de um exorcista houve um percurso pelo foro da psiquiatria.

O recurso ao exorcismo, (se é que o foi), foi-o só em última instância e sugerido por alguém de fora da família.

Há alguns pormenores ligados a este caso que muito me intrigaram. O próprio acto dos sucessivos impedimentos para a primeira deslocação ao padre indiciarão algo. Coincidências? São muitas. E houveram outras coisas que racionalmente não sei explicar, mas que foram muito estranhas e saíram fora do “normal”. Não as vou enumerar aqui pois cairia no risco de poderem ser consideradas como sugestões, ou apenas impressões subjectivas. Não sou muito permeável a esse tipo de coisas. Só sei que há (?) forças (?) externas que actuam no nosso meio. O que são, não sei. A Tradição fala de demónios. Há quem fale de sobrenatural. O sobrenatural é um conceito muito vasto, cabendo nesta definição quase todo o tipo de fenómenos não explicados. O Padre Carreira da Neves acredita na parapsicologia. Pelo menos afirmou-o numa entrevista que há uns tempos. Enfim cada um que tire as suas conclusões.

Jorge Pires Ferreira disse...

Caro anónimo que ajudou um possesso:

1 Obrigado pela partilha do caso, incluindo a meia frase de Shakespeare no final.

2. Nem todas as possessões são transtornos mentais. Muitas são coisas que não se conseguem explicar. Por agora. No passado, eram muito mais os casos em que se acreditava estar na presença do demónio. Vão diminuindo com o tempo. E parece que os casos do diabo acontecem mais em determinadas situações e períodos. Mais em adolescentes e em mulheres, por exemplo (e os exorcistas são todos homens), mais em períodos de instabilidade pessoal e social, mais em certos ambientes. Digamos que o diabo gosta de estatísticas. Não creio que seja previsível, mas acontecido o caso, enquadra-se em determinados padrões.

3. Diz-me que é uma falácia afirmar que os demónios não atacam os ateus, pois eles nunca os reconheceriam, já que encarariam a possessão como transtorno mental. Desta sua afirmação (juntei duas afirmações suas, mas julgo que fui fiel ao seu pensamento), depreendo que ou:
a) o diabo não ataca mesmo os ateus (e aí terei razão: o ateísmo será então uma boa defesa contra as insídias do demónio; note, no entanto, que aos ateus costumo aliar os céticos; eu sou cético em relação às possessões, mas não sou ateu).
b) o diabo ataca ateus, mas como são ateus (ou céticos), procuram uma terapia diferente (em psiquiatras, médicos, parapsicólogos, etc.). Esta segunda opção é interessante. Pena pôr em causa a solução dos exorcistas. Ou seja, não são só os exorcismos que curam as possessões.
Mas acontece que já morreu gente a quem foi negado um médico (na fase final), mas não um exorcista. Escrevi umas breves notas sobre Anneliese Michel aqui: http://tribodejacob.blogspot.pt/2010/07/1-de-julho-de-1976-morre-anneliese.html
Eu gostava de imaginar uma terceira hipótese:
c) o diabo ataca ateus e eles, percebendo que se trata de um ser sobrenatural, convertem-se. Aí teríamos uma situação interessante: o diabo a aproximar alguém de Deus, o que não deixa lá muito bem o diabo no seu papel de separador. “Diabo” (diabolos opõe-se as symbolos) quer dizer “aquele que separa”. Poderia o amigo dizer que esta razão é precisamente o motivo teológico – ontológico mesmo – para que o ateu não sofra possessões. Mas então temos novamente que o ateísmo não aproxima de Deus, mas ao menos afasta o diabo.
Curiosamente, o que vejo em muitos relatos de possessões (como o seu) é que, no final, as pessoas aproximam-se de Deus e rezam mais. Acho estranha esta contradição essencial entre o que diz a doutrina tradicional do diabo e dos demónios e os efeitos práticos da possessão. (Mas adianto que não acho estranho que uma pessoa, depois de uma experiência intensa – uma doença, um trauma, um drama, uma perda, um acidente, um caso inexplicável, reze mais e se aproxime de Deus).

Jorge Pires Ferreira disse...

4. Mas com isto chegamos ao ponto fulcral do meu adiabismo (ateísmo para o diabo). É que se se provar que há um fenómeno sobrenatural nas possessões, fica provada a existência do sobrenatural e, consequentemente, abre-se uma porta para demonstrar de Deus. E lá se vai a fé e a transcendência do sobrenatural (que é diferente da leitura da presença de Deus na nossa vida – algo que vamos fazendo em todos os acontecimentos e que penso que o sr. também fez no caso que contou). Lá se vai a liberdade para acreditar ou não.

Por razões teológicas, não acredito que as possessões, por mais estranhas que sejam, sejam manifestações do sobrenatural no natural. E, de facto, encontram-se explicações para os casos mais enigmáticos (saber línguas desconhecidas, objetos a arder, coincidências mirabolantes…). Obviamente, eu não as posso dar. Mas conheço algumas pessoas (e literatura) que sim, sem recorrer a exorcismos, e ainda que concorde que os exorcismos têm efeito psicológico, placebo ou não.

Dir-me-á, então, que o diabo é uma questão de fé. Ou se acredita nele ou não. E, no limite, poderemos sempre ver em certas situações a ação do diabo/demónios, para as quais nunca haverá uma certeza científica (como para Deus) – já que os métodos naturais não podem lidar com o sobrenatural. Admito que a hipótese é razoável e podemos ficar por aí. Ou seja, cada um fica na sua. Acrescento apenas este diabo tem pouco a ver com o mal moral. E, por essa via, tem tanto a ver com a salvação como uma doença grave, um caso traumático. O diabo das possessões é teologicamente inconsistente. Já o mal moral, que alguns também atribuem o diabo, é outra coisa.

Já agora, sugiro a leitura destes casos que foram solucionados (concorde-se ou não com as causas e a mecânica das coisas) sem recorrer a exorcismos, quando as pessoas por vezes queriam isso mesmo.

http://www.marialuisaalbuquerque.eu/include/paginas.php?nome=parapsicologias&accao=ver&id=5


Ainda os ateus, Deus e o diabo.
Diz-me que os ateus não acreditam na existência do demónio como não acreditam na de Deus, que para eles está ao nível do coelho da Páscoa e do Pai Natal. Pela mesma ordem de ideias, se eu acreditar em Deus tenho de acreditar no demónio, no coelho da Páscoa e do Pai Natal? Há níveis, pois claro. Evidentemente, Deus, no acreditar, não está ao mesmo nível do diabo/demónio. E nós não somos maniqueístas que não sabem viver sem os dois princípios.
Desculpe se lhe respondi demasiado apressado e com saltos nas ideias.

Anónimo disse...

Se eu estiver convencido que estou possuído, não há médico algum que me ajude, mas um padre qualquer, fazendo-me crer que estou a ser exorcizado, pode ajudar-me. Nada de raro ou fora do comum nisto.

Anónimo disse...

Parece-me, que afirmar que os ateus não são possuídos pelo diabo, é curioso! Não será que os ateus, já farão de algum modo, parte do "clube"? Não será que o diabo precisa de possuir os crentes? Qual será o interesse do diabo em possuir um ateu?

Anónimo disse...

Saudações
Muito se fala aqui sobre a existência do “sandálias”, (acho piada ao nome! A minha avó chamava-lhe Chico!) mas após várias leituras para um leitor como é difícil chegar a uma conclusão. Na verdade tão pouco chegam a conclusões os restantes participantes, contudo todos têm uma opinião formada ao contrário de mim, como tal gostaria, se possível de ver esclarecidas algumas questões. Sei que a linguagem bíblica é simbólica aprendi até nas aulas de português que existe o estilo bíblico, como tal é um erro interpretar literalmente os seus textos e apesar de saber (julgo eu) português nada sei de teologia (é uma falha grave do nosso sistema de ensino, não haver ensino de teologia a par do da filosofia…) daí que as minhas duvidas correm o risco de parecer fúteis ou até mesmo infantis! Agrava o facto de toda a minha formação académica ser na área das ciências. Mas sem mais delongas as duvidas por mim sentidas são: Se o demónio/s não existe qual a razão de se renunciar a ele e ás suas obras no sacramento do baptismo e na profissão de fé? Então para que existe o ritual romano aprovado pelas conferencias episcopais? E os santos que segundo as suas biografias foram alvo da investidas demoníacas e dizem ter visto demónios? Se ele não existe há qualquer coisa aqui que não bate certo! Sei que o dito cujo não existe como ser relacional, mas o facto de não ser relacional não quer dizer que não exista de todo…
Grato pela atenção.

José Pinto

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