domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bento Domingues: "O Papa não é a cabeça da Igreja"


O Estado do Vaticano não é a Igreja Católica. Na opinião pública, até parece que sim. As frequentes narrativas sobre a corrupção e o crime organizado que afetariam algumas das suas instâncias exigem uma informação limpa, acerca de tudo o que vem minando a sua credibilidade e a do papado. As comunidades católicas, espalhadas pelo mundo, têm direito a essa informação. Não se pode esquecer que, sem ética, as invocações místicas são mistificações. O Vaticano só se justifica como instrumento de liberdade da missão da Igreja. Atraiçoa-se quando se deixa dominar pelo carreirismo e por endeusados negócios de banqueiros, nas suas vertigens criminosas.

Bento Domingues no "Público" de hoje. Texto na íntegra, hoje, na banca dos jornais. Amanhã aqui.

4 comentários:

Anónimo disse...

Uma aventesma varejeira, este Frei Bento. Também já tem idade para se reformar, não?

Rui Jardim

Jorge Pires Ferreira disse...

Mas oque ele diz está correto ou não? Parece-me que é do mais elementar bom senso teológico.

Anónimo disse...

Jorge, não sei se gosta de bola mas também há na Igreja muitos com o 'síndrome Octávio Machado'. Era um treinador/comentador que vivia de alimentar suspeitas. Falava em corrupção, compadrio, falta de transparência, e acabava sempre por dizer que "isto tem que levar uma grande volta" e "eles sabem quem são". Frei Bento é um expoente máximo dessa atitude, pois a sua notoriedade foi sempre proporcional ao seu grau de ataque ao catolicismo (acho que é difícil negá-lo).
Dos problemas no Vaticano não sei quase nada e tenho que ter cuidado com as fontes, pois em relação a outros temas da vida da igreja já vi muitas mentiras, truques, tontices,calúnias. Mas vejo que aqui em Portugal há muita gente muito bem informada. Frei Bento, que se queixava das escolhas editoriais de um jornal do vaticano num dia em que o jornal não tinha saído (assim mesmo!) surge a meus olhos como uma velha aventesma sempre pronta a acreditar e ampliar qualquer informação que tente prejudicar o bom nome dos membros da Igreja.
É um homem que não respeito. Devo dizer que o conheci há uns anos atrás, quando uma comissão de que fiz parte o consultou (contra a minha vontade, escusado será dizer) para opinar sobre a arquitectura de uma nova igreja que queríamos ajudar a construir. Foi extremamente simpático mas nunca me consigo esquecer dos risos esganiçados que fazia descrevendo os escândalos que as suas "inovações litúrgicas" tinham provocado nos anos 70. Ainda ecoa aos meus ouvidos esse riso satânico.

Rui Jardim

Anónimo disse...

Frei Bento é uma voz do passado. De um passado que fez muito mal à Igreja e, por um sistema de vasos comunicantes, à sociedade. Alimentou em si, e projectou para os demais, uma Igreja à medida das suas aspirações. Como esta não surgiu, passou a atacar tudo e todos que, segundo ele, impediram a implementação de tal Igreja bentiana. É um fantasma do que não existe pois nunca se pensou que fosse para existir. Sejamos francos: é um fracassado amargurado que destila as duas frustrações nestes textos e noutras palestras que apenas encontram eco em quem quer atacar a Igreja: «pois é, se até frei Bento diz A ou B!». A quantas pessoas, que passaram a viver intoxicadas com as suas mentiras e falsidades, ouvi dizer isto. Mas o pior é que ele é justamente como frei Tomás (não o de Aquino): não faz na sua vida o que pede que se faça na Igreja. Exemplo? Ele que olhe para si e veja se não fez, de um modo perfeitamente lúcido e planeado, carreirismo na sua congregação e na sociedade civil? É, na pior acepção da palavra, um "cromo eclesial" sem valor algum. Um "cromo" domado pro movimentos parasitários que alimentam o seu "ego".

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