terça-feira, 17 de julho de 2012

Alergia e aversão ao que dizem alguns bispos

Eu acredito em coincidências. E ainda mais em relações. Estava a ler um livro de Luis González-Carvajal Santabárbara ("Os cristãos num Estado laico", Gráfica de Coimbra), imediatamente depois de ter picado as notícias online (esta, por exemplo), quando dou com esta citação de Rafael Sanus, que foi bispo auxiliar de Valência:
Alguns bispos falam com tal arrogância e segurança, com um estilo tão peremptório e autoritário, que suscitam alergia e aversão naqueles que os escutam. Parece que falam sempre contra alguém ou contra alguma coisa.

15 comentários:

Anónimo disse...

Correcto! Ainda ontem vimos isso com o das Forças Armadas.

Jorge Pires Ferreira disse...

Sim, é precisamente em relação a isso que escrevo. Não vi ontem, mas li hoje.

Anónimo disse...

Há quem julgue dono da verdade e dono das pessoas!

Diamantino Costa disse...

Na minha opinião os Bispos têm direito a ter opinião. No entanto devem (eles) ter em conta que a sua opinião tem um impacto muito maior que as opiniões das outras pessoas. Por isso deviam pensar muito bem antes de qualquer opinião do tipo de comparar politicos atuais com Salazar. Eu não vivi no tempo de Salazar, mas pelo que oiço não me parece possivel tal comparação. Se só lhe dão tempo de antena para (e porque) dizer este tipo de coisas, mais valia estar calado.

Jorge Pires Ferreira disse...

Obrigado pelo comentário, Diamantino. Eu penso que devem falar, até mais, no cumprimento da missão profética que têm.
Mas não se pode dizer isto...

"Este Governo é profundamente corrupto"

sejam quem forem os políticos. Tem que se provar. Nisso D. Januário é como muitos, da política ao futebol, da economia a sei lá mais o quê. Falam de corrupção, mas fica tudo no ar, sem factos.

Anónimo disse...

O problema do Januário é que o Vaticano o vai reformar antes do tempo... Este Torgal tem uma bolsa ao final do mês que é uma vergonha. O brigadeiro só diz asneiras e pensa que é uma vedeta. Enfim... um novo D. Manuel Martins.

maria disse...

discordo, senhores.

Não é dever dos bispos denunciar as injustiças e a corrupção?

critique-se a forma, não a oportunidade.

o que nos devemos interrogar é porque é que alguns bispos tão críticos do anterior Governo e agora tão reservados. escândalo e falta de verticalidade, para mim, é isso.

Anónimo disse...

Devem Maria. Este é um tonto. Não passa disso. O que ele diz prova-o. Isto é um bispo? Vergonha. Para quê um bispo nas Forças Armadas. Vá trabalhar onde faz falta.

Jorge Pires Ferreira disse...

Compreendo, Maria. Mas na Igreja portuguesa - e penso que nas outras de grande tradição católica - é difícil manter uma atitude crítica em relação ao poder político por três razões
a) no poder, alterna-se entre PSD e PS, pelo que quem critica um ouve sempre: "Ah, mas esteve calado quando lá estava o outro".
b) a Igreja está muito dependente de subvenções do Estado (não sei se a expressão está correta), principalmente por causa das IPSS, já que estas funcionam quase sempre com pelo menos 30% de receitas dos Estado (dos nossos impostos, claro). Neste contexto, criticar, ser profeta, é difícil.
c) há uma grande tradição de união entre trono e altar, espada e cruz. Os bispos, queiram ou não, têm esse lastro. E estão sempre a ser convidados para coisas oficiais, geralmente com uma cadeira em destaque.

Por isto, é difícil que os bispos sejam profeticamente críticos, como julgo que deveriam ser, numa missão complicada, mas de verdadeiro serviço comunitário (há pelo menos um que o faz, longe da capitais do país e do norte e, por isso, menos mediático).

Porque não tem uma diocese "normal" é que D. Januário é o mais destemido nas denúncias. Mas é também muito desajeitado. E nestas coisas, interessa muito o modo, os meios, a oportunidade.

maria disse...

não tenho nada contra comentários anónimos...mas chamar tonto a alguém de forma anónima, não custa nada, não é?

Jorge, plenamente de acordo com o seu comentário. Também faço essa leitura. Quanto ao bispo Januário...é um homem apaixonado, emotivo (é a leitura que faço dele)e parece que sem calculismos. O Policarpo, que é tido como o mais intelectual (mais ou menos) dos bispos, também, quando destrava a língua, diz muita asneira. Já lhe ouvi várias. Até em contexto eclesial.

Pessoalmente, considero mais evangélica a falta de senso do Januário do que o calculismo que os restantes revelam.

E temos, de uma vez por todas, de tirar da redoma os bispos. São homens com direito à indignação, aos erros etc. Para que é que vai servir uma Igreja de "certinhos"?

Anónimo disse...

O Torgal já teve a resposta. Quem esteve atento ás declarações de Aguiar Branco não é preciso dizer mais nada. Agora vai ter de provar as declarações. Mas quem conhece o Januário sabe porque ele faz as afirmações que faz. O Vaticano vai tirar-lhe o tacho brevemente. Depois descarrega na política e como disseram: desajeitadamente. Esquece-se o Torgal que não se representa a si próprio. Chamar de bandos, gangues. Não está ou nunca esteve bem da cabeça. Este é que é o certinho??? Tenham dó meus senhores.

Anónimo disse...

Dom Januário Torgal Ferreira é uma curiosa figura da sociedade portuguesa. Para uns, será o Miguel Relvas da Conferência Episcopal, que Dom José Policarpo não sabe como calar do mesmo modo que Passos Coelha não consegue erradicar o outro (nem consegue ter a coerência de oferecer a Relvas o lugar de primeiro-ministro. que é o que com lógica deveria fazer)... Será fácil, com certeza, comparar Dom Januário a Alberto João Jardim e dizer de ambos que são gémeos separados à nascença. Mas não deixa de ser "engraçado" (ou "desgraçado") ver o Ministro da Defesa atacar sem pejo o bispo... A direita portuguesa, sempre enredada não nas "saias de Elvira" mas nas saias, batinas e sotainas da Igreja, perdeu completamente a vergonha...

Anónimo disse...

Dom Januário, o nosso Bispo Castrense, recorda-me (parafraseando...) um célebre verso do grande e saudoso Ary dos Santos (quem ainda se lembra ?) :
BISPO CASTRADO, NÃO!

Anónimo disse...

Ser bispo e malcriado não joga. Uma coisa é exrcer os seus direitos e dveres cívicos outra é injuriar

Anónimo disse...

Debaixo das saias da Igreja? Não será da maçonaria? O Relvas não tem licenciatura, mas o Torgal tem. Mas não deixa de fazer de figura de parvo. Sabem porquê? Vale pouquito ao nível pastoral e isso pesa muito.

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